Everything Has An End 20

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No dia seguinte, James acompanhou Joanne e Emma no caminho até á escola. Os três saíram mais cedo de casa e foram tomar o pequeno almoço a um pequeno café que ficava a caminho. Joanne sofria um bocado ao ver James e Emma, porque a fazia lembrar das saudades que sentia de estar assim tão perto de Flynn. Tomou a decisão de lhe voltar a ligar naquela noite. Lembrou-se que já faltava pouco para o aniversário do seu namorado. As ruas estavam cobertas de neve e o frio que se sentia no ar invadia o corpo de Joanne, deixando-a congelada.

O dia escolar decorreu sem grandes novidades.

Quando chegou a casa, Joanne pegou no telemóvel e digitou o número de Flynn. Após começar a chamar, Jo esperou durante uns segundos até que finalmente ouviu a voz de Flynn:

- Olá! O Miguel contou-me o que se tinha passado, eu ia ligar-te ainda hoje, não te liguei antes porque tenho andado muito ocupado, mas não há um único dia em que não pense em ti. Tenho tantas saudades princesa!

- Olá! Desculpa, fui mesmo parva. Eu também tenho saudades.

- Eu compreendo, desde que te foste embora eu também tenho medo que alguém melhor apareça que tome o meu lugar.

- Não tens de ter medo, eu amo-te.

- Eu também linda. Queres falar na net para não gastares mais dinheiro?

- Sim, claro, mas não podemos ficar muito tempo porque amanhã entro muito cedo.

- Está bem. Então até já.

- Até já.

Joanne ligou o seu computador e esperou que Flynn ficasse online. Passado pouco tempo o sinal que indicava a presença ficou verde. Joanne clicou no botão de chamada.

- É bom ver-te! - exclamou

- Sim, mesmo muito bom. Mas tenho saudades de te beijar e de te poder ter nos meus braços.

- Eu também. Sabes, eu conheci um rapaz e ele mostrou algum interesse em mim. Não aconteceu nada, mas eu achei por bem dizer-te, não queria que te fosse chegar a notícia de outra maneira.

- Deixaste-me preocupado. Eu não te quero perder para outro inglês.

- Não vais, eu sou somente tua.

- Eu vou acreditar em ti meu amor.

- Acredita. – um sorriso triste apareceu no rosto de Joanne

- Porque é que estás triste?

- Porque queria que estivéssemos juntos. Porque tenho saudades do Miguel e da Matilde. Porque eu não te posso dar a mão e esperar que tudo fique bem. Porque não tenho como beijar-te e sentir o teu cheiro. Sabes o quanto isto me custa, o quanto é mau eu não poder olhar os teus olhos verdes de perto e sentir os teus cabelos. Quando tudo parecia certo eu tive de me vir embora e agora eu sinto tanto a tua falta.

- Linda, não fiques assim, eu também tenho saudades do teu cheiro e dos teus lábios e de vermos um filme juntinhos, mas se teve de ser assim nós conseguimos ultrapassar e vamos contar aos nossos filhos como o nosso amor sobreviveu à distância.

- Obrigada. – Joanne ficou mais feliz

- Eu amo o teu sorriso, é mesmo lindo!

- O teu também. Amo-te.

- Sim, eu também.

- Tenho de desligar meu amor.

- Está bem. Até à próxima.

- Beijinhos.

- Beijinhos.

Joanne desligou a chamada. Estava nostálgica, feliz, mas sentia um vazio imenso dentro de si. Sabia que o amor de Flynn era verdadeiro, mas a insegurança ficava presa ao seu pobre coração apaixonado.

*

O resto da semana passou rapidamente. Entre aulas, estudo e saídas com os amigos, Joanne distraiu-se. As chamadas com Flynn continuaram diariamente e Miguel e Matilde também mantiveram o contacto.

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