Everything Has An End 24

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Olá! Não tenho postado regularmente porque as visualizações têm estado um pouco paradas. Deixo aqui um capítulo que é na minha opinião bastante marcante na história. Vou estar novamente sem o computador por uns tempos porque vou viajar. 

Espero que gostem:

Toda a semana correu sem grandes sobressaltos. Entre a escola, os ensaios e outros trabalhos, Joanne andou sempre ocupada e isso fazia-lhe bem pois não a deixava pensar nas coisas negativas. A sua relação com Ethan não conseguia ficar normal, às vezes ele abraçava-a e durante a peça parecia, por vezes, que o papel de apaixonada por Fynn se transformava em realidade.

Na sexta feira, Ethan insistiu em levar Joanne a casa depois dos ensaios. Ela aceitou a boleia pois estava cansada e não havia muitos transportes àquela hora. Durante a viagem Ethan parecia abatido.

- O que se passa?

- O mesmo que no início da semana. Eu não consigo tirar-te da cabeça. É impressionante o poder que tens em mim. Juro que te dava tudo se tu ficasses comigo para sempre. Eu ia fazer-te a mulher mais feliz do mundo. Naquele dia em que eu entrei na casa de banho enquanto tomavas banho eu… eu só queria ver-te mais perto… poder tocar-te… sei lá… tu deixa-me completamente doido. És tão especial. Eu estou a falar muito a sério quando digo que nunca senti isto por ninguém. Eu sonho com as nossas conversas, com os teus olhos, com a tua voz, com o teu perfume, com o nosso beijo e eu só quero que tudo se repita, para sempre.

- Desculpa, mas eu não te posso dar isso. Eu não vou negar que tu mexes comigo, nem que por vezes eu também tenho vontade de te beijar, mas eu não esperava apaixonar-me quando viesse para cá… isto não era suposto acontecer. Um dia eu vou voltar para Portugal e eu não quero destruir tudo o que lá deixei por uma pessoa com a qual eu sei que não posso ficar, ainda para mais se não a amo.

- Mas estás apaixonada por mim?

- Eu não sei, quer dizer eu não devia.

- Se tu não tivesses o Flynn tu darias uma oportunidade ao que sentes?

- Talvez.

- Então pensa bem naquilo que queres fazer. Talvez o que sentes por mim esteja a ser ditado pelas inseguranças da distância, e eu espero que não seja esse o caso. Fala com ele, conta-lhe tudo, mesmo tudo. Decide o que queres fazer e depois fala comigo. Eu espero o tempo que precisares.

O carro parou. Estavam à porta da casa de Joanne.

- Antes de ires posso só fazer uma coisa para te ajudar a decidir.

- O quê? – perguntou Joanne já desconfiada do que seria.

Ethan não lhe respondeu e beijou-a. Um beijo leve nos lábios que a fez estremecer. Joanne saiu do carro apressadamente e acenou quando estava já perto da porta. Quando a abriu, Flynn saltou para a sua frente.

- O que é que foi aquilo?

- Flynn? Como é que chegaste aqui?

- Foi a prenda de aniversário dos nossos amigos. Pelos vistos não devia ter vindo. Aquele é o rapaz de quem falaste há algum tempo atrás?

Tinha um ar decepcionado.

- Sim, é ele.

- Vocês estão juntos?

- Não.

- Explica-me o que se passa, por favor!

- Podemos ir para o meu quarto?

Flynn não respondeu e começou a subir as escadas, estacando no andar de cima, à espera de Joanne lhe indicasse qual a porta correta.

- Senta-te!

Joanne e Flynn sentaram-se em lados opostos da cama.

- Eu conheci o Ethan no dia em que eu te telefonei e atendeu aquela amiga da tua tia. No momento eu percebi tudo mal e saí a correr para a rua, onde me encontrei com ele. Descobri que ele era irmão do James, o namorado da rapariga que vive comigo. Começamos a conviver mais e depois fomos passar um fim de semana a Londres, onde as coisas se complicaram. Na roda gigante ele beijou-me e depois aconteceram outras coisas e ele disse que me amava. Hoje quando vínhamos no carro ele disse-me para falar contigo e para tomar uma decisão, aquilo foi, segundo ele, uma pequena ajuda.

- Então tu estás confusa em relação ao que sentes?

- Sim.

- Eu nunca imaginei que isto fosse acontecer. Que a distância se fosse meter no nosso caminho. Que fosses conhecer alguém novo. Pelos vistos enganei-me.

- Eu não queria que isto tivesse acontecido. Eu pensava que nós íamos ficar para sempre juntos. Eu nunca senti por ninguém o que eu sinto por ti… mas eu não posso mentir… eu sinto alguma coisa pelo Ethan.

- Essas palavras estão a matar-me, sabes disso? Eu amo-te. Amo-te tanto quanto no dia da nossa despedida, como no dia da cascata. Eu nunca deixei de te amar, nem nunca o vou fazer, mas se tiver de ser eu deixo-te ir.

As lágrimas corriam agora sem vergonha, sem medo de se revelarem incómodas, pesadas, cortantes. Mais uma vez o aniversário de Flynn tinha sido arruinado.

- Tu foste a melhor coisa que me aconteceu. Eu não entendo o que se passa dentro de mim e acho que me vou arrepender para sempre disto, mas independentemente de eu gostar do Ethan ou não, eu já percebi que isto não resulta assim. Desculpa. Desculpa por tudo o que eu não fui capaz de te dar. Desculpa pelas coisas que eu te prometi e que não cumpri. Desculpa quando disse que nunca te iria abandonar, porque sinto que agora é como se estivesse a fazê-lo. I guess that everything as has an end. Nunca me vou esquecer de ti. Como amiga podes contar sempre comigo. Posso só pedir-te mais um beijo.

Flynn aproximou-se dela vagarosamente, limpou a lágrima que lhe escorria pelo rosto e poisou os seus lábios nos dela num beijo leve.

- Adeus.

Levantou-se e olhou em volta.Viu a fotografia do dia da lagoa e gotas de água caíram no chão. Virou-se de costas em passo lento e foi embora. Joanne ficou a vê-lo da janela, enquanto um rol de lágrimas cobriam a sua cara. Que dia terrível! 

Everything Has An End - portuguesaOnde histórias criam vida. Descubra agora