Everything Has An End 23

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Espero que não tenham perdido o interesse, peço que continuem a comentar e se tiverem sugestões estou sempre aberta a recebê-las. 

- Acordem suas dorminhocas! – Ethan e James gritavam em uníssono enquanto abanavam Emma e Joanne. – Toca a acordar. Temos que nos despachar rápido.

- Está bem, está bem, mas parem de gritar.

Emma e Joanne saltaram da cama e começaram a vestir-se.

Depois do fim de semana atribulado que Joanne tinha tido, decidiu esquecer-se de tudo o que se tinha passado em Londres, mas a maneira com Ethan a olhava fazia-a recordar de cada segundo e isso não a deixava descansada, nem confortável. De qualquer maneira tinha que se arranjar rápido, para poder chegar a casa um bom bocado antes da hora de almoço e poder descansar.

Em pouco tempo, Joanne, Emma, James e Ethan estavam completamente prontos e preparados para sair.

Ethan sentou-se ao volante e depois de todos meterem as malas na bagagem, ocuparam os seus lugares. Joanne foi a primeira a entrar e sentou-se junto dele e o rapaz insistiu em lhe meter a mão na perna e em lhe segredar:

- Foi o melhor fim de semana da minha vida! És linda.

Estava tão perto que ela conseguia sentir a sua respiração no seu ombro e o seu aroma transformava o ambiente na melodia mais harmoniosa que Joanne já sentira. Não, mentira, depois lembrou-se de quando abraçava Flynn e o seu cheiro a preenchia. Seria errado sentir tanta falta daqueles momentos e saber que continuava a amá-lo, mas no entanto não conseguir tirar Ethan da cabeça? Que confusão!

- Eu estou a falar a sério. Eu nunca conheci ninguém como tu. Eu a…

- Não digas isso. Por favor não digas isso.

- Porquê?

- Porque tu não podes amar-me, porque eu não te amo e não o posso fazer. Eu amo o Flynn.

- Eu vou fazer-te mudar de ideias.

Os outros dois entraram no carro e puseram-se a caminho de casa de Joanne onde a sua mãe os esperava com um grande almoço.

*

- Boa tarde meninos. Entrem! – Anna recebeu-os calorosamente. – O almoço será servido dentro de pouco tempo.

- Obrigada Anna! – agradeceram todos.

Joanne e Emma guiaram os dois rapazes até à sala. Depois de um tempinho de conversa, Joanne teve que ir ao seu quarto para preparar a mochila, como Emma já a tinha preparado, subiu sozinha. Ethan precisava de falar com ela, então inventou que ia à casa de banho.

- Desculpa estar a incomodar, mas eu preciso de falar contigo. – Ethan falou baixo, quase em sussurro. Joanne não se virou para ele.

- O que foi?

- Fogo! Sabes o que é que é tu nunca teres gostado de ninguém de uma maneira tão forte que pudesses chamar de amor e quando isso finalmente acontece a pessoa pela qual te apaixonas luta contra os seus sentimentos ou então nem sequer sente o mesmo. É horrível. Naquela noite em que dormimos no mesmo quarto eu só queria deitar-me na tua cama e deixar-te aconchegar nos meus braços. Queria ter acordado contigo ao meu lado e poder olhar para os teus olhos verdes como aquele Flynn pode fazer. Queria amar-te e ser amado e isso não acontece. Magoa! Entendes?

A voz de Ethan ficou mais fraca nas últimas palavras, como que abafada por algo… talvez… lágrimas? Joanne virou-se. Ethan estava com a cabeça entre as mãos e soluçava.

- Estás bem?

- Que raio de pergunta?! – de repente ficou exaltado.

- Não te enerves!

- Eu não estou enervado. Eu estou revoltado. Nunca te sentiste assim?

- Claro. Quando o meu pai morreu. Quando um amigo que era muito especial para mim morreu. Quando soube o segredo do Flynn. Quando vim para Inglaterra e deixei a minha vida toda para trás. Quando tu me beijaste e eu gostei.

- Gostaste?

- Eu não queria dizer gostar.

- Foi o que disseste e eu ouvi muito bem.

- Pronto. Sim eu gostei. Gostei mais do que devia e isso também é revoltante. É estranho porque eu, por mais que tente, não te consigo tirar da cabeça.

A conversa foi interrompida pela mãe de Joanne que chamava impaciente os dois jovens e alertava para as horas tardias. Ethan e Joanne desceram e foram para a mesa onde já estava o almoço. Comeram rapidamente e depois foram a pé para a escola e Ethan para a faculdade.

As aulas da tarde foram esgotantes e Joanne não estava com cabeça para nada, muito menos para ouvir os professores a falarem sobre a matéria que, diga-se de passagem, era tudo menos interessante.

Emma e Jo voltaram para casa e depois de fazerem os trabalhos de casa e de jantarem foram para o quarto de Joanne para conversarem sobre Ethan.

- Ele disse que me amava. Eu não sei o que fazer.

- O quê?! Ele disse que te amava?

- Disse. Hoje quando eu vim preparar a mochila ele veio ter comigo e começou a chorar.

- O Ethan a chorar?

- Sim ele disse-me que o facto da primeira rapariga que ele realmente amou não gostar dele o magoava.

- Mas tu sentes alguma coisa por ele?

- Eu não sei. De vez em quando parece que eu gosto dele, mas outras vezes eu só consigo pensar no quanto amo o Flynn e em como a vida foi injusta quando me obrigou a vir para Inglaterra.

- Essa cabeça está um grande labirinto!

- Podes crer.

- Tu tens de falar com o Flynn!

- Ele faz anos neste sábado, eu vou-lhe ligar para lhe desejar os parabéns e talvez lhe diga o que se está a passar.

- Não é a melhor altura…

- Eu sei, mas se tiver de ser…

- Bem, já está a ficar tarde. Vou para o meu quarto.

-Ok. Boa noite.

Emma saiu do quarto rapidamente e Joanne vestiu a camisa de dormir. Olhou para a parede e viu a fotografia onde estava com Miguel e Flynn. Como tinha saudades dos dois rapazes mais importantes da sua vida… Será que Flynn estava a pensar em si naquele momento, ou será que também ele tinha sido seduzido por outra rapariga? Maldita distância!

Joanne deitou-se e fechou os olhos, enquanto desejava voltar a trás no tempo.

Everything Has An End - portuguesaOnde histórias criam vida. Descubra agora