Espero que não tenham perdido o interesse, peço que continuem a comentar e se tiverem sugestões estou sempre aberta a recebê-las.
- Acordem suas dorminhocas! – Ethan e James gritavam em uníssono enquanto abanavam Emma e Joanne. – Toca a acordar. Temos que nos despachar rápido.
- Está bem, está bem, mas parem de gritar.
Emma e Joanne saltaram da cama e começaram a vestir-se.
Depois do fim de semana atribulado que Joanne tinha tido, decidiu esquecer-se de tudo o que se tinha passado em Londres, mas a maneira com Ethan a olhava fazia-a recordar de cada segundo e isso não a deixava descansada, nem confortável. De qualquer maneira tinha que se arranjar rápido, para poder chegar a casa um bom bocado antes da hora de almoço e poder descansar.
Em pouco tempo, Joanne, Emma, James e Ethan estavam completamente prontos e preparados para sair.
Ethan sentou-se ao volante e depois de todos meterem as malas na bagagem, ocuparam os seus lugares. Joanne foi a primeira a entrar e sentou-se junto dele e o rapaz insistiu em lhe meter a mão na perna e em lhe segredar:
- Foi o melhor fim de semana da minha vida! És linda.
Estava tão perto que ela conseguia sentir a sua respiração no seu ombro e o seu aroma transformava o ambiente na melodia mais harmoniosa que Joanne já sentira. Não, mentira, depois lembrou-se de quando abraçava Flynn e o seu cheiro a preenchia. Seria errado sentir tanta falta daqueles momentos e saber que continuava a amá-lo, mas no entanto não conseguir tirar Ethan da cabeça? Que confusão!
- Eu estou a falar a sério. Eu nunca conheci ninguém como tu. Eu a…
- Não digas isso. Por favor não digas isso.
- Porquê?
- Porque tu não podes amar-me, porque eu não te amo e não o posso fazer. Eu amo o Flynn.
- Eu vou fazer-te mudar de ideias.
Os outros dois entraram no carro e puseram-se a caminho de casa de Joanne onde a sua mãe os esperava com um grande almoço.
*
- Boa tarde meninos. Entrem! – Anna recebeu-os calorosamente. – O almoço será servido dentro de pouco tempo.
- Obrigada Anna! – agradeceram todos.
Joanne e Emma guiaram os dois rapazes até à sala. Depois de um tempinho de conversa, Joanne teve que ir ao seu quarto para preparar a mochila, como Emma já a tinha preparado, subiu sozinha. Ethan precisava de falar com ela, então inventou que ia à casa de banho.
- Desculpa estar a incomodar, mas eu preciso de falar contigo. – Ethan falou baixo, quase em sussurro. Joanne não se virou para ele.
- O que foi?
- Fogo! Sabes o que é que é tu nunca teres gostado de ninguém de uma maneira tão forte que pudesses chamar de amor e quando isso finalmente acontece a pessoa pela qual te apaixonas luta contra os seus sentimentos ou então nem sequer sente o mesmo. É horrível. Naquela noite em que dormimos no mesmo quarto eu só queria deitar-me na tua cama e deixar-te aconchegar nos meus braços. Queria ter acordado contigo ao meu lado e poder olhar para os teus olhos verdes como aquele Flynn pode fazer. Queria amar-te e ser amado e isso não acontece. Magoa! Entendes?
A voz de Ethan ficou mais fraca nas últimas palavras, como que abafada por algo… talvez… lágrimas? Joanne virou-se. Ethan estava com a cabeça entre as mãos e soluçava.
- Estás bem?
- Que raio de pergunta?! – de repente ficou exaltado.
- Não te enerves!
- Eu não estou enervado. Eu estou revoltado. Nunca te sentiste assim?
- Claro. Quando o meu pai morreu. Quando um amigo que era muito especial para mim morreu. Quando soube o segredo do Flynn. Quando vim para Inglaterra e deixei a minha vida toda para trás. Quando tu me beijaste e eu gostei.
- Gostaste?
- Eu não queria dizer gostar.
- Foi o que disseste e eu ouvi muito bem.
- Pronto. Sim eu gostei. Gostei mais do que devia e isso também é revoltante. É estranho porque eu, por mais que tente, não te consigo tirar da cabeça.
A conversa foi interrompida pela mãe de Joanne que chamava impaciente os dois jovens e alertava para as horas tardias. Ethan e Joanne desceram e foram para a mesa onde já estava o almoço. Comeram rapidamente e depois foram a pé para a escola e Ethan para a faculdade.
As aulas da tarde foram esgotantes e Joanne não estava com cabeça para nada, muito menos para ouvir os professores a falarem sobre a matéria que, diga-se de passagem, era tudo menos interessante.
Emma e Jo voltaram para casa e depois de fazerem os trabalhos de casa e de jantarem foram para o quarto de Joanne para conversarem sobre Ethan.
- Ele disse que me amava. Eu não sei o que fazer.
- O quê?! Ele disse que te amava?
- Disse. Hoje quando eu vim preparar a mochila ele veio ter comigo e começou a chorar.
- O Ethan a chorar?
- Sim ele disse-me que o facto da primeira rapariga que ele realmente amou não gostar dele o magoava.
- Mas tu sentes alguma coisa por ele?
- Eu não sei. De vez em quando parece que eu gosto dele, mas outras vezes eu só consigo pensar no quanto amo o Flynn e em como a vida foi injusta quando me obrigou a vir para Inglaterra.
- Essa cabeça está um grande labirinto!
- Podes crer.
- Tu tens de falar com o Flynn!
- Ele faz anos neste sábado, eu vou-lhe ligar para lhe desejar os parabéns e talvez lhe diga o que se está a passar.
- Não é a melhor altura…
- Eu sei, mas se tiver de ser…
- Bem, já está a ficar tarde. Vou para o meu quarto.
-Ok. Boa noite.
Emma saiu do quarto rapidamente e Joanne vestiu a camisa de dormir. Olhou para a parede e viu a fotografia onde estava com Miguel e Flynn. Como tinha saudades dos dois rapazes mais importantes da sua vida… Será que Flynn estava a pensar em si naquele momento, ou será que também ele tinha sido seduzido por outra rapariga? Maldita distância!
Joanne deitou-se e fechou os olhos, enquanto desejava voltar a trás no tempo.
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Everything Has An End - portuguesa
Roman pour AdolescentsEsta é a história de Joanne, uma rapariga que nunca teve a vida simplificada. Jo (como os amigos a tratam) nasceu em Inglaterra, mas mudou-se para Portugal, onde fez novos amigos, incluindo Flynn, o rapaz que vai mudar por completo a sua vida e conf...