Everything Has An End 33 Parte 2 e 3

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- Bom dia! – Joanne entrou no quarto do hospital sozinha. A sua mãe tinha ficado à procura de um lugar para estacionar o carro.

- Olá meu amor!

- Olá Jo!

A rapariga depositou um beijo nos lábios do namorado e depois foi cumprimentar Miguel despenteando um bocado o seu cabelo ruivo e dando-lhe um beijo leve na bochecha.

- Não devias estar na escola? – perguntou Miguel a Joanne.

- Não, as minhas aulas de recuperação só começam à tarde. Depois quando sair da escola tento vir cá com a Matilde.

- Ok. Já soube que eu e o Flynn vamos ter as nossas aulas no verão… É uma injustiça.

- Não se queixem, pelo menos não perdem um ano.

- Vamos mudar de assunto. – pediu Flynn. – O Ethan já foi embora?

- Sim, já.

- Gostei de o conhecer. O ódio que tinha por ele acabou por ser reduzido.

- Ele é uma boa pessoa, mas é contigo que eu quero estar até ao fim dos meus dias.

- E eu contigo, meu amor!

Joanne sentou-se numa cadeira junto da cama de Flynn e apertou-lhe a mão. Depois lembrou-se de perguntar:

- Então e a fisioterapia?

- Começo hoje mesmo, estou tão nervoso! E se não resultar? Vou ficar preso a uma cadeira de rodas para sempre?

- Não penses assim. As coisas vão correr bem.

- Espero que corram mesmo.

- Então e tu meu amor, sabes quando tens alta?

- Não, mas não deve tardar muito, os médicos dizem que estou a recuperar bastante bem, talvez amanhã ou depois já vá para casa. Estou farto daqui estar, mas não queria deixar o Miguel sozinho.

- Não sejas tonto, Flynn, nós nunca estamos sozinhos, este quarto é o mais visitado do hospital inteiro. – Miguel soltou um risinho animado.

- Pois é. Somos famosos!

- Olha só estes convencidos… Acham que são grandes.

O ambiente ia ficando mais leve e quando a mãe de Joanne entrou no quarto, os três amigos riam alegremente.

- Ufa! Estava a ver que não conseguia parar o carro. Como estão meninos?

- Bem, obrigada! – responderam os dois rapazes quase ao mesmo tempo.

- Só passei mesmo para ver como estão e para vos dar um beijinho, porque com o tempo que demorei a estacionar, não tarda nada é hora de almoço.

- Mas sente-se um bocadinho, sempre nos fazem companhia até trazerem aquelas mistelas a que chamam de comida.

A mãe de Joanne riu-se e disse:

- No verão, quando ambos já estiverem em casa e de boa saúde, faz-se um grande almoço com uma comida espetacular, para tirarem a barriga de misérias.

- Mal posso esperar. Mas tem que ser num fim de semana, por causa das aulas.

- Não se preocupem com isso. Mesmo com a escola, vocês ainda vão poder viver o vosso verão.

Uma enfermeira entrou com o carrinho do almoço e anunciou o fim da hora das visitas.

Joanne beijou Flynn e deu um abraço leve a Miguel e acenou-lhes enquanto saía do quarto.

- Que tal irmos almoçar as duas aí a um restaurante qualquer. Parece-te uma boa ideia?

- Parece sim. Depois podemos passar só por causa para ir buscar as minhas coisas e ir logo para a escola.

- Está bem. Vamos lá então.

Joanne foi com a mãe a um restaurante simpático no meio da cidade e depois, tal como combinado, foram a casa buscar as coisas para deixar, por fim, Joanne na escola.

*

As aulas da tarde passaram rápido. Jo não tinha perdido assim tanta matéria e com ajuda dos professores e com alguma dedicação ia por certo acabar o ano num instante, mas no entanto continuava a ter carradas de trabalhos para fazer e testes que ia ter que realizar todos uns em cima dos outros.

Quando saiu, Matilde encontrava-se já no exterior da escola à sua espera e depois foram a pé até ao hospital.

Miguel já tinha tido a primeira sessão de fisioterapia e estava animado porque o médico lhe dissera que tinha uma boa hipótese de recuperar, ainda que fosse um processo demorado. Para além disto souberam também que, de facto, Flynn ia ter alta no final do dia seguinte. As coisas estavam finalmente a compor-se.

Começava a fazer-te tarde e Joanne e Matilde tinham que ir para casa. A mãe de Jo foi buscá-las, deixando a amiga em casa.

Até à hora de jantar, Joanne aproveitou para adiantar algum do trabalho e para estudar um bocado.

Everything Has An End - portuguesaOnde histórias criam vida. Descubra agora