Abaixo a cabeça e passo levemente meus dedos no manto fino que se encontra enrolado em mim suas palavras não para de me atormentar, eu realmente não queria contar a verdade, queria que tudo isso não passasse de um sonho ruim que logo acordaria para vida, mas eu sei que isso é real e que sempre será e que eu nunca esquecerei totalmente o passado sombrio que vivi. Fixo meus olhos no dela, olhos castanhos escuros parece claro, mas é o sol que está refletindo em seus olhos o que está dando mais cor a eles. Assenti, não queria, mas não adianta fugir eu já fui pega. Ela pausa sua mão em cima da minha e aperta levemente e eu digo:
— Está faltando um.
— Nós sabemos. Seu nome é Simon, não é mesmo?
Assenti e perguntei:
— Ele está morto? – uma leve felicidade me invade.
— Não. – ela responde eu percebo tristeza em seu olhar.
— Então o que aconteceu? Cadê ele? – pergunto triste.
— Ele... Ele...
— Não precisa nem terminar, eu sei o que você dirá. – interrompi cruzando os brancos.
— Eu sinto muito. – murmura ela, enquanto Felipe fica cabisbaixo.
— O mundo não é um lugar de muitas realizações de desejos, algumas são difíceis de ser realizadas. – admito.
Suspiro e deixo as lágrimas descerem mesmo que eu não quisesse chorar na frente deles foi inevitável segurar, pois faz um bom tempo que não choro, talvez assim eu possa limpar a minha alma que já deve estar nojenta de suja. Felipe se levanta encosta à cadeira na parede e sai do quarto, ele parece estar nervoso acho que ele não deve ter gostado do meu estado. Ela olhou para minha mãe e deu um sorriso curto e se levantou e saiu em direção ao seu parceiro deixando eu e meus pais sozinhos. Minha mãe acaricia meu rosto e cochichou:
— Pare de chorar meu amor.
Nego e ela propôs:
— Se você parar de chorar eu compro uma barra de chocolate...
— Está tentando me comprar mamãe. – argumento.
— Não estou não, só quero que pare porque se não os médicos vão vir com remédios e dopar você pela milésima vez. – confessa.
Passo o dorso da mão no rosto para secá-lo, mas invés disso ficou mais molhado do que secado puxo o manto e passo no rosto e deito minha cabeça no travesseiro e pergunto:
— Assim está bom?
Ela sorri e sela um beijo na minha testa e diz:
— Acho que você quer dormir.
Concordei com a cabeça, mas antes de deixá-la sair do meu lado seguro seu pulso e peço:
— Chame Caleb para mim?
— Claro!
Então a solto e ela sai porta afora mandando um beijo para o vento para mim sorrio enquanto vejo ela se ir atrás de Caleb. Penso:
'' Acho que ele ainda se importa comigo, apenas acho''.
Ouço alguém bater à porta me tirando do meu pensamento o olho e o vejo abri a porta e sentar do meu lado ele olha para meu pai mexendo um pouco no seu cabelo castanhos-escuros e eu olho também para meu pai, Jonathan pergunta:
— O que foi?
Eu balanço um pouco a sobrancelha e olho para porta e ele fica sério e diz:
— Tá bom eu saio. Mas eu estou de olho em vocês.
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Uma Vida - Inacabada (versão antiga)
RomanceMeu sobrenome é Oliveira, igual a arvore oliveira que nasceu a 3.000 anos antes de Cristo que demora quase 20 anos para poder cultivá-la eu aprendi essa historia da ''oliveira'' desde dos 5 anos de idade. Minha mãe sempre contou que o Oliveira na no...