— Olha eu vou na cozinha pegar algo para eu beber porque estou com sede. – falo saindo andando vagarosamente.
— Okay. Segue reto vira no corredor e no final do corredor fica a cozinha! – ela falava aumentando o tom de voz enquanto eu me afastava dela e o som da música tocando ficava mais alto a cada passo que dou.
Eu continuo a andar viro no corredor, passo por alguns pombinhos que estão se pegando – numa festa de aniversario que falta de respeito – e entro na cozinha pego um copo de plástico em cima da mesa e abro a garrafa de refrigerante, apesar de ter bebidas alcoólicas do meu lado por um momento penso em pegar um pouco de cerveja, mas isso não é para mim pego mesmo o refrigerante cola que é bem mais gostoso. Coloco um pouco no copo e pego um bolinho de queijo e quando me viro comendo bato de frente com Victor, meu coração parou por três segundos no tempo em que eu o vi encarar-me, eu engulo em seco e saio andando, mas ele segura meu braço e me empurra até a parede o copo em minha mão cai no chão, porém não fez barulho alto, no entanto o refrigerante sujou o chão e ele nem se quer se importou deu uma olhada e logo deu de ombro voltando a me olhar e ri quando percebeu que eu o olho com um olhar assustado com sua atitude idiota para um moleque sem noção. O empurro com força o vendo dar bastante passos para trás dizendo:
— Opa está nervosinha hoje, em. Desculpa se cheguei perto de mais.
— O que você quer? - pergunto nervosa.
— Eu? Hum... Nada não.
— Fala!
— Xi! Fica quietinha sua idiota! - ele sussurra se enforcando para não gritar tampando minha boca.
Tento tirar sua mão da minha boca, mas ele não deixa chuto sua canela o que fez ele se afastar e eu bufo e brado:
— Idiota é sua mãe. E me deixa em paz Victor! – viro-me em direção a porta.
Ele segura meu braço impedindo que eu saísse e me empurra de volta para parede fica me encarando e coloca sua mão no bolso e tira um pequeno papel e diz:
— Sabe o que é isso?
— Não e nem quero saber. – respondo ríspida querendo sair de sua frente, porém ele me impedia.
Ele coloca sua mão em meu ombro e me segura e fala:
— Já que você não quer ficar de boa vou te que forçar a ficar quieta, calma e de boa.
— Toca em mim que eu te mato seu... – ele segura meu queixo com força e eu começo a bater nele tentando gritar, mas eu não consigo gritar. Ele rasga o papel meio colorido e coloca dentro da minha boca mandando eu engolir eu tento tirar da minha boca, porém ele tampou meu nariz e minha boca impedindo que eu respire começo a me debater sentindo vontade de respirar. Senti aquele papel descendo pela minha garganta e quando ele percebe que eu engoli – o que não demorou muito – ele me solta e a última coisa que ouvi dizer foi:
— Você vai ficar doidona daqui a pouco.
E o vi sai da cozinha rindo, fico paralisada por alguns segundos tentando raciocinar o que acabou de acontecer. Engulo sem seco e apanho outro copo de plástico abro a geladeira e pego água e bebo, algumas garotas entram na hora que eu estou bebendo água e perguntam me olhando atentamente com certa preocupação:
— Nadia, você está bem?
Assenti e elas ficam me fitando por alguns minutos logo pegam o que queriam e saíram da cozinha me deixando sozinha. Minhas mãos não param de tremer, sentir Victor me tocando fez eu me lembrar dos piores momentos que passei naquele galpão, me sinto fraca sinto como se não fosse forte o bastante para impedir que um babaca igual a Victor tocasse em mim, me sinto uma tremenda idiota por não ter gritado naquele momento ou me esforçado um pouco mais e saindo da cozinha e voltando depois. Sinto falta de ar agacho apoiando-me na pia e respiro bem fundo afastando a vontade de gritar, chorar e socar tudo em minha volta. Ouço a voz de Caleb perto da cozinha, levanto-me rapidamente e por fim, respiro fundo e finjo que nada aconteceu o vi entrar na cozinha e dizer:
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Uma Vida - Inacabada (versão antiga)
RomanceMeu sobrenome é Oliveira, igual a arvore oliveira que nasceu a 3.000 anos antes de Cristo que demora quase 20 anos para poder cultivá-la eu aprendi essa historia da ''oliveira'' desde dos 5 anos de idade. Minha mãe sempre contou que o Oliveira na no...