5 - Por que?

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Um mês depois

Estou melhorando a cada dia, meus amigos já não saem mais do meu pé principalmente Calebe, se ele continua assim vou gostar muito mais dele. Estou conseguindo dormir a noite sem me lembrar dos terríveis três meses que passei naquele lugar, mas às vezes e inevitável não sonhar com eles. Depois que ele me jogou do carro achando que eu estava ''morta'', mas graça a Deus não estou, nunca mais tive – e não quero nunca – notícias deles, talvez tenham morrido no meio da fuga ou algo do tipo. Hoje é quarta-feira e já são 07h15min da manhã daqui a meia hora, minha mãe me leva para escola como faz todos os dias. Entro na minha rede social e logo Calebe me envia uma mensagem via Messenger deve estar na escola há essa hora – ele e suas manias de ser o primeiro a chegar à escola:

— Não venha hoje pra escola, quer dizer, nem hoje, nem amanhã, nem manhã de manhã ou na outra semana, não venha!

— Por quê?? – pergunto.

— Porque não, por favor, não venha.

— Não dá, você sabe como é minha mãe.

— A inventa que esta doente ou algo do tipo.

— Tipo o que, esperto?

— Dor de barriga, não está bem o bastante para ir hoje à escola ou que está com dor em alguma parte do corpo.

— Humm... Não.

— A qual é Nadia!

— Não dá, estou indo já tchau, tchau, te vejo na escola.

Antes que ele me mandasse mais um de seu discurso para eu faltar, eu desligo o note e saio porta afora do meu quarto. Minha mãe me avistou e mandou-me correr para o carro que ela já ia, eu obedeci e fui como sempre faço. Logo ela aparece e me leva a escola, mas por incrível que pareça ela para um pouco longe da escola e eu pergunto:

— Mãe você está bem?

— Sim, meu amor.

— Não parece, você parou no lugar errado.

— Parei? – ela disse fazendo uma careta ao terminar.

— Paro. – eu respondo cruzando os braços.

— Ai, me desculpa ando meio desligada hoje.

— Humm... Por que será, hein? – eu pergunto baixo e sorrindo de canto.

Eu abro a porta e saio do carro e ela grita no momento que eu ia andando:

— Cuidado!

Eu aceno um o.k e ando vagarosamente pela calçada, logo vejo minha mãe voltar para casa, eu chego à rua da escola e vejo algumas garotas olharem para mim e exclamar:

— Olá, prostituta! – elas saíram rindo.

Eu as olho chocada enquanto ela e suas amigas andam vagarosamente para longe de mim e eu tento processar em minha mente o que eu acabei de ouvir.

— Mas o que está acontecendo? – perguntei-me.

Volto a andar e logo avisto Calebe aflito, ele me ver e corre em minha direção coloca sua mão em meu braço e me puxa para um canto ao parar puxo com força meu braço da sua, eu ainda não superei o toque de um homem. Ele diz em um tom de arrependimento:

— Desculpa por isso.

— Ta. Está tudo bem. – cruzo os braços.

— Eu disse para você não vim hoje! – ele fala sussurrando, mas sua voz demonstra raiva.

Uma Vida - Inacabada (versão antiga)Onde histórias criam vida. Descubra agora