23 - A Surpresa.

68 12 4
                                    

— Sim. – digito.

— Então se arrume que irei buscá-la.

— Onde vai me levar?

— Surpresa! Até daqui a pouco. – digitou e logo ele ficou offline nem pude mandar ele falar logo.

Suspiro e vou até meu guarda-roupa pego uma calça jeans preta e uma camisa jeans de mangas longas de duas cores que ia do azul-escuro para o azul-claro. E entro no banheiro.

{{ Caleb }}

Desligo meu computador antes que ela falasse algo. E vou até meu closet simples de madeira pintada em uma cor que amo chamada ''preto'' com um espelho grande pendurado no meio. Pego uma camiseta azul com um tigre personalizado na frente bem 3D, e uma calça com pequenos rasgos finos e um rasgos bem no joelho que deixava bem mais estiloso e bonito e pego um casaco xadrez básico na cor preta e vou para o banheiro, ligo o chuveiro esperando a água ficar quente, entretanto despi-me enquanto água esquentava e entro debaixo do chuveiro começando a tomar meu banho. Quando termino vesti-me e comecei a cantar baixinho, enquanto secos meus cabelos castanhos-escuros e o bagunço com os dedos, penduro o casaco na cintura pego um boné com uma caveira dourada bordada e coloco na cabeça e antes que saio do quarto, me olho de cima em baixo pelo espelho do closet por alguns segundos.

Logo em seguida, vou à cozinha pego uma cesta de piquenique que minha mãe tinha comprado e nunca se quer usou e limpei-a por dentro e por fora, fui colocando guloseimas, lembro-me do bolo de Paula que ela insistiu que eu levasse e desse para Nadia já que ela nem se quer comeu nada e nem ficou até o final da festa. O estranho é que Paula fez o favor de cortar o bolo antes da festa terminar só para que eu levasse para Nadia, ela ultimamente anda muito esquisita. Será que começou até pena da Nadia? Vai saber. Coloco o bolo numa travessa de plástico colocando rapidamente dentro da cesta e quando a cesta se encontrava cheia e um pouco pesada. Decido que já é hora de ir, mas antes de sair passo perfume e encovo meus dentes e minha mãe parou-me quando estava preste a abri a porta dizendo:

— Vai te um encontro com Nadia? Vocês estão namorando?

— Não Cássia, é só um passeio. – falo sem ânimo para conversa com ela, abro a porta.

— Porque insiste em me chamar de Cássia? – pergunta chateada e eu paro de abrir a porta e a olho sobre os ombros.

— Porque você não é minha mãe biológica! – brado batendo a porta porque vejo que agora eu não saio tão cedo.

— Eu sei... Mas eu não tenho culpa que sua mãe o abandonou, eu faço de tudo pra ser uma boa madrasta para você. Agradeça que eu não sou a bruxa má que achava que eu era quando pequeno! – esclareceu franzindo o cenho.

Suspiro revirando os olhos e meu pai aparece dizendo:

— De novo esse assunto Caleb. Quanta vezes vou ter que falar que sua mãe não te quer, que nunca te amou, que você tem sorte de ter outra mãe.

— Mas... Ela podia muito bem... Te se despedido. E você ter arrumado outra mulher mais tarde não assim do nada. – digo com lágrimas nos olhos, mas não deixando cair nenhuma.

— Não foi do nada. E ela não se despediu porque não quis, aceite isso Caleb. – dizia ele.

— Okay...Desculpa Cáss... Mãe. Satisfeita? – falo abrindo a porta novamente.

— Não Caleb, você não precisa me chamar de mãe forçadamente...

— Não Cassia deixa ele. – interrompeu meu pai.

Uma Vida - Inacabada (versão antiga)Onde histórias criam vida. Descubra agora