A teoria das cordas oferece, pela primeira vez, um paradigma conceitual
capaz de produzir uma maneira articulada de responder a essas perguntas. Primeiro
vejamos a idéia básica.
As partículas da tabela 1. 1 são as "letras" que formam toda a matéria. Assim
como as suas correspondentes lingüísticas, elas nãoparecem ter subestruturas
internas. Mas a teoria das cordas diz o contrário. De acordo com ela, se
pudéssemos examinar essas partículas com precisão ainda maior - um grau de
precisão que está várias ordens de magnitude além da nossa capacidade
tecnológica atual -, verificaríamos que elas, em vez de assemelhar-se a um ponto,
têm a forma de um laço, mínimo e unidimensional.
Cada partícula contém um filamento, comparável a umelástico infinitamente
fino, que vibra, oscila e dança e que os físicos, carentes da criatividade de
GellMann, chamaram de corda. Na figura 1.1 ilustramos essa idéia essencial da
teoria das cordas começando com algo comum como umamaçã e ampliando
repetidamente a sua estrutura para revelar os seus componentes em escalas cada
vez menores. A teoria das cordas acrescenta um novonível microscópico - o do
laço vibrante - à progressão já conhecida do átomo aos prótons, nêutrons, elétrons
e quarks.
Embora isso não seja de medo algum óbvio, veremos no capítulo 6 que a
simples substituição dos componentes materiais de tipo partícula puntiforme por
cordas resolve a incompatibilidade entre a mecânicaquântica e a relatividade geral.
A teoria das cordas desata, portanto, o nó górdio da física teórica contemporânea.
Essa é uma tremenda conquista, mas é apenas uma dasrazões pelas quais a teoria
das cordas despertou tanta comoção.
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O universo elegante
RandomEsse é um livro científico, porém eu recomendo também para leigos, por usar analogias diversas e procurar expor da maneira mais clara possível algumas das idéias dos maiores contribuintes da física e da matemática , além de expor claramente a loucur...
