#05

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— Que tédio. Quando isso vai começar? — disse Ren Jun, ao lado de Mark.

Também estavam com os outros no pátio, e estavam muito animados para a iniciação. Porque assim poderiam realmente se divertir.

— Eu estou dormindo — Ren Jun ainda dizia.

Mas então um homem subiu no pequeno palco e se pronunciou. Pigarreou um pouco e pediu silêncio.

— Bem-vindos ao Paradise Land, o único parque aquático e pousada que oferece, anualmente, aos jovens entre catorze e dezoito anos, muita diversão para as suas, antes, tediosas férias. Podem chamar-me de Senhor Park, e saibam que dou meu sangue para o funcionamento desse lugar. Mas, sem vocês, isso não estaria acontecendo. Obrigado. Agora, darei a palavra ao meu filho, Park Ji Sung. Venha aqui, meu filho.

E um garoto sério, com uma expressão inexistente, cabelo num azul intenso e a roupa da mesma cor; subiu e pegou o microfone na mão do pai. A princípio, o tal Jisung não falou nada. Depois afastou os lábios, e a sua voz se tornou música nos ouvidos de Mark:

— Como o meu pai disse, bem-vindos. Há vinte anos funciona esse parque, e eu espero que mais vinte funcione.

— Aposto que é porque você  vai herdar isso tudo! — comentou um garoto desconhecido ao lado de Mark, gritando e chamando atenção. Mas Jisung o ignorou.

— Todos estamos nos empenhando esse ano. E tem mais pessoas do que no ano passado, e isso é ótimo.

— Claro! Para o seu bolso! Para bancar esse seu cabelinho azul, aí! — gritou, outra vez, o garoto.

Jisung respirou fundo e se concentrou para não revirar os olhos.

— A maioria de vocês são novos. E por isso estou mais feliz esse ano. — continuava Jisung.

— Estão por que está sério?! — o mesmo garoto, outra vez. E Mark já estava querendo esmurrá-lo.

— Como temos muito novatos, aumentamos o número de guias e assistentes. Estarão seguros conosco. Lembrando que não será tolerada qualquer tipo de brincadeira que fira, ofende, desmoraliza, humilhe ou exclua qualquer indivíduo presente. Tampouco que destrua o patrimônio ou inferiorize o parque aquático. Entendido?

— Sim, professor Jisung! — aquele garoto estava irritando Mark.

— Tem como você calar a boca? — perguntou Mark.

— Ter, tem. A questão é: eu quero calar a boca? E não, não quero. — disse o garoto, cujo tinha os cabelos num branco platinado. — Bem-vindo, novato.

Mark revirou os olhos.

— Vocês serão supervisionados a todo momento. Tem câmeras em todos os lugares, e elas são capaz de captar o som e dar zoom até um número o qual não gravei. Mas é muito. — Jisung foi sincero, e o seu pai revirou os olhos e resmungou algo ao seu lado.

— Eles vão me gravar cagando, é?! — quis saber o garoto ao lado de Mark.

Ele ia falar mais alguma coisa, mas dois seguranças se aproximaram dele e seguraram-o pelo braço.

— Faça-os parar, Jisung! Me larguem!! — gritava o garoto, sendo arrastado pelos seguranças, entre a multidão.

— Continuando... — Jisung respirou fundo e desviou o olhar daquele garoto — Nada de brincadeiras sérias, quebrar, pichar ou riscar qualquer coisa daqui. Café da manhã, no refeitório às sete. Depois disso, não posso garantir que sobrará comida. Almoço, às uma e duas da tarde, já que sempre fazemos reposição. O jantar é às oito e nove, pelo mesmo motivo. Podem ir para qualquer lugar do parque, menos na área administrativa e particular, que são de entrada restrita. Essas são as instruções gerais. Mais detalhe, no guia impresso que receberão logo logo.

— O filé do ano passado estava mal passado!! — ainda aquele garoto, mas falando do além.

Mark olhou para Jisung, e por leitura labial, viu-o dizer: "Pai, eu estou tentando".

— Muito bem. Sejam bem-vindos, mais uma vez. Se divirtam e sejam jovens! — e fez um sinal de "V" com o dedo indicador e médio esquerdo. O seu pai balançou a cabeça em negativa, repudiando aquele gesto.

— Não esqueçam de pegar o guia com os funcionários de azul! — disse o Senhor Park, e desceu da pequena estrutura com o filho, um sujeito peculiar e curioso (julgado por Mark Lee).

— Vem, Mark. Pegaremos nosso guia assim que formos os primeiros a pular na piscina. Soube que isso é quase um ritual, já que todo ano tem. E quem for o primeiro à pular, parece que será bem respeitado e bem famoso por aqui, e eu soube que...

Mas, antes de Ren Jun terminar a sua fala, escutaram um som de corpo se chocando com a água, e o garoto resmungou um palavrão enquanto se virava para ver quem raios havia roubado o seu lugar.

— UHUUUL!!!! SEJAMOS LIVRES E JOVENS, GALERA!!! — era o garoto de cabelo roxo, e logo em seguida, o seu amigo de cabelo vermelho pulou.

— E... Se foi a sua oportunidade de ser o primeiro, Ren Jun. — disse Mark, e recebeu um olhar furioso vindo de Renjun.

— É, Mark, estou vendo! — disse com raiva, e se afastou do garoto, arrancando um guia das mãos de um funcionário e marchando furioso até o prédio dos dormitórios.

— Se você não vai, eu vou. — disse consigo mesmo, tirando o tênis. Em seguida, como todos ali, pulou na água, tendo o rosto iluminado pela luz azul que vinha da lateral e fundo da piscina. Mas ela mudava de cor, indo para vermelho e amarelo, e outras cores, sequentemente. — Que legal!

Mergulhou por um tempo, e quando se ergueu na água, viu o filho do Senhor Park conversando com o garoto irritante que atrapalhara a iniciação. Eles pareciam já serem conhecidos, mas Jisung ainda tinha quer ar sério e os lábios bem alinhados. Ficou observando-o até se dar conta do ato, até começar a sentir frio e se obrigar à sair da piscina.

We Young || Chensung + MarksungHistórias para pegar e não largar. Descubra agora