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Já havia passado das uma da manhã, mas os dois garotos ainda estavam acordados e bem focados no trabalho. Jisung estava dando o seu melhor, e Mark era um ótimo professor de violão. Senão o melhor; ele não tinha como reclamar do hyung. Ele até gostava quando Mark se aproximava, tocava na sua mão e lhe instruía sobre como tocar o instrumento.

- Não precisa ser tão violento. Tente ser doce, coloque o seu sentimento por Chenle aí, Jisung - falava Mark, simulando como ele deveria tocar, segurando a sua mão - Viu só?!

Jisung concordou, e tentou fazer sozinho. Com a ajuda de Mark ele já estava pegando o jeito. Se irritava quando não conseguia acertar a nota, mas seu hyung sempre lhe acalmava e o ensinava direitinho. Cantava baixinho, para Mark não escutar direito. Não iria cantar de verdade naquele momento, e sim quando estivesse pronto.

- Vamos fazer uma pausa - Mark pediu, e entregou uma garrafa de água para Jisung - Você anda bebendo dois litros de água por dia?

- Eu bebo mais água de piscina do que água natural - contou Jisung, rindo - Mark hyung, você pode abrir para mim? Está bem lacrado.

- Oh, sim! - ele pegou a garrafa e, com esforço, conseguiu abrir - Acho que esse pessoal acha que somos o Hulk - ele entregou a garrafa de volta.

- Você tem músculos, Mark, então não deve ser problema algum para você. Eu sou mais fraquinho que você, então eu tenho mais dificuldades - Jisung bebeu um longo gole.

- Nah! Você é muito forte! - Mark falara.

- Hm... Acho que já sei até o primeiro refrão - contou Jisung, fechando a garrafa e deixando-a de lado - Posso tocar?

- Por obséquio - aquilo fez Jisung rir, mas ele se posicionou com o violão e começou a tocar.

Claro, errou uma nota ou outra, mas sempre se concertava. Já estava pegando o jeito, e Mark percebeu aquilo. Jisung realmente tocava com o sentimento, e Mark se dispôs a cantar no seu lugar, compreendo o motivo de assim Jisung não fazer. No final do refrão, Jisung parou de tocar e olhou para Mark, feliz.

- Está bom?

- Está incrível! - Mark deslizou o seu corpo até a pontinha da cama. Com isso, se aproximou muito mais de Jisung. - No final, você pode fazer algo do tipo - ele pegou o violão e simulou. Nada mais era que tocar a última nota e interrompê-la com uma batida leve no corpo do instrumento.

- Woah! Vai ficar muito bom! Deixe-me tentar, hyung! - Jisung estava animado.

Mark entregou o violão para ele, que ficou repetindo essa ação diversas vezes.

- Está tão legal! - Jisung sorriu, entusiasmado.

Mark sorriu fraco, talvez um sorriso triste. Estava feliz em passar mais tempo com Jisung, mas ele sabia que aquilo era para Chenle e não para ele. Ele gostava tanto de Jisung... Queria abraçá-lo, talvez beijá-lo e lhe ter em seus braços para sempre.

- Você tem outro truque bom? - Jisung se levantou um pouco e puxou o seu banco para mais perto de Mark. Àquela altura, suas pernas já se tocavam.

- Não é um truque, Jisung... Na verdade, você pôde ver, é bem simples - falou Mark, com o coração acelerado pela proximidade dos dois corpos.

- Não que seja difícil, mas dá um contraste muito bonito e harmônico à música - Jisung recomeçou a música, tenho o maior cuidado para não errar nota alguma.

Ele conseguiu não errar as notas, e ficou muito feliz com aquilo. Mark se perdeu em sua beleza enquanto o assistia tocar. Era bonito, e era portador de uma inocência que Mark não compreendia. Se surpreendia com tudo o que fosse diferente. Jisung era, sem dúvidas, o garoto favorito de Mark Lee.

- O que achou? - Jisung olhou para ele, enfim.

Aquela iluminação fraca o forçava buscar cada vez mas o olhar do mais velho, e ele estava se esforçando para se concentrar na música e não em Mark. O modo como ele não desviava os olhos de si, era a coisa mais amável que ele pôde perceber. Gostava quando Mark lhe dava atenção, quando se preocupava com ele. Se sentia livre e bem quando ficavam a sós, ele sentia que podia contar tudo para Mark e ele não deixaria de gostar dele. O pior de tudo, talvez, fosse a vontade de querer ficar abraçado com ele o tempo todo e beijá-lo.

Sim, aquilo era muito ruim. Mas Jisung não conseguia evitar pensar assim. Não queria perder Mark, não queria deixar escapar. Talvez eles se encontrassem no futuro e Jisung iria ter a prova de que os seus sentimentos por Mark fossem realmente verdadeiros. E, para ser sincero, Jisung sentia algo por Chenle e Mark, mas não sabia bem o que era, pois eram coisas completamente diferente.

- Bom - Mark desviou o olhar, abrindo uma guia qualquer no navegador do computador portátil.

- Só... Bom? Mark, olha para mim! - pediu Jisung. Mark ignorou o seu pedido, pois sabia que não conseguiria segurar a vontade de tê-lo naquele momento. - Eu preciso melhorar?

- Não. Está perfeito - contou, suspirando.

Jisung o segurou pelo colarinho da camisa, e o puxou na sua direção. Era impossível agora Mark desviar o olhar, principalmente quando seus rostos estavam próximos.

- "Este é o concerto solo mais caro do mundo. Eu sou o cantor e o público é só você" - ele falou o início e o final da canção, mencionando um importante verso de Phonecert.

Mark sorriu ao escutar aquilo.

We Young || Chensung + MarksungHistórias para pegar e não largar. Descubra agora