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Respirei fundo me virando de frente para ele.
— Você poderia facilitar a nossa convivência? - o homem falou após um tempo em silêncio.
— Eu, Eric?
— Quem mais aqui é insolente? Língua afiada? Desobediente? - já aumentou o tom de voz.
— Se queria um bichinho de estimação, que lhe obedeça a cada comando, sinto lhe dizer, mas errou a compra! Um cachorro seria um ótimo palpite, para obter sucesso.
— Quem disse?
O que? O que eu esperava, ele me comprou.
— Nem vou perder meu tempo com você. - passei pelo o mesmo indo a qualquer lugar dessa cobertura que seja longe dele.
Sério que ele me chamou de cadela? Por que mesmo me espanto, com as ações dele? Ah, por que ele me deu esperanças.
— Onde você vai? - ouvir a voz da Martha.
— Não é da sua conta! Cuida da sua miserável vida!
Vai ser Eric me infernizando e eu infernizando Martha. Ela vai pedir penico. Ah se vai! Ou eu não me chamo Camille Liws.
...paz!
Meus pés balançam com o vento no parapeito do prédio. A noite linda de Nova York, a brisa fresca.
Era meu sonho visitar esse lugar. Mas não nessas condições.
As pessoas são tão pequenas vistas daqui. Parecem formigas. Sorrir ao pensar assim. Nunca parei para pensar como é a vida, rotina de uma formiga. Pelo menos elas tem livre arbítrio. Elas tem? Por que comparada ao mundo, me sinto como uma formiga presa em uma redoma de vidro.
— O está fazendo sentada ai, Camille?
Um minuto de paz não tenho com esse homem.
— Eric por favor. Me deixa em paz! - me virei para olha-lo.
Ele está tão assustado. Será que ele pensa que vou me jogar daqui de cima? Nunca que iria me matar, é inferno na certa.
— Sai daí, Camille. - se aproximou devagar.
— Eric...eu não vou fazer nada.
— Então sai daí. Por favor.
— Se eu sair daqui... você me deixa em paz? - não custa nada tentar.
— Em paz como? Tipo... divórcio?
— Você nunca me daria o divórcio.
— Realmente. - sorriu convencido. Ele acha que foi algo positivo?
— Você não presta. - me levantei e sai.
— Pelo o amor de Deus, não faz mais isso. - me abraçou apertado. Me sinto convivendo com uma pessoa bipolar. Isso é assustador, vendo que uma das personalidades dele é agressiva.
— Bipolar devia ser o teu nome. Me solta! - empurrei ele.
... acordei e já era dia. Nossa estou pior que ontem. Parece que fui atropelada por uma nave espacial. E está frio demais.
Tomei um banho pelando de quente. Parece que foi pior. Agora estou tremendo.
Atchim!atchim!atchim!
Gripada? Só pode. Vestir a roupa mais confortável e quentes possível.
— Bom dia. - Martha falou me análisando.
Gostava dessa mulher. Agora não mais. A detesto num nível absurdo.