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Um barulho na vidraça da janela se fez, repetidas vezes. Dei um sobressalto assustada. Estava escuro, meus olhos demorou um pouco para se acostumar com a escuridão. Pus a coberta de lado, a cada passo em direção a janela uma batida era dada. Era como se alguém tivesse batendo querendo entrar. Aproximei o rosto da vidraça para tentar enxergar algo e dessa vez a batida se fez na porta, rapidamente virei o rosto. A porta se abriu batendo na parede. Uma neblina densa começou a subir, vindo do corredor.... Estou em desespero ou num pensamento ansioso. Ouvir outra vez a batida na janela, mas não dei muito antenção, em seguida sussurros surgiram junto a neblina, como se ela estivesse falando. Em passos lentos e...penosos caminhei até a porta, espreitei os olhos e lá...no fim do corredor uma figura estava de pé, julgo ser a mesma pessoa que vi a horas atrás. A batida na janela se fez mais alta repetidas vezes, a olhei e está rachada, numa rachadura de cima a baixo. Voltei-me para a pessoa no fim do corredor, não há mais ninguém lá. A neblina ficou bem mais densa, como uma cortina branca. O frio mais intenso. Dei um passo em direção ao fim do corredor. Pisei em algo, pastoso. Olhei para baixo, para meus pés, e...o chão esta coberto de neve e manchado de sangue, marcas de pegadas. As marcas de pegadas não eram apenas marcas comuns, eram de sangue. Meus passos...se encaixavam perfeitamente nas do de sangue. A neblina cada vez mais densa, no fim do corredor...ao vira para a direita, deu-se no jardim da frente. Olhei para trás, e lá estava a figura de branco na porta de casa. O vento frio soprava seus cabelos longos e loiros. Agora dá para ver que é uma mulher. Talvez de trinta a quarenta anos. Ela está... melancólica. Rosto pálido e sem vida. "Vá!" Ela sussurrou. Voltei minha atenção em volta, as pegadas se seguem para longe dos muros. Segurei entra os dedos a barra do vestido que estou usando, corri o mais rápido que pude... Além dos muros a mansão se esvai como se nunca estive ali. Ofegante, pulmões em chamas por causa do frio, olhei em volta e apenas eu estou aqui. Num vão branco. Uma voz chamava meu nome. Distante e constante. Sentir meu corpo pesado, temeroso. Abri os olhos e ao meu lado está Eric.
Com um pouco de dificuldade me sentei encostada na cabeceira da cama. Meu braço dói. Sem contar a barriga e cabeça. E meus pés estão frios, como se estivesse andando descalça na neve.
— Oi. – minha voz falhou.
— Como você está? – ele está com um buquê de flores, rosas brancas e algumas vermelhas. De novo não. – Lauren me disse que...
— O que? Porque está preocupado comigo? Não faz sentido. – arrumei a coberta. Estou com muito frio.
— É minha mulher.
— Aaah! – murmurei num lamento. – Para quem são? – apontei para as flores. Ele pareceu sem jeito. Meus Deus que homem complicado. Desisto. Desistir.
— Para você, ué! Para quem mais seria? – sorriu de lado me entregando o buquê. São lindas, mas uma escolha inusitada a mistura das duas rosas, assim como quando ele encheu o quarto. – Comprei assim que cheguei no aeroporto. Gostou da Pietra vez, então essa não seria um erro.