capítulo 16

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Eu tenho medo

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Eu tenho medo. Confesso que agora meu medo é real. Não mais o mascaro com ironia, sarcasmo e falsa coragem. Isso que ele queria, isso ele terá.

— Me desculpe. - baixei a cabeça já com lágrimas nos olhos. Não quero me sentir como naquele dia. Foi uma sensação esmagadora, parecia que o mundo estava sentado sobre meu peito.

— Camille...  – veio até mim. Dei mais alguns passos para trás. Um soluço saiu dos meus lábios.

Durante esse tempo todo que estive aqui, vivi com a faca no pescoço. Me fazia de destemida. Mas na real não entendo o porquê de tudo. Como pais vendem sua filha, como um homem compra uma mulher. É tudo muito surreal.

— Tranquei a porta, porque... não quero que entre. Não quero você perto de mim. Mas eu não tenho escolha não é? Então, arrancar a  porta ou...

— Não sei por que ainda tenta me manipular. Tenta inútilmente. Essa sua carinha bonitinha, chorosa não vai me abalar.

Ele é louco. A única explicação plausível.

— E o que eu ganharia te manipulando?  - limpei o rosto. Funguei.

— Algo nessa sua cabeça de vento...tem algo aí.

— VOCÊ É LOUCO. VOCÊ É UM MONSTRO.

Fui para cima dele. Chegando perto o suficiente comecei a lhe bater. Ele ria. Segurou meus pulsos, com força.

— Não há saída para você. Tem que pôr na cabeça, que sempre será do meu jeito.

Me soltou. Quando tentei me afastar ele me segurou novamente. Dessa vez foi pela a nuca. Entrelaçou os dedos nos meus cabelos com força. Segurei o gemido de dor. As lágrimas novamente molharam meu rosto.

— E o que você quer de mim?

Me puxou para mais perto. Seu corpo colou ao meu. Um sorriso diabólico surgiu em seus lábios. Se inclinou um pouco, encostou a boca na minha orelha.

— O que eu queria de você... – passou a língua na minha orelha – já consegui. E nem sequer notou.

Me arrepiei com o modo que ele falou e com sua língua em mim. Tremi um pouco quando também me beijou no mesmo lugar. Na orelha. E os beijos foram descendo pelo o meu pescoço. Tentei o empurrar, porém foi em vão.

Com a sua mão livre retirou a alça da camisola do meu ombro, de ambos os ombros. O tecido leve de seda caiu sobre meus pés. Eric se afastou com o maldito sorriso no rosto. Fiquei lá parada, chorando. Deus por favor não permite que ele faça isso comigo.

Voltou a se aproximar, dei um passo para trás. Suas mãos foram de encontro com minha cintura. Fechei os olhos com força sem conseguir me mexer. Sentir seus lábios na minha clavícula. Um beijo molhado...passou a língua onde beijou e foi descendo até meus seios.

DEVO AMAR-TE? (CONCLUÍDA)Onde histórias criam vida. Descubra agora