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Ofegante e quente, deitado ao meu lado. Puxou-me para o aconchego do seu peito. Pude ouvir, seus batimentos cardíacos a mil e indo se normalizando aos poucos. Foi surreal cada segundo. Ainda estou em êxtase. Pude me permitir e não me arrependo. Eu estou, no momento...feliz.
Sem nenhum tipo de aviso, Erick pegou-me no colo. Estou tão cansada, exausta, para ser mais exata, não sou capaz de levantar uma pena. Notei, ao lado da cama, no chão a bandeja e tudo que havia nela. Em que momento aquilo aconteceu? Estava tão envolvida, no aqui, no agora com Eric, que nada ao redor foi percebido.
Torneira ligada, fazendo com que a banheira enchesse, sais, meus preferidos, flor de laranjeira posto na água, temperatura ideal. Eric deu-me a mão, para servir-me de apoio, assim foi feito. Posicionou-se atrás de mim, beijou-me pausadamente o ombro, nuca. Com a bucha específica para banho, a deslizou por meus ombros, braços e todo o corpo. Descansei a cabeça em seu ombro, enquanto me banhava. O toque da água em minha pele me aliviava alma cansada e satisfeita. Me permitir mais uma vez apreciar seus cuidados, fechei os olhos, sentir cada toque, cada aroma.
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— Agora não tem mais volta. – Falou Eric rindo, no final da frase.
Ele está me provocando?
Ergui um pouco a cabeça, virando-a para o lado, para o ver melhor. Sua expressão/aparência é de um homem tranquilo, satisfeito, realizado, essa é a palavra certa. Realizado.
— Nunca teve. – responde e novamente ele sorriu.
— Garota esperta, essa minha esposa.
Sou? Não acho que sou esperta, pelo contrário. Sei que não tinha muitas alternativas, mas me permitir. O deixei me controlar mesmo dizendo que não, mesmo lutando, eu deixei me levar ao ápice de tudo. Raiva. Ódio. Solidão. Desespero. Medo. Amor. Não devo ama-lo. Mas amo.
— Por que a mim? – Eu queria saber. Essa será a minha pergunta do último suspiro, se possível.
— A pergunta é: porque não você?
Seu tom de voz estava neutro. Mas porquê já fiz tanta pergunta que, não faz mais diferença para ele, não sei mais o quê fazer. Já joguei a toalha, isso é fato.
— Me responda Erick.
Quero uma resposta, que faça a minha cabeça da voltas e voltas, aceitar de uma vez por todas. Eu já aceitei 50% mas os outros 50% não, quero uma resposta que tenha uma base ou melhor, que faça o meu coração arfar, sufocar.
— Te dei uma resposta. Se não se contém com ela. – deu de ombros. — Acho que espera demais das pessoas, por isso que se decepciona muito.
Ele realmente está me provocando.
Não é que eu, ou qualquer outra pessoa espera demais. É questão que, se você não está doando igual seu companheiro, o mesmo tempo, e tudo que abrange um relacionamento, seja ele amoroso, amizade ou familiar, não esteja nele. Se você não quer aquela pessoa de fato na sua vida, faça escolhas que não vai impor ela na sua vida. Assim todo mundo sai ganhando, você não coloca esperanças e a outra pessoa não se acha esperançosa.
Eu acho que decepcionar quem está do seu lado deve ser mais fácil, não? Se tivesse mais consequências dos fatos decepcionantes, digamos assim, acho que ninguém faria isso. Porque aquele ditado, "Não faça com os outros o que não quer que façam com você", ninguém consegue, ninguém, por que na hora do vamos ver, é cada um por si e foda-se o próximo. Deus nos fez os únicos seres vivos racionais, e jogamos a nossa grande oportunidade fora, por mesquinharia, egoísmo, ego.
— Sabe que nem todo mundo é igual, né? Imagina se fosse todo mundo igual, que tédio.
— Se fosse não teria graça. Mas mesmo assim o ser humano arrumaram um jeito de complicar. – Fato. Não nos contentamos com nada. – Principalmente você.
— Eu? – ele riu.
— Sim.
Peguei a bucha de sua mão, comecei a deslizar, por o seu peitoral.
— Consigo. Comigo as coisas são simples.
— Ou da ou desce? – rimos.
— Claro que não.
— Se quero algo, faço o máximo para conseguir. Sem enrolação.
— E, já me teve? – me virei, para ficar de frente para ele. Ele sorria.
— Mais que isso? – apontou para nós dois.
— Acha que sou apenas isso?
— Não. Mas tenho tudo de você por enquanto, porque você, Camille, funciona por partes. Não se entrega por inteira. Não há vitória, você é uma luta ou guerra.