capítulo 33

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Capítulo 33

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Capítulo 33

Mesmo estando dormindo, ou melhor parcialmente dormindo, – num estado de está dormindo e consciente – senti a minha volta uma certa movimentação. Passos, vozes, pessoas entrando e saindo. Me forcei a abrir os, porém era mais forte que eu. O cansaço. Não só meu corpo físico, mas também minha alma. Pela segunda, terceira, quarta ou quinta vez, me forcei a abrir os olhos e finalmente despertar, com a visão ainda turva, nebulosa notei que estou no meu quarto antigo. Me endireitei o máximo que consegui, na tentativa de me encostar na cabeceira da cama.

Num canto do quarto está Natan. Ele está falando ao telefone. Parece irritado. Coitado, metido com o Eric. Ainda com o telefone apoiado na orelha, ele virou-se diretamente na minha direção, sorriu.

— Finalmente acordou! – falou algo com a pessoa do outro lado da linha, e desligou. Sentou-se na beirada da cama, segurando uma de minhas mãos entre as suas. – Dormiu o dia inteiro. Fiquei preocupado, mesmo Lauren dizendo que é normal, a senhora dormir por horas.

— Não me chame de senhora. – minha voz saiu baixa. Esperado.

— Fomos apresentados assim. A senhora Liws.

— Verdade. Mas mesmo assim. E afinal, agora somos um casal. – Natan balançou a cabeça.

— Não tinha como... – ele fez uma pausa. Talvez procurando a palavra certa.

— Ser de outra forma. Acredite. – completei. – Meu marido bom, ele é...bom...

— Sei como Eric é. Nós conhecemos a bastante tempo. Para minha infelicidade, devo dizer.

— Imagino.

Não perguntei o do por que, mesmo ficando curiosa. Meus olhos começaram a pesar de novo. Mas já é noite. E também quero me manter desperta.

Lauren bateu levemente na porta, antes de entrar com uma bandeja com chá e alguns biscoitos.

— Imaginei que já tivesse acordada. – ela sorriu com carinho.

— Estou. – sorrir de volta. A senhora olhou diretamente para as mãos de Natan, que ainda seguram a minha. Notando esse olhar de Lauren, Natan pôs fim no contato com, gentileza. – Lauren, não quero esse chá.

— Por que? Fiz especialmente para a senhora.

— Obrigada. Mas não quero. Leve de volta, por favor.

Lauren me lançou um olhar desconfiado. Não sei se meu estado é devido a esse chá, por via das dúvidas, o evitarei.

— Senhor... – se dirigiu a Natan. – Nos deixe a sós por favor.

— Claro. Tenho que me arrumar. Com a licença das senhoras. – fez uma breve reverência e saiu, entrando para o banheiro. Menos de um minuto depois, se ouvia o barulho do chaveiro.

DEVO AMAR-TE? (CONCLUÍDA)Onde histórias criam vida. Descubra agora