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Fiquei sem reação. Compele me diz uma coisas dessas, como se estivesse me desejando bom dia? No seu jeito de me olhar ou melhor, no jeito que ele não conseguiu sustentar o olhar, tem mais coisa aí. Não é simplesmente isso.
Suspirei arrumando minha postura.
— O que... – minha voz saiu falha. Também foi a única coisa que saiu do meus lábios. – Quando decidiu, que sua...
Minha visão ficou turva. Apertei os dedos na lateral do acento da cadeira. Isso não é sintomas de uma gravidez, é? Se for...tem algo errado. Comigo, ou com a própria criança.
— Nely está a tempo demais no internato. E ela quer voltar. E sinto falta dela.
Levou um tempo para indentificar o que Eric falou. Um zumbindo na minha cabeça me tirou a atenção. Juntei os dedos sobre os lábios tossindo. Estou ficando pior a cada dia. Cada hora aparece um sintoma novo.
— Entendi. Vai trazer sua filha, ela quer vim, sente falta dela, humm... algo mais? Não é apenas isso, não é?
Eric apertou os lábios, se abaixou entre minhas pernas, segurou minhas mãos entre as suas.
— Nely não sabe de você. Pensa que sou casado com Martha. Nunca falamos sobre isso. E também não vi necessidade.
Puta que pariu, as coisas só ficam mais complicadas.
— Ah! Somos casados e você... não viu necessidade de mencionar a sua filha?
Surpresa? Não. De jeito nenhum!
— Camille...ela só vai ficar alguns dias. Duas a três semanas no máximo. Você consegue...– ficou de pé. – Lauren vem te ajudar a ir para seu antigo quarto. Lembra dele? – sorriu como se tudo isso fosse uma coisa boa.
Novamente tossi.
— Legal...humm. Mas o que devo falar quando ela começar a fazer perguntas? Porque vai fazer. Ela só tem...o que? Quatorze, quinze anos? Adolescentes são tão ou mais curiosos que crianças.
— Isso também já está resolvido. Natan ficará mais um pouco. Ele será...seu esposo por um tempo. Serão o adorável casal, nossos amigo.
Fiquei mais em choque com essa informação do que com a vinda da tal Nely. Isso só pode ser brincadeira!
— Natan? O mesmo Natan que você odeia? O mesmo Natan que você jurou que me joguei para cima dele? O mesmo Natan que é casado com a Lídia?
— Se você conhece outro Natan. - riu como se fosse uma piada.
— Não da para acreditar nisso, Eric. Você esta... mentindo pra sua filha. Me... praticamente me entregando a outro homem. Isso é sujo. Nojento. – minha voz está mais falha, fraca. Mais como um chiado.
— Camille... é por uma boa causa?
Rir.
— Boa causa? Desde de quando mentir, ofender é por uma boa causa? Por que você está me oferecendo. Em que planeta tu vive.
Eric se abaixou novamente entre minhas pernas, só que dessa vez com agressividade. Pós suas mãos sobre minhas coxas, com força. As apertando. Chega a cadeira tombou para trás.
— Só estou "pedido"... faça o que "peço".
— Farei sim. Mas com uma condição. – ele riu alto.
— Não que eu vá fazer. Porém fale.
— Me dê o divórcio. – Ele não esperava por essa. Ficou inerte. Zero expressão, a não ser pelo o aperto mais forte em minhas coxas. – Assim não precisa mentir sobre a gente. Fica novamente com a mulher da sua via. Uni definitivamente sua família. Eu juro...juro que sumirei da sua vida e você será feliz. Por favor.
— Nunca deixamos de ser uma família. Aí que você se engana. Acha que essas palavras, ditas com essa boca linda – apertou meus lábios antes de os beijar. – Vão me convencer de te deixar ir? Que parte não entendeu que eu te amo e não vivo sem você.
— Não duvido que sinta algo por mim.
Duvido que seja amor.
— Algo?
— Não é amor.
— Não? – foi uma pergunta retórica e totalmente irônica.
O porto fraco do Eric, é se sentir rejeitado. Isso ele não suporta.
— Não sei como te convencer além de dizer que você não me ama verdadeiramente. É diferente o que sente por mim e pela a Martha. Pensa...bem. Compara os sentimentos e resolvi. Só não me faz passa por isso. Não quero apenas metade do meu marido. E é o que tenho. Nem é isso.
Seus olhos ficaram distantes. Ele se afastou.
Terminei meu café. Comi pouquíssimo na verdade, Eric continuou no quarto. Pensativo talvez. Sentado na poltrona perto da janela.
Com dificuldade voltei para a cama. Fiquei encarando meu lindo marido perdido no emaranhado de coisas que é seus pensamentos, até os olhos pesarem...mas antes de cair no sono. Vi e ouvir, Eric de pé de frente a janela, bateu na vidraça com a aliança em seu dedo, fazendo o mesmo barulho que venho ouvindo esse tempo todo. Ele sacudiu a mão no ar, de um lado para o outro, virou-se para mim sorridente e disse;