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No café da manhã, as oito Antony veio até mim. Um senhor de, uns cinquenta a sessenta anos. Ele fez um gesto de cabeça, como –,já notei – todos os funcionários da casa faz.
— Mandou me chamar, senhora.
— Sim, Antony. Sente-se. – apontei para a cadeira vazia do outro lado da mesa. Antony olhou para Lauren, que está de pé encostada na parede. Hesitante, sentou-se. – A quanto tempo trabalha aqui?
Anthony se remexeu na cadeira. Coçou a cabeça.
— Há muito tempo. Dezoito anos mais ou menos.
— Chegou a conhecer o pai do meu marido? – e novamente se remexeu na cadeira e coçou a cabeça. Um tique nervoso, talvez?
— Sim.
Parecem respostas programadas.
— Entendo que deve ser incômodo ou... não sei, eu está fazendo perguntas para você, invés de diretamente para o meu marido. O senhor o conhece mais que eu, então...
— O que se passa na casa do meu patrão, não é da minha conta.
— Antony, estou lhe fazendo perguntas na esperança de ter respostas sinceras e que vá nos ajudar. – dei ênfase no "nos".
E novamente ele olhouu para Lauren, se remexeu na cadeira e com sua cabeça. Pelo amor.
— Sim, senhora.
— Então, quero que me conte tudo que sabe sobre os Liws. E se, está... temeroso, não se preocupe. – dei um sorriso para o confortar e o incentivar.
— Fui contrato para um serviço temporário de segurança. Mas, aqui estou. No contrato tem até uma cláusula de sigilo. Achei normal, eram uma família de muito prestígio. E quem tem bastante dinheiro, tem segredos. – olhei para Lauren, que está cabisbaixa. – A primeira...bom agitação foi uma ou duas semanas depois. Digamos que...a senhora passou pela a mesma coisa. E pelo o que sei, era diária. Mas, era pior quando a criança estava no meio. Uma vez, foi terrível, aterrorizante. O senhor Liws, Edward Liws, juntou todos os empregados da casa. De faxineira a motorista. E...bateu no garoto. Não sabemos exatamente o motivo. Só que era para da uma lição.
Não sei o que dizer. Só que eu odeio Edward Liws.
As atitudes do Eric vem de berço. Isso é uma coisa terrível.
— E Martha, quando que ela entra na história?
— A avó dela trabalhou aqui. Que Deus a tenha. – fez o sinal de, pai, filho e espírito santo.
— Ela está morta?
— Esta. Trazia a senhorita Martha para cá. Foi assim que ela conseguiu o emprego. Arrumadeira, mas isso foi bem depois, quando o senhor Eric foi para o internato.
— Me conte agora sobre Martha.
— Ela ficou bem próximo do senhor Eric. Bem próxima se é que me entende. Ela o ajudou como pode.