Capitulo 57

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GABRIEL: Eu gostaria de entender. Porque você aceitou minhas investidas?

HANNA: Porque eu estava afim, no momento...

GABRIEL: Eu acho que há algo além. Eu só quero saber, não me entenda mal...


De repente, sinto o pé de Gabriel encostada no meu tornozelo. Eu assusto, envergonhada. Não sei se foi intencional. Eu puxo meu pé para trás.

Gabriel insiste, não sei se isso é uma boa ideia... preciso fazer alguma coisa. Então, eu peço para ele parar.

O rosto de Gabriel fica sério, suas sobrancelhas dobram, parece que ele não gostou.


GABRIEL: Mas o que há de errado com você? Qual é o seu problema? Olha, eu não quero ter que aguentar o seu mau humor.


Gabriel se levanta da mesa antes que eu possa responder, ele se dirige à saída do restaurante. Acho que eu exagerei um pouco, eu me apresso, na esperança de alcançá-lo.

Aqui estou eu, nas ruas de Nova York. Os carros cruzando as ruas iluminadas. Eu olho para a esquerda e para a direita...


HANNA: Gabriel, espere!

GABRIEL: O que está acontecendo? O que você quer?

HANNA: Foi exagero meu...

GABRIEL: Foi infantil!


A raiva de Gabriel não parece estar diminuindo. Sua expressão está séria, seu tom é seco e agressivo. Eu aperto o passo em direcção a ele e o acompanho. Ele me olha, pronto para me reprimir.

Eu coloco a mão em seu braço


HANNA: Eu não sei o que estou fazendo... Eu sinto muito, Gabriel.


Gabriel coloca a mão na minha. Eu olho para ele, surpresa. Seu rosto relaxa.

Com uma mão, Gabriel chama um táxi. Um carro se aproxima de nós. Ele se afasta e olha para mim.


GABRIEL: Entre.

HANNA: Onde vamos?

GABRIEL: Entre no táxi.

HANNA: Onde estamos indo?

GABRIEL: Precisamos de um novo começo, certo? Então, vamos lá... Eu quero ter uma noite agradável, mas para isso, preciso levá-la a algum lugar.


A determinação de Gabriel me deixa sem palavras. Prefiro não dizer nada, fico em silêncio.

Gabriel sai do táxi primeiro, ele estica o braço para me ajudar. Eu pego sua mão e saio.

Caminhamos por alguns metros em um chão de terra antes de encontrarmos uma maravilhosa vista panorâmica.


HANNA: Uau! Gabriel, isso é incrível!

GABRIEL: Não é?


Estou sem palavras, a vista é deslumbrante. Eu admiro a beleza de Nova York por alguns segundos, hipnotizada...


HANNA: Porque você me trouxe aqui, Gabriel?

GABRIEL: É uma longa história. Eu prefiro não falar sobre isso, vamos aproveitar o momento. Curta a vista.


Eu não insisto em saber porque ele me trouxe aqui, permito que meus olhos deslumbrem o cenário iluminado.

Gabriel se aproxima de mim e me abraça. Ele beija meu cabelo, eu não digo nada, não quero estragar o momento.

A mão de Gabriel encosta na minha, eu não me movo, tento respirar calmamente.


GABRIEL: Eu raramente venho aqui, mas adoro este lugar.

HANNA: Foi uma óptima ideia. Sinto muito pelo que houve no restaurante.

GABRIEL: Não vamos falar sobre isso, por favor.


O silêncio paira, Gabriel me abraça por trás, sem soltar minhas mãos.

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