Hugo Crawford
Tê-la perto e sem ser aquela fera por alguns instantes era tão bom quanto o vinho caro que dava em pequenos resquícios dos meus lábios aos seus.
Parecia um processo metódico, entretanto ao mesmo tempo lascivo e elegante: Eu giro a taça entre os dedos trago próximo aos lábios e tomo um gole curto após deixo que Eva vire meu queixo em sua direção tomando-o com a pequena mão por baixo e me dá selinhos provocadores porque mesmo que não esteja ciente é o que faz mostrando que sabe contornar o anterior.
Nem menciono pois só pensar é suficientemente assustador. Gosto dela, não posso mais negar que ninguém no mundo pode me tirar doa trilhos assim mas não quero dar esse passo, nem cogitar pois já tenho o suficiente com a prole que me foi conferida e com seus ódios juvenis.
Não por ela, é um problema que antecede até mesmo seu nascimento. Hugo Crawford não serve nem mesmo um pouco para ser pai.
Penso que até outros dias nem namorado...
Mas não vai mudar, não isso.
Seguro com mais força a nuca de Eva e ela responde apertando meu braço então nos separamos em busca de ar.
- Eu a trouxe para que jantemos. Não vai ser minha entrada Éden. Não quando deveria ser o encontro que quer .
- Significa que devo voltar a meu assento? - Nego com veemência. Gosto mais dessa disposição de lugares apesar de estar claramente descumprindo a regra dos abraço, porém se não é ela que vai contestar eu tão pouco.
- Não. Ainda falta que eu dê de comer a você - Mesmo que essa situação fizesse mais evidente a diferença de idade, me revelando que tenho anos o suficiente para ter feito isso enquanto ela era pequena, afinal tinha a idade de Sophie.
- Você não se interessaria por alguém mais novo não é? Não que eu esteja inseguro pois sei do meu poder, porém digamos que de repente...
- É só você que eu desejo e um dos motivos é que tem idade o suficiente para ser experiente e saber o que eu quero sem que eu diga - Declarou tomando mais uma garfada dada por mim da salada fitando a piscina.
- Não mesmo Eva. Não vamos fazer isso - Me nego com o rosto fechado que ela faz questão de acariciar.
- Você sabe que vai acabar cedendo. E se não eu vou sozinha. Não é justo não fazê-lo quando fiquei extasiada com a visão dessa piscina.
- Não temos roupa adequada - Salientei.
- Estou do lado de Hugo Crawford. Ninguém vai reparar em mim.
Não evito deixar um sorriso escapar no instante que a aperto contra o peito.
- Ademais de que você disse que a piscina era nossa. Não vejo porque problemas com roupas - Pisca algumas vezes e toma o seu garfo que agora estava pairando perto do sei rosto enquanto eu absorvia o que me disse.
- Você não vai fazer isso.
- Por agora não... Porque eu não consigo dispensar nada que tenha lagosta, mas deixa eu terminar que você vai ver se não faço - Declara com atrevimento me divertindo como não lembro de acontecer antes de compra-la e agora de tê-la porque precisa e me quer.
- E o principal e a sobremesa? - Indago e espero até que ela termine de engolir junto ao coquetel.
- O principal eu passo. Tenho o suficiente com essa salada. Já a sobremesa pode ser que eu aceite para quando subirmos.
Depois disso apenas concentrou-se apenas em comer tudo numa velocidade aceitável para não passar mal enquanto eu comia no meu ritmo.
Em cinco minutos ela está fugindo dos meus braços e se aproximando das escadas da piscina tendo o cuidado de tirar somente o vestido e ficar com um conjunto branco que certamente ficaria transparente.
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O pecado de Hugo
AléatoireHugo Crawford, de 35 anos, tem em si os sete pecados conhecidos e a partir deles criou uma barreira intransponível para tudo, pensava, até Eva Bovoir. Desde que seu olhar parara na jovem, de 17 anos, o magnata soube que não poderia mais voltar atrás...
