Hugo Crawford
Corri na direção que escutei o disparo temendo exatamente o que senti, que alguém havia morrido ainda que o mais inteligente fosse correr contra, ao chegar próximo começo a me esconder de casa em casa até uma área sem mais asfalto algum elevação acima sempre com a arma em frente até ver um daqueles homens novamente o Mateo, diante de alguém deitado ainda com uma arma apontada.
Alguém, quem quer que fosse gemia de dor.
- Agora é só esperar o outro - Falou sabendo que era a mim que se referia sendo que eu já estava lá.
- Hugo é mais inteligente que isso, jamais virá na direção de um tiro quando está ameaçado - E quanto escuto essa voz meu coração, as vezes parece que o tenho, fica do tamanho de uma ervilha, ou talvez menor, do tamanho de um átomo.
Eu não tinha esse direito.
Não poderia ter colocado sua vida assim em risco, de todos que cogitei proteger foi a quem mais dia cuidei no fim.
Mateo destrava a arma com aquele barulho rasgado e sei que ele vai atirar novamente.
Então miro dessa vez não na mão outra vez mais na arma em si, e atiro a fazendo voar da mão até que depois de segundos ele se dá conta de onde veio e continuo me aproximando.
- Começa a correr - Aviso entregando a arma numa desculpa silenciosa e ciente de que um tiro na perna não o faria ir muito mais longe, mas esperava que fosse o suficiente.
Dou a arma em sua mão.
- Perdão por isso - Digo segurando nossas mãos unidas no cano da arma quando a solto.
- Mas... - Começa a dizer porém, não deixo que faça demasiados discursos assim que me entrego.
- Eu te trouxe até isso. Nunca deveria ter permitido. Era algo que deveria desde sempre ter feito sozinho, não tinha o direito de coloca-lo em risco, agora o mínimo é retira-lo com segurança - Aviso o deixando ir passando inclusive pelo outro capanga.
Era necessário que desse tempo.
- Não vale ser justo com você. É demasiado safo. Ou era até agora... - Ouço uma risada meio diabólica logo depois e o encaro impassivo.
- Mas agora... Angel estará feliz de ver você novamente - Certamente ele sabia quem eu era e desde sempre esteve por trás mas próximo?
- E eu mais ainda para dar-lhe o que merece de homem para homem. É só vocês dizerem onde ele está e eu me resolvo - Se entreolharam entre si por um instante e duas armas foram deferidas a mim novamente.
Ou eram dois projetos de rambo ou tinha arma alocada feito balinha no bolso.
Mas em falar em alocado tenho quase certeza que como em algumas favelas ao redor do mundo haviam armas enterradas ou pelos buracos, em algum lugar estavam escondidas.
- Ajoelha gringo - Gritou um e relutei.
Eu nunca ajoelhei sequer uma única vez, para ninguém.
Eu era Hugo Crawford, um magnata arrogante e idiotamente rico.
- Não vou fazer isso - Digo com desdém que vinha do mais profundo de mim diretamente aos olhos azuis, eles queimavam em ódio.
— Ah mas vai ser um prazer fazer com que você obedeça - Avisa o dos olhos faiscando com a arma até estar entre meus olhos.
- Ajoelha - Gritou com raiva fazendo meu peito subir e descer com a raiva que eu também estava igual.
- Não.
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O pecado de Hugo
RandomHugo Crawford, de 35 anos, tem em si os sete pecados conhecidos e a partir deles criou uma barreira intransponível para tudo, pensava, até Eva Bovoir. Desde que seu olhar parara na jovem, de 17 anos, o magnata soube que não poderia mais voltar atrás...
