Até a minha morte

61 2 0
                                        

Hugo Crawford

Tão preparado estive para atirar que assim que o celular de Vicente tocou até parar e o fez seguidamente até que atendesse eu atirei a qualquer direção antes que os passos pesados chegassem a mim.

E por trás de uma casinha vermelha eis que surge...

Aquele corpo meio magro que conheço bem, pois já tive entre os braços e jurei amor, Fred.

- Que porra - Esbraveja Vicente com toda a raiva e não tiro sua razão assim que abaixo a arma, nem ao menos poderia olhar a cara de Fred com a raiva que estava.

- Isso mesmo Vicente e...

Quando olho para trás vejo seu rosto atento demais e diria até feliz para quem acabou de levar uma bala na perna o que me faz nervoso pela possibilidade.

- Eva... - Fred diz antes que a mim e eu estava incrédulo demais sobre aquilo mas então Vicente assente devagar e corro até ele tomando o Iphone das mãos dele.

- Só me diga quem é - Ouço os soluços e reconheço estantaneamente apesar de que tudo que Eva faz é chorar.

Não parece justo, então a consolo.

- Sou eu meu Éden. E eu vou retirar você daí nem que custe a minha
vida - Deixo claro e desligo.

- Eu queria falar com... - Começa Fred  o impesso.

- Você não quer nada nem exije nada. É por culpa da sua insensatez que Vicente está ferido e estamos aqui presos - Solto contido em sua face e nos encaramos com a barreira caída dos últimos dias erguida outra vez.

- Você queria que eu esperasse. Não podíamos esperar... - Começou e eu neguei com um pouco de ironia.

- Me diga do que valeu sair sozinho e vir até aqui? Só resultou num inocente ferido e isso - Aponto de Vicente até o peito de Fred - É sua maldita culpa. Toda a dor que ele... - Fiz menção de continuar mas escuto mais um grito estrangulado de dor e decido que não devemos discutir com meu amigo ainda ferido assim.

Com a ajuda de Fred chegamos mais rápido abaixo da rua e por algum motivo o rastro dos capangas de Angel é nulo.

Penso por um instante que poderia ter seguido o rastro deles e não teria que esperar, mas com um amigo ferido e desarmado como estava, não seria prudente.

- Se tivesse armado poderia
tê-lo feito - Falou Vicente como lendo os meus pensamentos.

- Eu não sabia quantos pode haver por lá ou espalhados por aqui. Com você assim e um Fred desaparecido não poderia ir à lugar algum - Deixo explícito.

Em minutos estamos fora daquele lugar e verdadeiramente não desejo voltar nunca mais ali.

Tomamos um carro ruas depois e fomos ao hospital Universitario San Vicente de Paúl.

Com licença poética do destino a tal fato.

- Ligue para o meu pai Hugo. Ele tem contatos por aqui por nascimento e será capaz de indicar quem verdadeiramente pode rastrear esse número para você sem que caiamos em armadilhas - Avisa Vicente como último até que numa maca é encaminhado para cirurgia de remoção do projétil.

Após ele se perder nas portas brancas
- Você não confiou em mim quando disse que deveríamos esperar e descumpriu uma regra que culminou nisso, porém é a última vez que o acuso já que a certa maneira não foi quem puxou o gatilho. Mas é quem pode fazer algo agora significativo agora. Eu do contrário estarei com Vicente até que esteja realmente bem. Estou dando-lhe o que não me deu. A chance. A chance de se fazer confiar outra vez. Você terá o endereço Fred, porém estou confiando a você essa informação e que vai traze-la para mim assim que conseguir. Ou então alguém sairá ferido - Digo indo até uma cadeira da sala de espera aguardando que Fred saia.

O pecado de Hugo Histórias para pegar e não largar. Descubra agora