Eva Bovoir
Não era exatamente meu amiversario mas entendo isso como uma mentira piedosa e nem tão mentirosa já que o adiantei somente uma única semana e por Hugo encantado já que inclusive termina de colocar o sobretudo o ajeitando sobre o corpo sem me olhar.
- Sei que é difícil para você conceder isso e agradeço - Nem mesmo parecia que era eu quem estava em perigo.
Na verdade Hugo se preocupava bem mais enquanto eu acreditava que quem quer que fosse não nos encontraria num mundo tão grande, ainda mais no maior país dele.
Hugo presta atenção se estou devidamente vestida e logo depois coloca a mão contra minhas costas nos encaminhando a porta onde encontramos os dois seguranças de dois metros, como mínimo.
Hugo diz a eles várias palavras e mantém um diálogo que se estende por vários minutos até que puxo Hugo com a mão pela lapela fracamente até que me olhe.
- Vamos - Pedi e começo a andar na frente quando ele me impede.
- Eles primeiro - Quase esqueço mas aceito sem muito o que contestar.
Sair do hotel e sentir o vento gélido no frio é como um sobro de esperança, assim busco a mão de Hugo em minhas costas e as entrelaço.
- Vamos aos arranha-céus, conhecemos e voltamos.
- Está bem - Respondo com felicidade conforme vamos andando pelas ruas.
Hugo me conta sobre os lugares e descubro que não é a primeira vez que esteve aqui ou em qualquer outro país pois compara o chá que tomou com o de Londres, as lâmpadas com as de Tóquio, tudo.
Eu em contrapartida só saira do país para fins estranhos.
- Quando tudo isso acabar tudo o que quero é fazer uma viajem internacional livre de qualquer
coisa - Confessei.- Nós vamos - Me surpreende. Seu receio em falar sobre um sempre nunca me faz esperar mais que o hoje ou amanhã.
- Não me vejo mais sem você - Ele diz de golpe me deixando embriagada na constatação e me puxa para um beijo apertando nossas mãos.
É um contato doce e bem vindo no frio que fazia o lábio tremer, porque não fazia mais no momento que sua língua acarinha a minha.
Seguro sua barba e aprofundo o contato mas ele segura meus pulsos e afasta as mãos até junta-las nas costas e quebrar o contato.
- Não me vejo sem você também - Digo assim que ele faz o favor de nos manter discretos.
É cada vez mais impossível esconder o que eu sinto. Chamem-me tola por isso mas toda vez que chega na minha garganta as três palavras travam ao menos de forma que eu ache que ele vai entender.
- Je t'aime Hugo.
- O que quer dizer isso?
- Que você é um chato. Nada mais - Ele sorri me hipnotizando uns milésimos de segundo mas então obrigo os pés a continuarem a andar até o Genesis na esquina do prédio.
Entramos e aguardamos uns bons minutos admirando a paisagem até as sete torres, dessa vez ao descermos logo após os seguranças ele começa a falar enquanto aponta uma delas.
- O primeiro é o Edifício Kotelnicheskaya Embankment construído para abrigar centenas de apartamentos em 1952, todos obviamente dedicados a elite num formato onde havia a divisão cozinha e banheiro. Apenas o quarto era privado - Obervo o prédio envelhecido de influência gótica e me parece realmente fascinante como a história de Hugo. A não ser por...
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O pecado de Hugo
RandomHugo Crawford, de 35 anos, tem em si os sete pecados conhecidos e a partir deles criou uma barreira intransponível para tudo, pensava, até Eva Bovoir. Desde que seu olhar parara na jovem, de 17 anos, o magnata soube que não poderia mais voltar atrás...