A linguagem do amor é universal

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Eva Bovoir

As palavras passam da mente aos lábios tão rápido que não sou capaz de frea-las e acabo soltando-as.

Por bem, ou mal Hugo não parece entender tendo em vista que sem titubear um segundo permaneçe beijando-me a boca com sua destreza natural e suas mãos ávidas permaneçem prenchendo os espaços do meu corpo incansavelmente.

- Sabe que ficamos o dia todo somente tendo relações certo?

- E acaso se cansa de ter nossos corpos assim? Você me deixou uma semana. E em dois dias já virou minha cabeça outra vez. Não me peça calma, só quero dessa boca ouvir meu nome e nada mais - Diz segurando a barra do meu vestido e meu rosto arde ao ouvir Hugo falar sobre boca.

- O que há meu Éden? - Indaga ao que parece preocupado, pois mão pousa ao lado do meu rosto e seus olhos ficam abertos apenas me observando profundamente.

- Eu quero tentar. Com a boca - Digo com calma e pausadamente.

- Está tentando dizer que quer pagar um para mim? - Indaga com aquela boca venenosa enquanto assunto com vergonha.

Sinto que seria uma maneira de retribui-lo e não penso que devo mais esperar para conceder quando ele me faz tão desinibida.

- Posso? - Seu sorriso de canto aparece e os dentes mordem o próprio lábio vermelho.

- Deve. Se sente-se a vontade eu seria o mais feliz em ser o primeiro da sua boquinha - Se aproxima do nu ouvido depois de depositar um beijo em minha bochecha - De ver como o engole e se engasga apenas levemente por estar afoita em levar-me inteiro, de como arremato contra os lábios...

Hugo consegue que eu até trema de antecipação e então a mão ainda na barra do vestido o faz sair pela cabeça enquanto ele ainda está vestido e ele não faz menção de tirar.

- Não pretende ficar assim. Pretende?

- Não pretendo. Não isso, pretendo somente que me mantenha da maneira que quiser para que eu a dê também esse prazer. Porque se não for gostoso para você nem pude começar.

- Vai ser. Eu sou uma menina grande Hugo. Sei evitar as decisões que me fazem mal.

Declaro o segurando pela gravata e aproximando da boca, o pouco de vinho fazem seu efeito e me sinto segura para enrolar o tecido rubio entre os dedos até que nossas bocas estejam próximas, mas então quando ele pensa que vou beija-lo somente o jogo contra a superfície macia da cama pairando acima dele em seguida fazendo seus olhos faíscarem.

- Caralho - Diz entre dentes quando meu cabelo solto se espalha pelos lados do seu corpo e por um instante tenho certeza que ele sabe exatamente o que eu disse.

Acima do seu colo me concentro em desfazer o nó da gravata a retirando de uma vez só numa carícia áspera dela contra a pele.

A camisa branca de botões sai em seguida e vislumbro a visão do seu peito liso e nú que me atrai demasiado, e então a vontade e a inexperiência se fazem presentes com o nervosismo pele meio.

- É só seguir sua intuição - Ele explica mas não consigo escutar minha mente quando tenho certeza que as batidas desenfreadas do coração fazem eco no quarto.

Então aproximo os lábios da pele dourada retirando a camisa pelos braços sentindo a regidez dos biceps onde início beijos lentos em direção a mão.

- O que me diz se declaro que não tenho idéia de por onde começar se quero te lamber inteiro? - Sua risada me atinge rouca e ele passa as mãos pelo cabelo.

- Eu ia dizer que não pode repetir isso se quiser de verdade me lamber inteiro. Eu não consigo me controlar quando estou exitado Éden - Leva a mão ao rosto - Se me empurrar o suficiente com suas declarações inocentes carregadas de tesão vai terminar sem ter o que quer e com o bumbum ardendo além de avermelhado. Porque se eu não me acalmar antes não vou conseguir fazer devagar - Trás as mãos a minha nuca e levanta até que o encara - Eu vou foder você duro.

O pecado de Hugo Histórias para pegar e não largar. Descubra agora