Tempo de colher

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Eva Bovoir

Quando atingimos o sol e ele queimou em nossas peles eu me permiti esquecer enquanto eu ria e chorava.

Eu não era capaz de entender o porquê, mas sabia que por entanto eu estava livre apesar das palavras de Angel, agora sei seu nome...

Retumbarem em minha mente...

" Ela sabe o que tem que fazer"

Num breve instante eu me permito tocar as folhas ainda sobre os braços de Hugo, nesse momento não posso pensar na raiva que sinto dele, apenas no amor.

- Eu amo você - Escuto enquanto permaneço concentrada naquela textura, engraçado como todas as sensações pareciam novas e eu podia me sentir conhecendo tudo novamente, e sem medo de ser atacada novamente.

Pensei em Ernesto um segundo e em como não poderia mais ter esse mínimo.

Não fui capaz de responder.

- Eva eu amo você - Ele repete e sinto suas lágrimas caindo sobre meu rosto enquanto seu rosto reluz contra o som assim que eu viro meus olhos em sua direção.

- Eu também amo você demais. Amo tanto que isso tudo só faz doer mais ainda. Eu amo tanto que eu não posso... - Ele não aguarda que eu responda mais e segura meu queixo de seu jeito imponente não me deixando ver nada além do seu rosto.

Havia ganhado algumas rugas novas e agora tinha olheiras em volta dos olhos.

Estava desgastado mais ainda era meu Hugo, os olhos não mentem jamais.

- Não diz mais nada. Se quiser até não me ver nunca mais eu só te peço um momento. Uma hora e eu prometo que se você quiser ir de vez eu deixo você ir...

Ele nunca desistia.

Eu via como sua expressão denunciava essa inconformidade.

- Uma hora - Eu repito e ele se levanta comigo nos braços até a estrada largando a arma em alguma parte do trajeto.

Ele também sabia.

Sabia que por mais louco que poderia parecer Angel não faria mais nada, não quando ele me olhou daquele jeito assim que Hugo me levava nos braços, quase como uma dor física.

Não me dou conta de muita coisa a seguir, me sinto cansada, quase doente, então quando Hugo toca meus cabelos de um jeito que disse que nunca faria eu só me permito cair enquanto a inconsciência me suprime até ceder..

Quando acordo estou num quarto de hotel e Hugo está me levando até um banheiro.

- Não vou transar com você - Aviso sonolenta e, se bem me conhecem, um tanto tentada mas ele nega com aquela seriedade espontânea.

- Não vai. Eu só quero cuidar de você agora. É só do que precisa!

E com um cuidado espantoso ainda enxugando uma lágrima ou outra no meio do processo ele começa a retirar minha roupa.

Primeiro o vestido pela cabeça e então a calcinha logo depois.

Percebo quando seu olhar recai sobre meu corpo mas começo a me cobrir por instinto.

- Eu posso fazê-lo sozinha - É o primeiro sorriso que me dá e não controlo não sorrir de volta.

- Me deixe fazer isso. Por favor... - É então antes que eu possa negar outra vez seu toque está em mim, o sabonete contra minhas costas após as primeiras gotas de água tocaram minhas costas.

Trata-se de uma carícia lenta estranha a suas mãos, são vários os momentos em que fica perceptível ao fato de que ele não sabia explorar por explorar.

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⏰ Última atualização: Oct 20, 2019 ⏰

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