Frida tem 17 anos e jura que sua vida é um inferno (e de fato é), mas ela é preguiçosa demais pra mover um dedo sequer pra mudar isso. Não que ela seja má, ranzinza ou reclamona, ela só está bem em sua zona de conforto onde bolos de nozes, chás de h...
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- Um café preto, por favor, Sandy. Bem preto, bem forte. - Peço, ainda sonolenta. - É pra já, senhorita. - Tem panqueca? - Com mel e morango. - Ele sorri. - Pelo menos uma notícia boa nessa manhã... - Meu pai entra na cozinha e se senta no banco ao meu lado, apoiando seus cotovelos no balcão, já arrumado para o trabalho. - Bom dia, filha. - Bom dia. - Caiu da cama? - Bem que eu gostaria. Se tivesse caído, estaria bem mais acordada. - Quer uma carona? Passo em frente à Cher's no caminho pro trabalho... - Se não for te incomodar... - Claro que não, mas você precisa se arrumar em, no máximo, vinte minutos. - Ok!
Tomo a xícara de café em quatro goles e me levanto do banquinho num pulo. Mas dou alguns pra trás e paro ao lado de Michael, depositando um beijinho tímido em sua bochecha.
- Obrigada, pai. - Sorrio, percebendo o quanto gosto dessa palavra. Pai. É realmente muito bom ter um pai.
Ele sorri e eu deixo a cozinha, correndo escada acima pra acordar Maisie, que demora quinze minutos pra escolher uma roupa e cinco pra prender o cabelo.
- Pelo amor de Deus, estamos atrasadas! Agiliza, Maisie. - Frida, você me acordou como se o mundo estivesse acabando, por favor, eu ainda estou me recuperando. E você vai trabalhar desse jeito? - Ela aponta pra minha calça jeans skinny surrada. - A partir do momento em que seu namorado usa calça jeans com tênis de academia, você perde o direito de criticar a calça alheia. - Eu sorrio, sabendo que a irritei, pego minha bolsa e desço as escadas. - Pronta? - Meu pai pergunta e eu assinto. - Bom dia, Maisie. - Oi. - Mulheres e seu mau-humor matinal. - Isso é porque o senhor ainda não viu o meu mau-hálito matinal. - Maisie resmunga e meu pai dá risada.
O caminho até o prédio onde trabalho não parece tão longo de dentro da BMW preta de meu pai, mas ele passou o caminho todo reclamando da música pop que Maisie colocou, então, quando chegamos, ficamos aliviados.
- Me ligue se quiser que eu te busco. - Nós vamos ligar mesmo, já que ela me fez deixar o carro na sua mansão porque queria uma caroninha do pai do ano. - Maisie sorri, indelicada, mas meu pai apenas leva na esportiva. Homem esperto.
- Bom dia, Samantha. - Digo ao entrar no prédio. - Bom dia, Frida. Bom dia, Maisie. - Oi. - Maisie responde, sem sorrir. - Você tem um portfólio pra começar daqui a quarenta minutos. Marca nova. - Ela me entrega uma pequena pasta com fotos de outras modelos dentro. - Marca nova? Mas eu só trabalho com a Cher's... - Começo a folhear a pasta. - É para a Dior. - Dior?! - Maisie pergunta, impressionada. - Uma pequena parceria, algo assim...Zac vai te explicar melhor. Já sabe, né? Terceiro andar... - Claro. - Sorrio, tentando não demonstrar nervosismo por saber que vou fotografar com Zac. - Bom dia, meninas. - Athena nos cumprimenta, segurando dois copos de café na mão. - Bom dia, Athena. - Eu sorrio. - Oi. - Maisie responde. - Vou segurar o elevador. - E sai em nossa frente. - Está tudo bem com ela? - Athena pergunta. - São oito da manhã, Maisie só está estressada. - Ah, faz sentido. - Athena dá risada e entramos no elevador. - Você também vai fotografar para a Dior? - Ela pergunta, encarando minha pasta. - Sim. - Ótimo, agora ninguém vai falar que somos privilegiadas...imagina. - Ela solta outra risada e Maisie aperta o botão do terceiro andar.