CAPÍTULO 34- O QUE MAIS SERÍAMOS?

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Eu estava dormindo quando a Madre entrou na sala pra dar algum recado sobre a formatura

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Eu estava dormindo quando a Madre entrou na sala pra dar algum recado sobre a formatura. Não ouvi, já que minha audição é sempre interrompida quando não estou interessada no assunto.

- Todos de acordo? - A senhorinha pergunta, fazendo com que todos respondam em coro.
- Sim.

Ela deixa a sala, a aula de geografia continua e eu retomo meu sono.
Até que sou acordada por uma bolinha de papel.
Franzo o cenho e olho ao redor, tentando identificar o dono da palhaçada.
Encontro o sorriso de Noah e nem preciso pensar duas vezes pra saber que foi ele.
"Abra" ele diz com os lábios.
Faço o que ele pede e abro a pequena folha de papel.
"Ainda não sei seu nome" está escrito em letra de forma.
"Hannah" Escrevo embaixo, amasso o papel e jogo em sua direção.
Mas ao invés de Noah, outra pessoa é atingida.
A professora.
Arregalo os meus olhos e tento abaixar a cabeça pra que ela não me note, mas Noah começa a rir antes que eu possa disfarçar.

- De quem é isso? - Ela pergunta, impaciente, e nenhum de nós responde. - Vou perguntar mais uma vez, vocês sabem que não somos tolerantes com brincadeirinhas em sala de aula. De quem é isso?

Noah solta uma risada nasal e percebo que a pele morena do seu rosto está corada. Tento não rir mas falho miseravelmente.

- Devo abrir? - Ela pergunta enquanto começa a desamassar o papel. - Talvez assim descubramos quem está tão distraído em minha aula a ponto de... - Ela interrompe e franze o cenho. - Hum...interessante. Hannah? Temos alguma aluna nova?

Encaro Noah, que está me olhando com olhos confusos e determinados. Quando ele levanta a mão, pedindo permissão pra falar, começo a mexer minha cabeça de um lado pro outro e arregalo meus olhos. "NÃO!" Digo com os lábios.

- Sim? - A Senhorita Foster coloca sua atenção em Noah.
- Com licença, professora, fui eu que mandei o papelzinho. Mil desculpas por atrapalhar sua aula. - Ele dá um sorriso inocente, conquistando Catarina Foster. - Entendo e aceito qualquer consequência.
- Está tudo bem, senhor Levi, espero que não se repita.
- A senhora tem minha palavra.

Impressionada com o carisma de Noah, fico boquiaberta, o encarando por alguns segundos. Ele dá uma piscadela e indica o quadro com o dedo indicador, pedindo para que eu preste atenção na aula. Apoio meu rosto na mão esquerda e estendo meu dedo do meio de uma forma discreta. Ele sorri novamente.

- Noah? - A professora chama.
- Sim, senhora.
- Gostaria de saber o destinatário de seu bilhete.

Quando Catarina sorri, eu estremeço.

- Nunca cheguei a descobrir o nome dela, professora. - Noah sorri de volta.
- Hannah. - Ela diz. - Aparentemente, já que não temos nenhuma Hannah nessa turma.
- Talvez o bilhete tenha voado para outras salas. - Noah diz, fazendo com que um canto da minha boca se incline em um pequeno sorriso.
- Aponte, Noah, agora.

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