CAPÍTULO 8 - BOAS GAROTAS NÃO FAZEM HISTÓRIA

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- Você realmente achou que eu jamais descobriria? - Disse mamãe, me encarando após soltar a bomba na mesa do almoço

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- Você realmente achou que eu jamais descobriria? - Disse mamãe, me encarando após soltar a bomba na mesa do almoço.
- Mas mamãe...
- Eu não te criei para ser irresponsável, Frida.
Observo Maisie comer o macarrão à bolonhesa como se a conversa não estivesse chegando aos seus ouvidos.
- E nem te dei total liberdade pra tirá-la de casa para que você a levasse pra festas, Maisie!
- Eu sinto muito, Senhora Wolf.
- Por ter sido a primeira, e espero que a última vez, vocês duas tem passe livre. Mas que isso não se repita! Não em dia de escola.
- Como? - Arregalo os olhos, sem entender.
- Você precisa sair dessa casa, Frida, conhecer o mundo, beijar mais, dançar mais...só não faça isso quando se tem aula no dia seguinte.
- Então você não está brava porque eu saí e sim porque saí em dia de aula?
- Que tipo de mãe eu seria se ficasse brava com você por ter ido a uma festa?  Me poupe, né? - Minha mãe se levanta da mesa, retirando seu prato e me dando um beijo na testa. Quando ela da as costas, Maisie sussurra.
- Eu jurava que você ia ficar de castigo.
- Quantos anos você acha que eu tenho? Eu nunca fiquei de castigo na vida.
- Exatamente. Nunca é tarde pra começar.
- Bom, eu estou indo. - Mamãe diz enquanto procura as chaves do carro. - Querem carona pra escola?
- Maisie tem um carro, mamãe.
- Ah, claro. Acho que precisamos te arranjar um também. - Ela diz, sorrindo, enquanto tira algo da bolsa. - Mas antes, você vai ter que se contentar com isso aqui. - Minha mãe coloca em minha frente uma caixa branca.
- Um iPhone? - Estou boquiaberta. - Mãe...Pra que?
- Oras, Frida! Você precisa de um celular, é um absurdo eu não conseguir me comunicar com você! A caixa postal de Maisie já deve estar lotada de recados meus.
- E está mesmo. - Maisie sorri. - Eu dei todo o apoio pra Sara comprar.
- Você sabia?
- Mas é claro! Quem é que você acha que escolheu a cor e o modelo? Se fosse por Sara ela te daria a versão de 2011.
- Daria mesmo. - É a vez da minha mãe de sorrir.
- Obrigada, mãe. De verdade.
Ela sorri novamente e me dá um beijo na cabeça antes de sair de casa.
- Você precisa colocar um chip nisso e aprender a mexer. Frida com um celular deve ser o equivalente a uma velha de sessenta anos tendo seu primeiro aparelho eletrônico.
- Há há! Eu sei como um iPhone funciona. - Digo, tirando o aparelho prateado da caixa.
- Isso sim é novidade. Agora vamos, passamos no centro no caminho, te compramos um chip e seguimos pra Saint Harvey.
Me levanto e jogo a mochila azul nos ombros, invejando Maisie por ainda ter uma mochila de rodinhas, enquanto eu tenho que sofrer com o peso por ter destruído as da minha.

Me levanto e jogo a mochila azul nos ombros, invejando Maisie por ainda ter uma mochila de rodinhas, enquanto eu tenho que sofrer com o peso por ter destruído as da minha

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