capítulo 4

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- Vai logo se você não gosta a gente volta pra casa. -

- Seus pais sabe que está indo ? -

- É isso importa? - Ela levantou uma das sobrancelhas e ficou me olhando .

Não respondi,  afinal ela estava certa não importava não pra mim nesse exato momento.

- Então vamos logo garoto se arruma que eu vou me maquiar. - Foi só ai que eu notei que ela tinha um bolsa do lado dela. - É vai la já disse se não gosta voltamos posso garantir que ser a menos chato do que fica trancado aqui mais um dia .- Ela até que estava certa.

- Ta bom vou me arrumar tem um banheiro ali pode se maquiar la.- mostrei a direção com o meu dedo indicador.

- Valeu gatinho. -

Fui pro meu quarto tomei um banho rápido,  vesti uma calça jeans clara uma blusa preta e branca listrada e um tênis. Pintei os cabelos em um espécie de tupeti,  coloque um relógio de prata que ganhei quando fiz 16 anos e peguei meu celular é a carteira, por fim escovei meus dentes e coloque um perfume.

Quando volto pra sala não era só eu que tinha me arrumando a Fernanda também não só maquiagem como ela tinha falado ela estava vestida um
cropped preto, um short jeans preto, uma bota da mesma cor , o cabelo solto  e uma maquiagem simples mais muito bonita .

- Achei que fosse só a maquiagem. - Falei

- O que não gostou ?- Ela faz uma carinha muito fofa .

- Claro que gostei .-

- Que bom , você tá ainda mais gato agora vamos. - Ela me puxa pelo braço até o lado de fora e tranca a casa .

- Fernanda aonde é esse baile? - Pergunto enquanto a gente já está andando.

- É em uma quarda mais lá pra dentro da comunidade. -

Durante o caminho que eu não prestei muita atenção tenho que admitir ficamos conversando coisas totalmente aleatórias .

Até que eu vejo realmente uma quadra está cheia de pessoas luz um pouco baixa e enormes caixas de som.

Eu não conhecia nenhuma música daquelas mais a Fernanda sim então ela me puxou pro meio daquelas pessoas e ficou dançado na minha frente por que não queria ninguém de gracinha com ela . Bem eu só fiquei parado vendo ela é as outras pessoas dançando.

Olho pra frente e vejo o cara do outro dia em cima do que parece um camarote,  cheio de mulher do lado e umas caras armados lá encima,  notei também que o cara do outro dia não usava nenhuma mais acho que talvez ele possa ser bandido ou pelo menos envolvido com essa vida .

- Edu .- Ela parou um pouco já um pouco suada e ficou me encarando.

- Sim ?- Eu olhei pra ela que tinha me tirando a contração do " cara do outro".

- Será que você pode comprar uma bebida pra gente? -

- É claro ne doida .- Sério parece que conheço a Fernanda a séculos.

- Toma aqui o din....- Ela ia terminar a frase e pega alguma nota do bolso mais eu a interromper.

- Ou tá doida quarda seu dinheiro eu pago. -

- Não eu quero pagar. -

- Fernanda e sério eu pago você já me trouxe aqui e me tirou do tédio tenho que agradecer. -

- Então tá.-  Ela deu de ombros. - Pode paga então,  tem uma barraquinha ali ó. - Ela me mostrou a direção e foi fala com umas colegas dela que ela viu por ali .

O Dono Do Morro ( Romance Gay)Onde histórias criam vida. Descubra agora