capitulo 37

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Na segunda cedinho, Amanda foi me visitar, não tive coragem de contar pra ela sobre a gravidez, todos pensavam que o repouso que eu tinha que fazer era por conta de uma pancada que sofri na cabeça.

Eu ainda estava bem em choque com a realidade, eu não me sentia preparada pra ser mãe, eu tinha muitos medos, como de não saber cuidar, ou de Diogo se afastar, percebendo que não senti nada por mim, e até mesmo o maior dos medos que é morrer no parto como minha mãe.

  Diogo era um príncipe e cuidava de mim com toda atenção e carinho que alguém possa desejar. Era sexta feira, o dia de retornar a consulta e refazer alguns exames.

Valéria, era o nome da obstetra que me acompanharia durante a gestação,  uma mulher elegante loira, de pele clara e estatura média, que tinha por volta dos seus 50 anos.

Deitei-me na maca , com uma camisola horrível e constrangedora, Valéria ergueu o pedaço de pano verde, e passa um gel gelado na área da minha barriga, mexendo o parelho de ultra-som , anotando alguns dados no computador.

_ olha esse ponto aqui papais. Direcionando o olhar a mim e a Diogo.

_ Isso aqui significa que sua recuperação vai bem, mas que o corpo não absorveu ainda essa bolha de sangue, ela diminuiu consideravelmente, mas ainda vai ter que continuar de repouso por  pelo menos mais 4 semanas, até uma próxima avaliação.

_ Agora aqui. Disse direcionando a setinha. _ E o bebê de vocês.

  Mudando a tela, em um tom de sépia, me emocionei em ver uma coisinha tão minúscula no meu ventre. Meus olhos se encheram de lágrimas assim como de Diogo.

_ o bebê de vocês está medindo 2,5cm , que equivale de 8 a 9 semanas de gestação. Esse é o coraçãozinho.

Um barulho agitado enche a sala, e junto com o barulho um sentimento avassalador no peito, que provavelmente nunca tinha sentido na vida. Diogo olha pra mim, e dá um sorriso de canto a canto, e logo solta
as palavras.

_ É um menino doutora?

_ Ainda está muito cedo pra dizer o sexo papai, mas posso te dizer que é um bebê forte, e está muito saudável. Agora é manter o repouso e cuidar muito bem da sua esposa, pra que continue tudo bem. - Diogo sorriu acenando pra médica.

Uma chama queimou em meu peito e minha cabeça ficou se perguntando se algum dia, Diogo se casaria comigo.

Depois de algumas orientações da médica, seguimos para casa. Cada um com um sorriso bobo na rosto.

O recomeçoOnde histórias criam vida. Descubra agora