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Não temos mais notícias da Ordem desde que viajamos para Itália. Tudo que eu sei é que Dumbledore disse aos membros da Ordem que acreditávamos que eu estava bem, mas o feitiço que Belatriz lançou em mim acabou quebrando um osso da costela que acabou perfurando alguns órgãos, resultado, eu morri de hemorragia interna. Soube pelo próprio Dumbledore, que Remo, Tonks, os Weasley's e até mesmo o Severo, não aceitaram muito bem a minha morte. Eu queria muito falar para eles que estou bem, mas não posso comprometer a minha missão.
- Eu não acredito que temos que pegar essa máquina de tortura de novo! – resmungou Sirius se sentando no seu acento, dessa vez ao meu lado, do avião.
- A gente bem que podia usar o seu teletransporte, né Isa? – perguntou Dimitri emburrado, se sentando do meu outro lado.
- E correr o risco de alguma parte de vocês ficarem perdidas na dimensão vácuo? Nem pensar. Esse negócio de teletransporte é novo para mim, não vou ficar brincando de estralar os dedos e aparecer em outro lugar. – disse olhando para eles séria.
- Pelo menos não tem nenhum desconhecido com a gente, dessa vez. – disse Sirius tentando se acomodar no acento.
- Gente, só uma coisinha que acabei de lembrar, alguém aqui sabe italiano? – perguntei olhando para eles esperançosa.
O silêncio que se estalou respondeu tudo. Estamos encrencados.
- Gostamos de viver perigosamente, né dogão? – falou Dimitri com um sorriso culpado.
- Isso mesmo, quem tem limites cartão de credito. – disse Sirius sorrindo de lado.
- Aonde você ouviu isso? – perguntei curiosa.
- Você me disse uma vez, quando eu perguntei se não ia acabar explodindo de tanto comer chocolate. – disse. Ah é verdade, as vezes esqueço que já estou a um ano com o Sirius.
- Senhores passageiros...se preparem por que vai começar a pu..digo, o voo vai decolar. – o que foi isso? Será que...não, será?
- O que foi que o piloto disse? – perguntou Dimitri.
- Vou ir lá só um segundinho. – disse saindo do meu lugar e indo até a cabine do piloto.
Quando entrei lá, encontrei um cara loiro rindo como uma hiena. Tentei chamar sua atenção batendo na porta da cabine.
- Senhor, o que você disse...não condiz com sua época e nem nacionalidade. – disse tentando não parecer estranha. Mas ele simplesmente sorriu.
- Então é mais uma Guardiã? Foi mal, não resisti em fazer a piadinha. Mas não se preocupe, já estou de saída mesmo, minha missão já está acabando. To louco para voltar para casa e comer um churrasco daqueles. – disse batendo na barriga. Ok...
- Então tem mais Guardiões por aqui?
- Claro, achou que era a única. Deve ser novata né, boa sorte. Quase matei o meu objetivo na primeira missão, foi divertido. – disse rindo. Acho melhor dá o fora enquanto dá tempo.
- Eu tenho que ir, mas foi um prazer viu. – disse indo embora sem nem mesmo esperar pela resposta.
Voltei para o meu canto e fiquei calada tentando raciocinar.
- E então? – perguntou Sirius.
- Vamos rezar para não ter o mesmo destino que o primeiro objetivo dele. – disse nervosa.
- Como assim? – perguntaram ao mesmo tempo. Contei toda a história para eles e no final concordamos em ficar atentos para as saídas de emergência.
Depois disso ainda passamos um tempo conversando, mas acabei capotando no ombro de Sirius, então não me lembro de muita coisa do voo. Mas quando acordei a primeira coisa que me disseram era que o piloto estava doido e começou a fazer uns sons estranhos como "Bum bum, Tam, tam". Acho que perto dele sou uma ótima guardiã.
- Pelo menos chegamos com vida, vamos pegar um taxi e pedir alguma coisa para comer. – disse saindo do aeroporto.
- Não vamos precisar pedir comida, meu irmão tem um elfo doméstico, e avisou que iriamos para lá. Bem, omiti a parte de que a Isa ia, mas pedi que fizesse comida para três, porque o meu amigo dogão come por dois. – disse batendo nas costas do Sirius.
- Tenho que alimentar meus filhos. – disse tocando na barriga como se fosse uma grávida.
- Então vamos logo, que estou morrendo de fome. – disse chamando por um taxi com a mão. Ele parou e nós entramos.
- Dove, signori?|Para onde, senhores? – disse o moço em italiano. Pronto, lascou.
- Boa sorte, Dimitri. – disse jogando essa para ele.
- Vai que é tua, irmão. – disse Sirius, também passando para o Dimitri.
- Vocês são lasca. – resmungou, antes de se virar para falar com o motorista. – Err...esse posto aqui. – disse entregando um papel, que gloria a Deus, estava em italiano.
- Ho appena capito il posto, farò ciò che è sulla carta e implorerò di avere ragione.| Eu acabei de entender o lugar, vou fazer o que está no papel e vou implorar para estar certo. – disse o motorista, dando partida no carro.
- Tá vendo? Arrasei. – se gabou
Dimitri.
- Então aproveita e paga o motorista depois. – disse Sirius rindo.
- Aproveitadores, eu ofereço teto, comida, uma carona e ainda querem me passar a mão? – falou fingindo indignação.
- É. – respondemos juntos, dando de ombro.
- Da próxima vez que ressuscitar alguém, pense em um rico. – disse revirando os olhos, enquanto eu e Sirius riamos.
Depois de mais ou menos uma hora, chegamos em ao local. Como prometido era afastado o suficiente para ninguém bisbilhotar. Era uma linda mansão no estilo vitoriano, um pouco contraditório com a Itália, mas não deixava de ser bonita.
- Vamos logo, acho que paguei mais do que devia para o moço do taxi. – disse Dimitri abrindo o portão de entrada e caminhando para dentro da mansão.
- Os Malfoy ficariam com inveja desse lugar, adoraria esfregar na cara do oxigenado do Lúcios. – disse Sirius sorrindo de lado, enquanto olhava o local fascinado.
- Da próxima vez que eu ressuscitar alguém, vai ser o irmão do Dimitri. – cochichei para o Sirius que riu.
- Eu to ouvindo viu! Ingratos. – disse abrindo a porta da mansão.
Assim que entramos na mansão fomos recebidos por uma elfa domestica que se propôs a carregar nossas malas até os quartos, tentamos impedir, dizer que podíamos fazer isso nós mesmos, mas isso acabou deixando ela triste, então resolvemos deixar ela levar nossas malas.
- Bom, aqui estamos nós. Três fugitivos, sem ideia do que fazer. – falou Dimitri se jogando no sofá da sala de estar.
- Na verdade, são quatro. – disse uma voz feminina próximo a nós.
Ficamos em alerta olhando para todos os lados, Dimitri se levantou do sofá e ficou em posição de ataque, Sirius pegou sua varinha e ficou próximo a mim.
- Para que tudo isso, não é um bom jeito de dar as boas-vindas a sua melhor amiga, não é Isa? – disse a figura feminina aparecendo na sala. Isso só pode ser brincadeira!
- Gabriela?!
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Se alguém aqui sabe italiano e percebeu algum erro no diálogo com o taxista, culpe o Google tradutor, eu não sei italiano kkkkkk
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Dentro dos meus sonhos
Hayran Kurgu[NÃO REVISADO] Isadora vive uma vida normal por assim dizer, é uma mulher independente que vive com seu cachorro, vai a faculdade, trabalha como voluntária em um hospital infantil. Mas, com uma coisa ela não contava...sua "sorte" em se meter em conf...
