CAPÍTULO SETE

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— Você acaba de me dizer que Aurora dormiu por uma semana?

— Sim.

— Você acha que Remus matou ela? – perguntou James com um ar de preocupação.

— Não! – Sirius respondeu. Ele apontou em direção de Aurora — Ela está respirando. Veja, nós conseguimos acordar ela.

Os olhos de Aurora se abriram devido ao sol em seu rosto e aos barulhos no ambiente. Ela olhou para todos os lados e percebeu o ambiente ao seu redor, mais uma vez na enfermaria de Madame Pomfrey. Em sua frente, estavam Sirius Black e James Potter com os seus trajes a rigor.

— Boa tarde. – Sirius sorriu — Achamos que você não iria acordar tão cedo. Você dormiu durante uma semana, Waterhouse.

— Eu deveria ter perdido essa semana com os meus estudos. – ela suspirou — Por que vocês estão aqui?

— Nós viemos em nome do nosso amigo. – James explicou e arrumou a sua gravata — Afinal, ele não pode ir ao baile de Natal sem você.

— Madame Pomfrey não vai me deixar ir ao baile.

— Nós soubemos. – Sirius caminhou pela enfermaria com as suas mãos atrás de suas costas — Mas, você nos conhece, Aurora. Nós conseguimos fazer tudo acontecer, até mesmo as coisas mais impossíveis.

Aurora sempre soube do desprezo de Sirius e James em relação às regras da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Os dois garotos começaram a contar sobre os planos para Aurora conseguir escapar da enfermaria sem a percepção de Madame Pomfrey. A garota achava tudo absurdo e ria como se estivesse ouvindo piadas de Sirius e James.

— Não aceitamos um não como resposta. – Sirius e James disseram ao mesmo tempo.

— Eu vou com vocês.

Aurora se levantou da cama com a ajuda de Sirius enquanto James examinava todos os cantos da enfermaria em busca de Madame Pomfrey. O artilheiro da Grifinória arrumou a Capa da Invisibilidade e se colocou em baixo dela junto de Sirius e Aurora. A capa estava empoeirada e causou alguns espirros de Aurora que atraíram a atenção da ajudante de Madame Pomfrey, com receio de serem descobertos, Sirius cobriu o nariz de Aurora com uma de suas mãos.

Juntos, os estudantes saíram da enfermaria e passaram pelo pátio coberto com a neve intocada do inverno. Eles retiraram a Capa da Invisibilidade e Sirius recebeu um olhar de censura de Aurora devido por conta de sua mão em seu nariz por muito tempo.

— Não é minha culpa se eu tenho alergia à poeira, Sirius. – Aurora reclamou e se assustou ao encarar o relógio em uma das torres do castelo — Já são cinco horas. Eu não vou conseguir me arrumar com tempo.

— Quê, você precisa de três horas? – perguntou Sirius com um olhar incrédulo.

— Garotas, Sirius. – James se adiantou na frente de Aurora e Sirius — Vamos!

Eles continuaram caminhando até a sala comunal da Grifinória, escutando os cálculos e as indignações de Sirius com as palavras de Aurora ao dizer que precisava se arrumar três horas antes do baile de Natal. A Mulher Gorda tinha visitas em seu quadro e demorou cinco minutos para atender os garotos que desejavam entrar através do seu quadro.

— Vocês querem entrar? – ela perguntou com a voz abafada e ouviu James dizendo a senha — Lutas de covil, é isso aí! – riu e girou o quadro para frente para deixá-los passar até a sala comunal.

James, Sirius e Aurora entraram na sala comunal cheia de estudantes se preparando para o baile de Natal, principalmente algumas garotas quartanistas deixaram escapar risadinhas agudas ao ver Sirius passando entre elas com o objetivo de chegar até os dormitórios masculinos.

COURAGE - REMUS LUPINOnde histórias criam vida. Descubra agora