O casal de namorados da Grifinória andava pelas ruas de Hogsmeade após a saída da casa de chá estupidamente rosa e entediante. Eles estavam sem os outros estudantes de dezesseis anos e se encontravam em silêncio em frente à vista ampla para a Casa dos Gritos, onde Remus ficava durante as suas transformações na Lua Cheia. Aurora notou a presença de lágrimas nos olhos de Remus e pousou a cabeça no ombro do garoto desolado. O garoto colocou a sua mão sobre os cabelos ondulados de sua namorada.
— Eu não consigo imaginar a sua dor diante de tudo. – comentou ela com os olhos fechados. Ela pensava nos momentos difíceis pelos quais Remus havia passado desde a sua infância — Você era uma criança. Como alguém tem a crueldade de cometer algo tão ruim com um ser inocente?
— Eu sei de toda a história antes de acontecer a mordida. – Remus soluçou — O meu pai já estava trabalhando no Ministério da Magia e acabou insultando um lobisomem, Fenrir Greyback, ele se revoltou e me mordeu à noite.
— Ele é um Comensal da Morte.
— Eu sei.
— Eu não sei o que eu faria caso encontrasse ele algum dia. – Aurora cuspiu as palavras, raivosamente.
— Eu não acho que fazer qualquer coisa contra ele me ajudaria de alguma maneira.
— Você já é um lobisomem, tudo bem. – ela cochichou com cautela para impedir a escuta de outras pessoas no povoado — Mas, nós poderíamos impedir ele de morder outras crianças. Chamar ele de cruel é um elogio.
— Certo, eu não tiro a sua razão. – ele fungou as suas narinas e limpou as lágrimas escorregadias em suas bochechas pálidas.
O garoto ajeitou o seu moletom e se virou de frente para a namorada. Ele colocou as mãos no rosto dela e abriu um sorriso extremamente fraco. Eles possuíam quase a mesma altura e Aurora não precisou se inclinar para lhe dar um beijo íntimo e demorado.
— Eu me sinto tão bem ao seu lado.
— Eu também, Aluado. – ela sorriu e acariciou os cabelos macios do garoto. Após alguns minutos o encarando, ela deu risada.
— O que foi?
— Acabo de lembrar que não fomos ver o pedido de namoro.
— Você só quer ver porque acha que a Lily não vai aceitar namorar com o James. – Remus riu — Eles também achavam que você não ia aceitar nem olhar para mim direito quando eu contei da minha paixão platônica.
— Como você se apaixonou por mim?
— É uma história complicada. Eu te conto tudo em breve. – ele sorriu e deu um beijo na testa de Aurora.
Juntos e de mãos dadas e dedos entrelaçados, eles caminharam lentamente até os Três Vassouras. Alguns bruxos estavam aglomerados ao redor do bar e Aurora sentiu um arrepio percorrendo o seu corpo, algo lhe dizia que uma coisa terrível havia acontecido no povoado de Hogsmeade.
— Nós precisamos procurar por eles. – ela comentou, se referindo aos seus amigos e às suas amigas.
— Eles disseram que estariam no Três Vassouras. Não estou os vendo.
— Eu não sei o que é mas algo está me dizendo que coisas ruins aconteceram, nós precisamos encontrar eles.
— Você tem poderes de probabilidades ou instintos?
— Eu não faço a mínima ideia. – Aurora começou a caminhar, seguindo o seu instinto, e Remus a seguiu por obrigação.
Em alguns instantes da preocupação de Aurora, Sirius, James, Dorcas, Lily e Peter estavam andando sem rumo pelo vilarejo. James e Lily estavam abraçados pelo braço do adolescente e os outros estudantes conversavam sobre assuntos aleatórios. Todos se distraíam e não estavam nem um pouco atentos a sua volta, menos Peter Pettigrew. O garoto de estatura baixa reparava em todas os cantos de Hogsmeade e ninguém estranhou a sua atitude. Peter sempre fora um garoto calado e introvertido, até mesmo estando próximo aos seus únicos amigos, mas o garoto estava um pouco diferente do seu comportamento normal.
Os seus amigos não imaginavam mas Pettigrew era um jovem de muitos mistérios escondidos como o seu envolvimento com alguns seguidores de um bruxo temido no mundo mágico, Lord Voldemort. Ele escondia esse segredo obscuro com medo de perder os seus únicos amigos.
— Estávamos procurando vocês!
Aurora gritou e alertou os pensamentos dos adolescentes distraídos.
— Nós combinamos de nos encontrar lá nos Três Vassouras. O que aconteceu? – ela perguntou e todos deram de ombros — Está a maior confusão na frente do bar.
— O que aconteceu? – Dorcas ficou curiosa.
— Não sabemos. – Remus balançou a sua cabeça para os lados. Ele reparou em Aurora que se atentava em Peter mas não se importou com o fato.
Porém, a bruxa legilimente observava com atenção o garoto cheio de nervosismo e se preocupava em não perder o seu foco na leitura da mente dele. Ela sentia que algo estava de errado com um dos melhores amigos de seu namorado. Aurora sentiu o impacto do uso da legilimência com uma forte dor de cabeça mas o que havia descoberto era o suficiente para temer a confiança de Pettigrew.
— Dorcas.
— Uhm? – a amiga se alertou com o chamado de Aurora.
— Eu acabo de descobrir que ele é perigoso. – ela desviou o seu olhar para Peter. A jovem Meadowes estava confusa com as palavras de sua melhor amiga — Não estou mentindo.
— É uma acusação séria. – cochichou Dorcas — O que você descobriu sobre ele?
— Ele é um dos seguidores de Voldemort!
O grito de Aurora saiu com a maior facilidade, como se a garota desejasse soltar aquelas palavras e não prendê-las em sua mente um pouco perturbada. Os garotos a olharam com um tom curioso e surpreso e Marlene e Lily e levaram as suas mãos à boca quando viram Aurora apontando o dedo indicador para Peter.
— Aurora, você está bem? – Peter gaguejou ao chamar o nome da garota e se aproximou dos braços de Aurora.
— Não encoste em mim. – ela sacou a sua varinha em sinal de defesa e atenção.
— Aurora, abaixa a varinha. – Sirius mandou e se aproximou dela — Você deve estar nervosa. Peter nunca seguiria um bruxo como Voldemort.
— Não. Eu não estou nervosa. – gaguejou — Eu posso descobrir algumas coisas que eu não gostaria de descobrir sobre as pessoas. Vocês sabem. Ele mente para vocês sobre muitas coisas.
— Ela não está mentindo. – Dorcas murmurou com um pouco de dificuldade.
— Vocês precisam acreditar em mim. Por favor. – a garota marejou os seus olhos após a sua tentativa de ganhar a confiança de seus amigos.
Uma mudança no clima afastou os olhares de Aurora para uma área cercada por árvores cobertas por flocos de neve, um som de passos e risadas abafadas cercou o pensamento dos alunos da Grifinória. Dorcas se alertou como a sua melhor amiga e apanhou a sua varinha do bolso de suas vestes, colocando-se à frente da melhor amiga ao ver um bruxo de características horrentas surgindo de uma névoa escura.
— Avada Kedavra!
O raio de luz verde rápido da varinha do homem atingiu Dorcas em seu peito e a garota desmaiou nos braços de Aurora com os seus olhos sem vestígios de vida, inanimados. Aurora lançou um feitiço de estuporar na direção do bruxo e em Peter, ainda segurando Dorcas e após ver que os feitiços atingiram em cheio os seus oponentes, ela se jogou ao chão com a melhor amiga em seus braços.
— Não!
Ela chorou e soluçou ao mesmo tempo enquanto sacudia o corpo de Dorcas sem obter respostas.
A sua melhor amiga havia padecido em seus braços.
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COURAGE - REMUS LUPIN
FanfictionEm meados da década de 1970, a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts se tornou a segunda casa de Aurora Waterhouse, uma nascida-trouxa que tinha sido agraciada por uma habilidade conhecida como legilimência. Pertencente à Grifinória, a bruxa se enq...
