Os exames finais se aproximaram cada vez mais após as últimas semanas. Os meses passaram voando e os alunos do quinto ano entraram em desespero com os tão assustadores testes finais. Aurora procurava estudar sempre na sala comunal à noite ou na biblioteca à tarde, mas ela não se sentia preparada para a realização das provas quintanistas.
A sua mente estava bem longe da aula de Poções quando o professor Horácio Slughorn lhe chamou a atenção para responder uma questão.
— Senhorita Waterhouse. – a garota balançou a sua cabeça para os lados e encarou o professor de Poções — Você poderia me responder como podemos cortar o efeito da Poção Simples do Amor?
— Com a Poção Anti-paixão. – Aurora respondeu enquanto tentava conter um bocejo — Ela é o único antídoto contra a Poção Simples do Amor.
— Muito bem. – o professor sorriu — Cinco pontos para a Grifinória.
— Cinco pontos. – Sirius cochichou ao lado de Aurora com um pouco de raiva — Francamente, nós respondemos certo e só ganhamos cinco pontos.
— Eu gostaria de chamar dois alunos para fazerem uma demonstração. Alguém? – Slughorn perguntou e examinou os olhares apreensivos dos alunos — Tudo bem, eu escolho. Aurora e Sirius, se aproximem.
— Se ele der cinco pontos por uma resposta certa, eu não respondo por meus atos. – Sirius resmungou.
— Deixe de ser resmungão. – Aurora riu e se aproximou da mesa do professor junto de Sirius.
— Bom, prestem atenção. No caldeirão ao lado de Aurora e Sirius, há uma poção poderosa e perigosa, a Amortentia. – Slughorn apontou para o caldeirão que exalava um vapor em espirais — Ela exala um cheiro diferente para cada um de nós, de acordo com o que nos atrai. É por isso que chamei os dois alunos para lhes dizerem o cheiro da Poção do Amor deles.
Aurora e Sirius se entreolharam e seguraram um riso agudo que chamou a atenção do professor de Poções que abriu um sorriso curto em seus lábios.
— Não fiquem envergonhados. – ele acrescentou — É só um cheiro. A senhorita Waterhouse irá nos demonstrar.
Aurora se aproximou um pouco mais do caldeirão com a poção Amortentia e um cheiro exalou em direção às suas narinas. A garota sentiu um forte cheiro de menta, morangos frescos e um suave cheiro de um perfume amadeirado. Ela deu uma risada fraca e olhou em direção dos outros alunos.
— Eu sinto um cheiro de menta e morangos frescos. – Aurora gaguejou um pouco.
— Há mais algum cheiro que resolveu esconder de nós? – o professor perguntou e Aurora sentiu as suas bochechas ardentes.
— Eu também estou sentindo o cheiro de um perfume amadeirado. – Aurora desviou o seu olhar que parou em Remus que ria com as provocações de James. Ela abaixou a sua cabeça e deu um sorriso.
— Muito obrigado, Aurora. – o professor agradeceu a aluna e chamou Sirius para se aproximar do caldeirão — O senhor Black será o próximo a demonstrar os cheiros que lhe agradam para a classe.
Aurora se afastou do caldeirão e se colocou ao lado de James Potter. Ele continuava a abafar as suas risadas e recebeu um olhar bravo de Sirius ao lado do caldeirão. O garoto começou a sentir os cheiros e deu um sorriso semelhante ao de Aurora ao aspirar os cheiros da Amortentia.
— Eu sinto o cheiro de cerveja amanteigada e de madeira de cabo de vassoura. – Sirius fungou o seu nariz em busca do terceiro cheiro exalado pela Poção do Amor — E também tem o cheiro de um perfume de flores.
— Perfume de flores? – Marlene cochichou ao meu lado — É normal começar a procurar o cheiro em todos os cantos? – ela perguntou para Aurora.
— Nem um pouco. – Aurora deu risada e sentiu um cheiro de perfume de flores vindo de seu uniforme da Grifinória — É, não é nada normal.
A sineta tocou e os alunos começaram a arrumar os seus livros de Poções nas mochilas. Com o término da aula de Poções, Aurora sentiu borboletas revirando em seu estômago ao se lembrar do seu primeiro jogo de Quadribol que aconteceria após o almoço no Salão Principal.
— Perfume de flores. – James provocou Sirius no saguão de entrada próximo ao Salão Principal.
— Não enche a minha paciência. – Sirius deu um empurrão em James que esbarrou em Aurora.
— Aurora está usando um perfume de flores. – James sussurou e se desculpou com a garota por conta do esbarrão — Sirius Black. – ele riu.
Naquele mesmo dia, momentos mais tarde, uma partida de Quadribol estava prestes a acontecer na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, envolvendo os times dos leões e das cobras, que nutriam uma rivalidade histórica.
— Vai ser uma partida difícil. – comentou o apanhador da Grifinória — Está caindo uma chuva horrível.
— E você acha mesmo que nós vamos derreter com uma chuvinha à toa? – Aurora falou para tranquilizar os jogadores.
O vento e a chuva eram tão fortes que foi difícil até mesmo para os jogadores da Grifinória e da Sonserina entrarem no campo de Quadribol. As arquibancadas estavam lotadas e Aurora lutou contra os respingos de chuva e a neblina para enxergar todos os alunos, professores e diretores em seus lugares como espectadores do jogo.
— Muito bem, rapazes. – o capitão e goleiro da Grifinória começou o seu discurso com um pouco de dificuldade por conta dos trovões barulhentos.
— E moças. – Aurora acrescentou.
— E moças. – o capitão concordou — Está na hora do melhor jogo de nossas vidas. Vamos vencer. Sei que nós vamos vencer.
Madame Hooch chamou o capitão da Sonserina e da Grifinória, que se cumprimentaram antes da juíza mandar que todos os jogadores montassem as suas vassouras. A juíza puxou um silvo forte no seu apito de prata e as quinze vassouras se ergueram no ar para dar início à partida.
Um passe lindo foi dado por Macmillan, o goleiro da Grifinória para Aurora que marcou dez pontos para a Grifinória com a goles lançada em um dos três aros. Após ter marcado os pontos, Aurora quase foi atingida por um balaço em sua nuca que foi rebatido por Frank Longbottom, um dos batedores.
— Valeu. – ela agradeceu e saiu voando em busca de uma nova oportunidade para marcar mais dez pontos para a Grifinória.
Aurora recebeu a goles em suas mãos e a passou para James que se encontrava mais próximo dos aros. Ele marcou mais dez pontos para o seu time e um mar de comemorações vibrantes atingiu as arquibancadas com os alunos da Grifinória. Um balaço rebatido por um batedor da Sonserina atingiu de raspão o braço do apanhador da Grifinória e as arquibancadas começaram a gritar em manifestação. A juíza não concedeu uma falta ao time dos leões e o jogo continuou após muitas reclamações.
Após alguns cinco minutos de gols marcados por Sonserina e Grifinória, a Madame Hooch soou o seu apito três vezes e alguns gritos ecoaram da torcida da Grifinória. Era o fim da partida, Grifinória havia apanhado o pomo de ouro e conquistado a vitória contra o seu maior rival no Quadribol.
— Eu falei! – Macmillan gritava ao comemorar com os outros jogadores da Grifinória — James e Aurora, vocês foram incríveis.
— Aurora. – James sorriu para Aurora — Devo admitir que nós somos a melhor dupla de artilheiros da Grifinória.
— Seja modesto, Potter. – ela deu risada e fez um high-five com James.
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COURAGE - REMUS LUPIN
FanficEm meados da década de 1970, a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts se tornou a segunda casa de Aurora Waterhouse, uma nascida-trouxa que tinha sido agraciada por uma habilidade conhecida como legilimência. Pertencente à Grifinória, a bruxa se enq...
