CAPÍTULO QUARENTA E UM

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Aurora colocou o medalhão dentro das vestes. Foi uma viagem e tanto até chegar no destino desejado, e ela sentiu uma tontura ao parar em um local cercado de flores. Uma dor pesou os seus pulmões e o seu coração ao se deparar com inúmeros túmulos, ainda mais ao recordar o motivo de estar naquele cemitério.

Dorcas Meadowes.
Nascida em 28 de Janeiro de 1960.
Falecida em 10 de Fevereiro de 1976.

Aqueles que amamos jamais se ausentam.

O túmulo de Dorcas continha uma lápide de mármore, facilitando a leitura. Uma coroa de heléboros-brancos enfeitava o túmulo como uma homenagem à jovem bruxa. Aurora leu a frase novamente para contempla-lá, e as lágrimas rolaram por suas bochechas.

— Eu sinto a sua falta. – ela soluçou — Tudo se tornou tão difícil depois da sua morte. Eu ainda me culpo por ter deixado isso acontecer. – Aurora esfregou as mãos nos olhos — Me perdoa.

A jovem passou alguns minutos encarando o túmulo. E as lágrimas retornaram antes que ela pudesse contê-las, escaldantes por seu rosto. Aurora ouviu um barulho de pessoas conversando e agarrou o seu medalhão com força, envolvendo-o no pescoço.

— Adeus, Dorcas.

Ela apertou o artefato com firmeza e um súbito arrepio consumiu o seu corpo, levando-a de volta para a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Ela estava na Sala Precisa e caminhou até a porta para sair e retornar aos seus afazeres no castelo.

— Por que estava aqui?

— Droga. – Aurora exclamou, virando-se e encarando diretamente o dono da voz rouca. Era o seu namorado e ele mantinha os braços cruzados em frente ao corpo — Eu quem pergunto.

— Você faltou a aula de Herbologia. – Remus pigarreou — Eu estava procurando por você.

— E como veio parar justamente na Sala Precisa?

— O Mapa do Maroto. – ele vasculhou os bolsos e estendeu o pergaminho amarelado — Ele não mostra a Sala Precisa. Você não estava em lugar algum e eu deduzi que estivesse lá dentro.

— Acertou. – Aurora forçou um sorriso — Parabéns. Eu preciso ir.

— Você realmente não vai me contar nada? – Remus deu uma risada sarcástica.

— Não estava lá dentro. – ela retirou o medalhão do pescoço e enfiou nos bolsos internos do uniforme. Remus sorriu — Agora eu preciso ir dar uma desculpa para a Sprout.

— Eu acho que não vai adiantar nada insistir para você me contar alguma coisa. Estou certo?

— Sim. – Aurora murmurou e se aproximou de Remus para lhe dar um beijo rápido — A gente se fala mais tarde.

— Tudo bem.

Aurora caminhou rapidamente pelos corredores e deixou uma expressão de confusão no rosto de Remus. Ela andou em direção à estufa da escola e encontrou a professora de Herbologia cuidando de algumas mandrágoras com a ajuda de um jovem conhecido.

— Esse troço já me mordeu umas cinco vezes! – ele exclamou.

A professora Sprout tentou conter uma risadinha e pegou o vaso da mandrágora das mãos de seu aluno. Ela colocou-o em cima de uma mesa de madeira, encheu o vaso com terra e a mandrágora foi silenciada.

COURAGE - REMUS LUPINOnde histórias criam vida. Descubra agora