Capítulo 57

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POV Justin Bieber

Ele estava ali, sentado na minha frente, com uma blusa social branca, de pernas cruzadas e com um olhar debochado. Parecia que o mundo tinha parado a minha volta, e que só existia eu e ele naquele escritório. Seu olhar não negava o quanto ele estava se divertindo com a situação e com o jeito que eu me encontrava, parado e em choque. Eu tentava tirar a cara de surpresa do meu rosto, mas era em vão. Eu ainda não acreditava que o pai da minha namorada estava ali na minha frente, e infelizmente, vivo.

Eu poderia negar e dizer que ele era um dos caras do Nikolai tentando me enganar, eu poderia pegar uma pistola dentro da gaveta e o matar dizendo que ele não era o pai da minha garota, mas era difícil negar já que seus olhos azuis eram idênticos aos da Barbara. E infelizmente, essa não era a única semelhança. O olhar debochado que muitas vezes a Barbara me olhava, era igual ao que ele me olhava agora.

Aquele era o Michael Palvin.

Várias coisas começaram a passar pela minha cabeça e uma delas era como eu iria contar para a Barbara que o pai dela estava vivo. Ela não iria acreditar, eu não queria acreditar, porque eu fazia uma ideia do porquê ele voltou tão de repente e isso não me agradava nenhum pouco.

- O gato comeu sua língua, ou você só está em choque? -Debochou rindo, me tirando dos meus pensamentos. - Fiquei sabendo que você recusou o convite para entrar na máfia. Tenho que admitir que você foi bastante esperto.

- O que... -Comecei a falar negando com a cabeça. - O que você está fazendo aqui?

- Está meio óbvio, não acha? -Disse e abriu um sorriu totalmente assustador. - Mas acho que você está com medo de ser verdade, estou correto?

- Você...

- Por favor, não faça discurso, você sabe exatamente o que eu estou fazendo aqui. Poupe o meu tempo e o seu. -Falou com desdém, fazendo com que meu sangue fervesse de raiva.

- Eu nunca vou permitir isso, Michael. -Falei batendo as minhas duas mãos na mesa e me inclinando para frente, ele sorriu olhando minhas mãos e depois seus olhos foram para algumas canetas ao lado do meu notebook.

- Está vendo essas duas canetas ali? -Disse apontando. - É simples, rápido e fácil, Bieber. Eu jogo essa mesa em cima de você e antes dela virar, eu pego as duas canetas, e enquanto você está preocupado com a mesa caindo, eu me coloco atrás de você e as enfio na sua garganta. Pra mim, não seria difícil. 

- Seria mais fácil se eu não soubesse que tudo é armação. -Disse sorrindo. - É simples, rápido e fácil. Enquanto você está preocupado em pegar as canetas, eu me preocupo em abrir a gaveta e pegar uma pistola glock 34. -Falei, ele riu.

- Você é esperto, Bieber. -Disse rindo e apontando pra mim. - E me faz pensar muito no meu eu de anos atrás, porém com atitudes menos desprezíveis.

- Como abandonar sua própria filha? -Falei com deboche, ele riu sem humor e depois fechou a cara.

- Não fale o que você não sabe, garoto. -Disse negando com a cabeça.

- Abandonar ela em um orfanato não deve ter sido uma decisão tão difícil pra você, não é, Michael? -Perguntei debochado. - Não consigo ver nenhum pingo de arrependimento na sua cara. -Disse analisando seu rosto. Em um movimento rápido, ele jogou alguns papéis que estavam sobre a mesa no chão, e ficou na mesa posição que eu.

Estávamos um de frente para o outro.

- Você acha que me põe medo? Você realmente acha que eu vou me sentir intimidado por um moleque de vinte e um anos, dono de uma boatezinha de quinta, conhecido como maior traficante de Atlanta e talvez, bem talvez, da Geórgia? Você realmente sabe quem eu sou? Você fez o seu dever de casa, Bieber?

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