- E foi assim que eu perdi a minha ex namorada. -Dylan falou me faz tombar a cabeça gargalhando. Eu já estava chorando de rir.
- Eu não acredito! -Falei ainda rindo, e ele riu.
- Já vi que você gosta de rir da desgraça dos outros. -Falou rindo me vendo gargalhar.
- Nem vem, você também está rindo. -Falei respirando fundo e limpando algumas lágrimas que desceram.
- Eu estou rindo da sua gargalhada que é engraçada.
- Depois dela você namorou com outra?
- Não, nunca encontrei alguém valesse a pena, entende? -Dylan disse olhando nos meus olhos, senti minhas meu rosto pegando fogo, e desviei o olhar. -E você, já namorou?
- Não, nunca. Acho que nunca tive tempo pra isso.
- Ué, por quê?
- Eu cresci em um orfanato.
- Lá não tinha nenhum menino bonitinho não? -falou com uma cara safada me fazendo rir.
- Tinha mais meninas, e no outro prédio tinha meninos mas eram poucos.
- Ah... e você nunca gostou de ninguém? - Gelei, eu não queria contar que gostava do Justin. -Eu estou parecendo um maluco, né? Eu já contei quase tudo da minha vida, e agora queria saber da sua.
- Não tem problema. Nunca gostei de ninguém.
- Gostar de alguém é difícil, ainda mais quando você gosta de alguém que não vale a pena.
- Você faz faculdade de que? -Perguntei fugindo do assunto. Não queria lembrar do Justin.
- Engenharia mecânica, e você pensa em fazer algo?
- Ah, se eu tivesse dinheiro eu iria querer fazer enfermagem ou administração, eu não sei. Nunca pensei nisso.
- Quem sabe um dia você consegue.
- Eu preciso me estabilizar primeiro. Tenho apenas 18 anos.
- Você ainda tem muito tempo pra pensar.
- Verdade.
- Vou ligar para a Carol pra saber se ela está bem. -Falou pegando o celular e ligando.
Fiquei comendo algumas batatas que ainda estavam na mesa. Dylan bufou tirando o celular da orelha e depois colocando de novo. Achei aquilo estranho, mas não perguntei nada, apenas fiquei comendo a batata vendo o desenho das paredes.
- A Carol não está atendendo. - Falou preocupado digitando algo no celular.
- Será que ela está bem? - Perguntei um pouco preocupada.
- Eu não sei. Tenta ligar pra ela. - Peguei meu celular rapidamente já discando o número dela, mas caiu na caixa postal.
- Ela não atende.
- Merda, Carolyn. -Falou tentando ligar de novo.
- Calma...
- Não da. -Disse ligando de novo.
- Seus pais não estão em casa?
- Eles viajaram, e voltam amanhã. Droga!
- Vai pra casa. Ela não atende. -Falei, e ele assentiu chamando o garçom para pagar a conta. Ofereci em pagar a metade, mas ele não deixou. Ele ainda tentava ligar para a Carolyn, mas ela não atendia de jeito nenhum. Saímos do restaurante e fomos direto para o carro dele.
- Entra, eu vou te levar pra casa. -Falou ainda com o celular na orelha.
- Não precisa. Minha casa é logo ali.
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Looking For You
Fiksi PenggemarAlguns pensamentos que gritavam dentro de mim me faziam arrepender de tê-la sequestrado sem saber de quem ela era filha, mas meu coração conseguia gritar mais alto dizendo que a melhor fase da minha vida foi com ela ao meu lado. Eu a amava, e infeli...
