Capítulo 20

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- E foi assim que eu perdi a minha ex namorada. -Dylan falou me faz tombar a cabeça gargalhando. Eu já estava chorando de rir.

- Eu não acredito! -Falei ainda rindo, e ele riu.

- Já vi que você gosta de rir da desgraça dos outros. -Falou rindo me vendo gargalhar.

- Nem vem, você também está rindo. -Falei respirando fundo e limpando algumas lágrimas que desceram.

- Eu estou rindo da sua gargalhada que é engraçada.

- Depois dela você namorou com outra?

- Não, nunca encontrei alguém valesse a pena, entende? -Dylan disse olhando nos meus olhos, senti minhas meu rosto pegando fogo, e desviei o olhar. -E você, já namorou?

- Não, nunca. Acho que nunca tive tempo pra isso.

- Ué, por quê?

- Eu cresci em um orfanato.

- Lá não tinha nenhum menino bonitinho não? -falou com uma cara safada me fazendo rir.

- Tinha mais meninas, e no outro prédio tinha meninos mas eram poucos.

- Ah... e você nunca gostou de ninguém? - Gelei, eu não queria contar que gostava do Justin. -Eu estou parecendo um maluco, né? Eu já contei quase tudo da minha vida, e agora queria saber da sua.

- Não tem problema. Nunca gostei de ninguém.

- Gostar de alguém é difícil, ainda mais quando você gosta de alguém que não vale a pena.

- Você faz faculdade de que? -Perguntei fugindo do assunto. Não queria lembrar do Justin.

- Engenharia mecânica, e você pensa em fazer algo?

- Ah, se eu tivesse dinheiro eu iria querer fazer enfermagem ou administração, eu não sei. Nunca pensei nisso.

- Quem sabe um dia você consegue.

- Eu preciso me estabilizar primeiro. Tenho apenas 18 anos.

- Você ainda tem muito tempo pra pensar.

- Verdade.

- Vou ligar para a Carol pra saber se ela está bem. -Falou pegando o celular e ligando.

Fiquei comendo algumas batatas que ainda estavam na mesa. Dylan bufou tirando o celular da orelha e depois colocando de novo. Achei aquilo estranho, mas não perguntei nada, apenas fiquei comendo a batata vendo o desenho das paredes.

- A Carol não está atendendo. - Falou preocupado digitando algo no celular.

- Será que ela está bem? - Perguntei um pouco preocupada.

- Eu não sei. Tenta ligar pra ela. - Peguei meu celular rapidamente já discando o número dela, mas caiu na caixa postal.

- Ela não atende.

- Merda, Carolyn. -Falou tentando ligar de novo.

- Calma...

- Não da. -Disse ligando de novo.

- Seus pais não estão em casa?

- Eles viajaram, e voltam amanhã. Droga!

- Vai pra casa. Ela não atende. -Falei, e ele assentiu chamando o garçom para pagar a conta. Ofereci em pagar a metade, mas ele não deixou. Ele ainda tentava ligar para a Carolyn, mas ela não atendia de jeito nenhum. Saímos do restaurante e fomos direto para o carro dele.

- Entra, eu vou te levar pra casa. -Falou ainda com o celular na orelha.

- Não precisa. Minha casa é logo ali.

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