Capítulo 68

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* Sei que talvez não mereço muitos comentários nesse capítulo, mas quero que vocês entendam que além do bloqueio que tive, meu pai foi internado  e ele está com uma doença HORRÍVEL e isso me abalou muito, então, desculpem. De verdade mesmo. 

Fiz esse capítulo com todo meu coração e acabei de terminar ele. Eu já estou escrevendo o próximo capítulo e espero muito que os próximos deixem vocês surpresos.

Comentem, por favor. Sei que demorei duas semanas, mas já expliquei o motivo e postei no twitter também (onelixfe). Acho que consegui escrever esse pq meu pai recebeu alta no final dessa semana e eu fiquei feliz por isso, então espero que vocês fiquem felizes com essa atualização. 

AMO VOCÊS! por favor, não me abandonem, essa fanfic é uma das únicas coisas que me restaram jfdkdjfkdd xoxo 

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Você me faz experimentar algo que não posso comparar a nada

Estou esperando que depois dessa febre, eu sobreviva

Este é um conto de fadas moderno sem finais felizes ou vento soprando ao nosso favor

Mas eu não consigo imaginar uma vida sem esses momentos de tirar o fôlego

POV Barbara Palvin

O mundo não era o mesmo pra mim há muito tempo atrás, e me arrisco a dizer que ele nunca mais foi o mesmo desde o dia em que pisei no orfanato. Não seria hipócrita em dizer que minha vida sempre foi esse inferno, porque realmente não foi. Eu conseguia me lembrar, bem vagamente, dos momentos que tive quando criança, conseguia me lembrar mais ou menos da minha mãe e de como eu me sentia quando eu tinha todas as pessoas que eu amava a minha volta. Mas os dias escuros sempre chegam e nele, eu acabei passando de uma garotinha feliz para uma digna de dar pena em um orfanato qualquer na cidade de Atlanta.

Os dias escuros chegam e vão embora rapidamente, e comigo, foram embora quando eu comecei a ser amada por outras pessoas. Descobri o que significava uma amizade, descobri o que é ter amigas, descobrir que não é fácil gostar de uma pessoa que não dá a mínima para você e é mais difícil ainda amar e se apaixonar pela mesma pessoa e você saber que é recíproco, que ela te ama de volta, mas que ela não pensou duas vezes antes de acabar com você de uma vez.

Eu não conseguia parar de julgar a mim mesma.  Eu me julgava por não ter percebido que eu ia acabar aqui de novo, me julgava por ter esquecido como era o sentimento de abandono e ter que me acostumar com ele de novo. Eu me julgava porque eu me sentia burra e estúpida por pensar que algum dia eu conseguia ter um final feliz, ser feliz e ter pelo menos uma família. Eu já vivi isso tudo antes, mas agora percebi que encontrei uma pessoa que tentou curar todas as minhas cicatrizes e me deu um lar, mas que isso era apenas mais um erro meu por achar que outra pessoa poderia curar todas as minhas cicatrizes.

Eu era a única que poderia me curar.

Era como um filme. Um filme que eu já tinha visto anos atrás, mas, que agora, resolveram reprisar da pior forma possível.

Eu não conseguia derrabar mais nenhuma lágrima, como se meu psicológico estivesse tão cansado de apanhar vinte e quatro horas por dia ou como se meu corpo não conseguisse mais fabricar lágrimas mesmo com um nó enorme na minha garganta. O meu nariz ardia e com certeza estava vermelho, mas eu não tive coragem, desde a hora que eu cheguei aqui, de levantar e me olhar no espelho. Meus olhos também ardiam, minha cabeça parecia querer explodir a qualquer momento, meus soluços eram baixos e meu coração batia forte, deixando minha respiração mais pesada.

Looking For YouWhere stories live. Discover now