Em Hawkins, Julie sempre foi boa em manter-se fora dos holofotes, até que uma sequência de eventos estranhos começa a puxá-la para o centro de um mistério que envolve desaparecimentos, segredos de família e um perigo que ninguém consegue explicar. E...
Dustin chama o Steve com uma urgência estranha, olhando rápido para a Julie. — Steve, eu quero falar com você. A sós.
Julie ergue as mãos. — Depois eu sou a grossa. Ela vira e sai andando.
Dustin espera ela sumir no corredor e mostra o gravador para o Steve. — Eu descobri uns códigos russos... olha só. Escuta.
O barulho metálico começa. Steve franze o rosto devagar. — Estranho... muito estranho...
Julie aparece atrás deles sem nenhum som de passos. — Talvez esses russos não batem bem da cabeça!
Os dois pulam como se tivessem visto um fantasma. — Garota, o que você é? Que medo!
— Vocês que falam alto! O shopping inteiro ouviu. Ela se joga ao lado do Dustin. — Vai, deixa eu ouvir.
O som toca de novo. Julie fecha os olhos, fazendo cálculos na cabeça como se estivesse lendo uma equação invisível.
— Trinta e quatro ponto setecentos e vinte e dois... zero dezenove.
Os dois encaram.
Steve aponta pra ela. — O Dustin tem razão. Você é nerd.
Julie revira os olhos. — Eu não sou nerd! Só sou boa com cálculos!
Dustin tenta continuar explicando o raciocínio, mas Julie já levantou e saiu correndo como se tivesse levado um choque.
— JULIE?! — Steve grita, indo atrás.
[...]
Julie para embaixo do relógio azul e amarelo. O coração batendo rápido.
— Quando o sol apagar todos vão dançar... Ela olha as pessoas passando. — Num lugar cheio de gente vai acontecer algo muito doente...
Steve chega ofegante. — Julie? O que aconteceu?
Ela toca o relógio, hipnotizada. — Quando o azul e o amarelo se unir... todos vão cair... Os olhos dela baixam para o chão. — E tudo isso bem debaixo do seu nariz...
Steve engole seco. — Julie...
Ela vira devagar, um sorriso surgindo. — Eu descobri. Passos calmos. — Eu descobri o código.
Dustin aparece correndo. — Descobriu o quê?!
— Quando o sol se apagar todos vão dançar!
— Isso eu entendi! — Dustin fala, desesperado.
— Num lugar cheio de gente, algo doente: o shopping! Eles ficam olhando. — Quando o azul e o amarelo se unir, todos vão cair: o relógio, seus burros!
— Tá... e o outro? — Steve pergunta, já cansado.
Julie respira fundo. — Bem debaixo dos nossos narizes.
Eles continuam sem entender. Julie joga a cabeça pra trás. — Meu Deus... EM BAIXO DO SHOPPING!
— Aaaaah!
Dustin aponta pra ela. — Você é genial!
Steve observa como se estivesse descobrindo uma nova dimensão da garota.
[...]
— Empurra!
— Eu tô empurrando!
— Pode pegar na minha bunda! Eu deixo você pegar na minha bunda!
Julie olha pra ele, indignada. Erica continua tocando o sininho sem parar.
— O motivo eu não sei... mas hoje eu tô inspirada.
— Inspirada como? — Steve pergunta.
— Tive uma ideia.
Dustin vira a cabeça. — Melhor do que o Steve pegar na minha bunda?
Julie ri do absurdo. — Muito melhor.
[...]
Erica cruza os braços. — Sorvete grátis pro resto da vida.
Dustin fica indignado. — Erica, por acaso você não ama o seu país?
Erica ergue a sobrancelha. — E existe América sem Erica?
Julie respira fundo, avaliando. — Um ano!
— Pra sempre!
— Um ano!
— Pra sempre!
— Pra sempre!
Erica arregala os olhos. — Um ano... pera, o quê?
— Ganhei.
Erica aponta pra Julie, impressionada. — Você é boa... muito boa.
Steve balança a cabeça rindo. — Tô impressionado.
Dustin chega mais perto, como se estudasse uma espécie rara. — Que tipo de espécie você é?
Julie cruza os braços. — Da mesma que a sua! Pera... o quê?
Eles caem na risada.
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