12- 2 Temporada.

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— E como está você e o Lucas? — On perguntou para Max.

— Bem. — Max respondeu, mas fez uma careta. — Mas confesso que tô com um pouco de raiva dele. — murmurou enquanto arrumava sua mochila.

— E você e o Steve? — Jonathan perguntou com um sorriso malicioso, afiando uma faca como se estivesse em um filme de terror.

— Por falar nisso, a Nancy tá morrendo de saudades. — respondi, fugindo totalmente do assunto.

— Não foge do assunto, mocinha. — ele retrucou.

— Primeiro: não existe "eu e o Steve". — pausei, olhando para ele. — Segundo: você também tá fugindo do assunto. — voltei a mexer nas coisas.

— Então admite que fugiu do assunto? — Jonathan provocou, rindo. Isso me deixou sem argumento nenhum. Ele abriu um sorrisinho vitorioso. — Foi o que eu pensei.

— E você, Will? — Max perguntou, se virando para ele. — Tá gostando de algum... garoto?

— Garoto? — On repetiu sem entender.

— Eu não sou gay, tá legal?! — Will explodiu, visivelmente irritado.

— Desculpa... — Max murmurou arrependida. — É que o Lucas falou e... às vezes ele é um babaca mesmo.

— Ei, Max, tá tudo bem. — Will disse, puxando ela para um abraço.

— Menos falatório e mais ação. — a voz da Joyce cortou a conversa quando ela entrou no quarto. — Vamos logo, molengas!

— Desculpa — On disse.

— Desculpas aceitas. Vamos? — Joyce respondeu, e todos voltaram a arrumar suas coisas.

[...]

— Estão prontos? — ela perguntou cinco minutos depois. — Então vamos.

Descemos juntos. Eu sentia que a gente podia mudar o mundo, deixar uma marca gigante, como se nada pudesse nos atingir. Mas eu estava errada. Ninguém é infalível. Algo maior estava vindo, algo que nenhum de nós poderia imaginar. Mas naquele instante... só por aquele instante... eu gostava da sensação de acreditar que era invencível.

— Eu vou na frente! — Jonathan anunciou e entrou no carro.

— Posso dirigir? — perguntei, já sabendo a resposta.

— Nem pensar. Eu dirijo. — Joyce retrucou e entrou.

Jonathan foi no banco da frente, o resto de nós entrou atrás. Eu sabia exatamente para onde estava indo. Sabia o que precisava fazer. Estava indo atrás daqueles merdas para salvar a pátria.

Me sentia leve. Feliz. Pela primeira vez no mês, eu era eu — completamente. Indo atrás do meu destino, sem medo, sem hesitar.

Eu poderia muito bem pensar: "Dane-se o mundo. Dane-se tudo. Não tenho ninguém. Meus amigos não acreditam em mim."
Poderia continuar na escola, continuar trabalhando na sorveteria, dar uns pegas no Steve Harrington toda sexta à tarde. Poderia viver uma vida monótona.

Mas não.
Eu gosto de adrenalina.

Russos?
Caras do laboratório?
Demogorgon?
Devorador de Mentes?

Tanto faz.

Eu vou te achar.
Eu vou te pegar.
E vou acabar com você.

Só tenho uma coisa a dizer:

Boa sorte.

Stranger Things 3Onde histórias criam vida. Descubra agora