11- 2 temporada.

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Depois de conversarmos e concluirmos que precisávamos fazer algo, fomos direto para a nova casa da tia Joyce. Eu estava quase explodindo de ansiedade para rever Jonathan e Will.

— Will? — ela gritou assim que entrou. — Jonathan?

— Sim, mãe. — Jonathan apareceu na porta, com aquela cara de sempre. — Julie? Max?

— Jonathan! — Max pulou nele.

— Thantham! — eu o abracei logo em seguida.

— O que é Tantam? — On perguntou franzindo o cenho.

— Diminutivo de Jonathan, e lá no Brasil é tipo chamar alguém de doidinho da Silva. Então... Thantham! — expliquei. Max caiu na risada.

— Ha-ha. Muito engraçado. — Jonathan respondeu, mas com um sorriso. — O que vocês estão fazendo aqui?

— Vim te dar um abraço, não percebeu? — respondi debochada. — É importante. A tia Joyce te explica. Cadê o Will?

— Tá no quarto.

— Teve a mesma ideia que eu? — Max perguntou.

— Estamos sincronizadas, Maxine! — sorri.

— É Max! — ela corrigiu.

[...]

— Alô? — atendi do lado de fora, usando uma voz completamente diferente.

— Alô?

— William Byers?

— Sim, sou eu... quem fala?

— Aqui é da empresa Bachcapsoroz. — falei séria, enquanto Max prendia a risada atrás da minha orelha.

— Ah, sim... eu não quero comprar nada, obrigado. — ele disse, todo educadinho.

— Não é isso! Você ganhou um sorteio de 10 mil reais e nesse momento estamos na sua porta!

— Mas eu não me inscrevi em nenhum sorteio... — ele murmurou confuso.

— SÓ VEM! — explodi, e logo me controlei. — Por favor?

— ...Ok. — ele disse, ainda perdido, e desligou.

Calma, Julie. Calma. Eu estava nervosa e nem sabia por quê. Eu e Max nos escondemos na varanda, tentando não rir.

— Ué... cadê meu prêmio? — Will saiu olhando em volta.

— Nós não somos um ótimo prêmio? — falei, saindo do esconderijo. Ele nos olhou e abriu um sorriso enorme.

— Só não valem 10 mil reais. — ele disse. Eu e Max fechamos a cara na hora. — Valem vinte. — completou, e nós duas sorrimos de volta antes de praticamente pularmos nele.

— Estava com tanta saudade. — ele murmurou nos abraçando.

— Nós também, Will.

Ele respirou fundo, como se guardasse coragem no peito.

— Chegou a hora, né?

— Estamos até atrasados. — respondi.

— Eles não vieram mesmo, né? — ele perguntou, e eu apenas neguei com a cabeça.

— Nós vamos conseguir. — ele disse, firme. — Juntos.

E aquele "juntos" foi tudo que eu precisava para abrir mais um sorriso.

Stranger Things 3Onde histórias criam vida. Descubra agora