13- 2 temporada.

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— Só eu acho que deveríamos levar comida? — perguntei, colocando a cabeça entre os bancos da frente.

— É, tem razão. — Joyce respondeu, enquanto estacionava.

— É... — Max murmurou. — Eu precisava comprar algo na farmácia... — disse, envergonhada.

— Tudo bem. Eu fico no carro, meninos vão comprar comida e vocês meninas vão à farmácia. — Joyce explicou.

— Ok. — concordei e seguimos em direção à farmácia.

— O que vamos comprar? — On perguntou, confusa.

— É... — Max hesitou.

— Absorventes! — falei calmamente.

— Julie! — Max me repreendeu.

— O que é absorvente? — On perguntou, ainda sem entender.

— Depois conversamos sobre isso. — falei, tentando mudar o foco. Finalmente chegamos à farmácia e fomos direto para os absorventes, onde vimos uma garota ruiva, claramente confusa sobre o que escolher.

— Primeira vez? — perguntei.

— Ah... é... — ela respondeu, envergonhada.

— Leva esse! — disse, entregando um. — Recomendo esse, é o melhor. — Sorri e ela fez o mesmo gesto, aceitando.

— Obrigada! — ela disse.

— Essa é a Max, On... — parei de falar ao perceber o que tinha dito. — Jane! Quis dizer Jane, e eu sou Julie. — me apresentei corretamente.

— Prazer, eu sou Beverly! — respondeu.

— O prazer é nosso! — Max disse, sorrindo. — Onde fica o caixa, Jane? — perguntou, me olhando.

— Não sei, nunca vim nessa farmácia. — On respondeu.

— Eu estou indo pagar isso, se quiserem é só me seguir. — Beverly disse. Nós a seguimos. Quando ela ia entrar em um corredor, viu uma garota e desviou, mas acabou esbarrando em três garotos, escondendo rapidamente o absorvente atrás das costas. Max também escondeu o dela.

— Oi, meninos... — disse Beverly.

— O-o-oi, Be-Bev... — um garoto alto gaguejou.

— O que estão fazendo aqui? — perguntou ela.

— Não te interessa! — retrucou outro, com cabelos cacheados e dourados.

— Pra que agressividade, lindinho? — eu perguntei, e eles nos olharam surpresos.

— É, ela só fez uma pergunta! — Max exaltou, visivelmente indignada.

— É! — On confirmou, imitando Max.

— Meninas, não precisam... — outro garoto tentou intervir, mas foi interrompido.

— TEM UM GAROTO LÁ FORA TODO MACHUCADO E NÃO TEMOS DINHEIRO PARA COMPRAR O CURATIVO! — gritou o menor, rapidamente, mas deu para entender.

— O que? — perguntei, incrédula.

Stranger Things 3Onde histórias criam vida. Descubra agora