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Alanna.

— Você enlouqueceu de vez só pode! – Daí diz pela milésima vez enquanto andava de um lado para o outro.

— Eu não enlouqueci Daiane, eu preciso saber, eu preciso ver com meus olhos se ele tá vivo mesmo por que eu não consigo acreditar! – Falo triste.

— Ver o que Alanna? Você vai virar uma favela de ponta cabeça para achar ele?

— Olha se você não pode me ajudar eu me viro! – Falo me levantando.

— Eu só acho que você deveria superar de vez o que aconteceu a dois anos atrás, você sabe quantas vezes chorei junto com você, eu não quero que vá! – Ela diz e percebo lágrimas em seus olhos.

— Eu vou! – Falo limpando minhas lágrimas.

— Tu é muito cabeça dura cara, eu odeio você! – Ela diz limpando as lágrimas e ficando de costas para mim.

— Tu me odeia mermo? – Pergunto baixo e ela se vira novamente.

— Odeio, odeio por que você sabe que tô com você sempre, se você vai eu vou e se você quebrar a cara lá e ficar sofrendo pelos cantos vou ta com você também! – Ela diz com seu jeito toda durona.

Não resisto e corro para abraçar ela, Daí era muito mais que minha prima, ela era meu braço direito e as vezes até o esquerdo, eu amava ela demais!

— Quando vamos? – Ela pergunta quando nós soltamos.

— Daqui três dias! – Falo com um sorriso de canto.

3 dias depois.

— Eu vou te trazer um presente que você vai amar! – Falo ficando na altura do Léo e ele sorri animado.

— Qual? – Ele pergunta animado.

— É surpresa não posso falar!

— Tá bom, tá bom. Mais eu queria ir com você mãe! – Ele diz triste.

— O meu amor, eu prometo que volto rapidinho tá? – Falo e ele assente me abraçando forte.

Dei um beijo de despedida temporária em sua testa e depois ele correu para o carro de seu avô, ia deixar o Léo de fora dessa confusão toda, ele estava grandinho suficiente para entender tudo e se nem eu estou entendendo imagina ele? Prefiro deixar ele aqui.

Entrei para casa de novo e as crianças estavam terminando de tomar café enquanto Daí fechava outra mala, eu sinceramente nunca vi uma pessoa mais paranoica que ela, por mim levaria uma mala para cada mais estávamos levando várias.

— Todo mundo pronto? – Pergunto em voz alta.

— Xim mamãe! – Rael e Raissa gritam em uníssono, mal sabem eles o que estávamos indo fazer em São Paulo.

(...)

— Mamãe a genti vai voar aqui dentlo? – Rael diz arregalando os olhinhos e eu dou risada.

Já estávamos no voo destino a São Paulo, Raissa estava no colo de Daí na minha frente toda animada, falando abessa, já Rael estava todo encolhido no meu colo e morrendo de medo!

— Quando a gente tiver lá em cima vamos ver as nuvens, você não quer ver as nuvens? – Pergunto passando a mão em seu cabelo e ele nega.

— Não mamãe, eu quelo ir de calo, vamo de calo mãe.. – Ele diz com os olhos marejados quando o avião começou a subir.

— O Lael tá com medo tia Daí e eu nem tenho medo! – Raissa diz dando uma risadinha debochada, eu não sei quem essa pestinha puxou!

— Raissa não provoca seu irmão, tadinho, ajuda ele! – Daí diz e ela bufa estendendo a mãozinha para ele que pega rapidamente.

— Já já a gente vai descer ta meu amor? – Falo passando a mão no rostinho dele e ele assente ainda encolhido no meu colo.

Deitei no banco com ele no meu colo e não demorou para ele pegar no sono, assim como Raissa e até a Daí. Sorri baixo e fiquei olhando para janela, eu estava tão ansiosa que nem conseguia pregar os olhos!

(...)

— Com licença moça, já chegamos! – Ouço uma voz baixa e abro os olhos.

— A obrigado! – Falo sem graça.

Acordei Daí e as pessoas começaram a levantar, estávamos cheias de malas e com duas crianças dormindo no colo então não teve outro jeito a não ser acordá-los.

Depois de passarmos quase meia hora para conseguirmos um táxi, finalmente chegamos na nossa “Casa”. Era como se fosse uma vila fechada e com seguranças, eram aqui que as crianças e a Daí iriam ficar, eu iria ficar no morro mesmo.

Assim que começamos a nos arrumar recebi uma mensagem da polícia dizendo que precisava acordar cedo para encontrar uma mulher que iria me ajudar a se instalar na favela, eu não precisava ficar necessariamente lá, mas precisava de um lugar mas perto do indivíduo.

— Tu vai pra lá mesmo? – Daí pergunta.

— Amanhã de manhã! – Falo com medo.

— Tu não me deixa desinformada se não vou atrás de tu! – Ela diz e eu rio assentindo.

— Pode deixar, agora vamos todo mundo tomar banho e depois vamos comer.. – Ando até a geladeira que estava cheia e tinha absolutamente de tudo assim como o armário — Vamos comer Hot Dog da titia Daí! – Falo e as crianças dão pulinhos de felicidade e Daí me olha com as sobrancelhas arqueadas.

— Tu é uma vaca, vou fazer pelos meus filhos! – Ela diz e eu dou risada dando um tapa em sua bunda e correndo para o andar de cima.

Estava tão relaxa, mas só de pensar no que vou ter que fazer amanhã ja sinto uma pressão em meus ombros. Não sei se estava fazendo o certo ou o errado mais eu precisava fazer, já comecei e só saio daqui quando souber de toda a verdade, independente de qual seja ela!

———————

Estão prontas para saber de tudo que aconteceu? Haha agora as verdades vão começar a aparecer, porém antes de mais nada..

Li alguns comentários que diziam não estar gostando de alguns rumos da história, e entendo vocês. Porém, a história está apenas começando então meninas, fiquem tranquilas que tem muitas águas para rolarem ainda.

E sobre uma maratona, vocês querem que comece amanhã com 3 capítulos ou daqui dois dias com 5?

Alanna | 2 Temporada Histórias para pegar e não largar. Descubra agora