Apos ser brutalmente violentada e ver que a polícia nada fez para prender seus agressores Angel Smit
decide fazer justiça com suas própria mãos.
Após onze anos ela volta a onde tudo começou, com um novo nome e um único objetivo..... Vingança, mas...
Estou em frente a casa da minha mãe a quase meia hora, sem coragem de entrar.
Não sei como lidar com essa situação, contudo tenho que para de fugir. Respiro fundo algumas vezes antes de abrir a porta do meu carro e me dirigir a porta da casa dos meus pais, e a cada passo é como se uma tonelada fosse posta em minhas costas.
E pensar que eu passei por tantos momentos aqui....
Vou até a porta marron e aperto a campainha, e em menos de dois minutos, minha mãe está diante de mim.
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Não dizemos nada, penas nos olhos, como se uma esperasse que a outra fosse uma miragem distorcida pela dor.
Depois um tempo que me pareceu eterno, minha mãe da o primeiro passo e me abraça, e é nesse momento que ela desaba. Seu choro é tão sôfrego que dói em mim, mas eu não choro. Não consigo mais.
_ Vai ficar tudo bem mãe, eu estou aqui agora. - eu a consolo.
_ Ele se foi Angel. Ele se foi. -ela continua chorando e um nó se forma em minha garganta.
_Eu se.
_ Ele prometeu que nunca me abandonaria e agora ele se foi. -minha mãe esta destruída.
Eu a levo para dentro de casa e fecho a porta, nos sentamos no sofá e eu coloco sua cabeça em meu colo enquanto lhe afago os cabelos tão escuros quanto os meus.
_ Eu sei como se sente mãe, dói saber que ele não esta mais aqui, mas tenho certeza que o papai não ia gostar de ver a senhora chorando assim. Ele nunca gostou de vê-la triste.
_ Você tem razão, ele não gostaria.- diz ela se levantando de meu colo e limpando os olhos. - é que ele faz tanta falta.
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_ Eu sei.- lhe dou um sorriso triste.
_ É bom tê-la de volta meu anjo. -diz ela segurando minha mão e apesar de toda a tristeza é bom estar com ela.
_ É bom estar de volta.
🍁🍁🍁
Sexta-feira...
Faz um pouco mais de duas semanas que estou em Londres. Eu resolvi ficar na casa da minha mãe porque não quero deixa-la sozinha e apesar dela parece um pouco melhor, eu ainda a encontro chorando escondida pelos cantos.
Tento fazer de tudo para anima-la, mas confesso que também não me sinto bem.
Estamos sentadas na cozinha jantando, quando minha mãe para o que esta fazendo e me olha questionadora e eu ja sei o que virá a seguir.
_ Onde você esteve nesses últimos meses Angel .- ela tem me feito essa pergunta nos últimos três dias e eu tenho desviado do assunto. Não quero e nem posso envolver minha mãe nisso.
_ Mãe, eu já te disse esquece isso. Eu estou aqui agora, e é o que importa.
_ Não, não é. Seu pai está morto e você não estava aqui. Você nos deve essa resposta. - ela fala bastante irritada e apesar de saber que ela não me culpa realmente, eu me culpo.
_ Eu estava nos Estados Unidos. Eu fui para Indiana mãe. - digo a ela sem muitos detalhes enquanto abaixo a cabeça para não ver seu olhar reprovador sobre mim.
_ Mas o que você... - ela fez uma pausa como se analisando a situação. - não me diga que você foi atrás de vingança Angel. - ela arregala os olhos e minha falta de resposta e mais que uma confirmação. - mas por que? Eu pensei que você tivesse esquecido essa loucura a anos atrás minha filha. Quantas vezes seu pai e eu te dissemos que guardar esses sentimentos só lhe trariam tristeza.
_ Eu não esqueci. Eu tentei eu juro , mas não pude. Eles me destruíram mãe, tiram minha paz e toda vez que eu fechava os olhos tudo que eu via era aquela noite se repetindo vez após outros.- tento controlar o choro mas sinto algumas lágrimas molharem meu rosto.
_ O que você fez minha filha.- diz ela preocupada. Eu não respondo e vejo certo medo em seus olhos, não sei se por mim ou de mim.
_Eu precisava fazer alguma coisa mãe ou não teria paz. - ela se levanta irritada e sei que ela vai explodir.
Essa sempre foi a diferença dos meus pais. Enquanto meu pai era a calmaria, contido e sereno, minha mãe, como eu, é uma tempestade prestes a virar um furacão.
_ E agora, conseguiu a paz que procurava? - ela pergunta raivosa e eu não consigo mais segurar o choro.
Essa vingança poderia até ter me trazido algum contentamento no começo, mas agora...agora eu perdi tudo.
_ Não. - é tudo que consigo dizer antes de voltar a chorar, o que parece comover a minha mãe que vem em minha direção e me abraça.
_ Não se preocupe meu amor. Você esta segura comigo. - diz ela afagando minha cabeça.
_ Eu não estou segura em nenhum lugar. Sei que o que fiz é errado e que se eu voltar e alguém descobrir a verdade, serei presa e provavelmente...
_ Não, de jeito nenhum, você não vai voltar. Eu já perdi o seu pai e ninguém vai tirar você de mim.- ela fala me apertando mais em seu braços e quase me sufocando no processo.
_ Eu também não quero isso mãe. E só que...
_ O que houve em Indiana minha filha?- minha mãe pergunta me soltado e eu nem me surpreendo mais com o quanto ela me conhece.
_ Eu conheci um homem.- tento ser direta e falar antes que ela processe a informação e me interrompa.- ele é gentil, educado, engraçado e lindo. Foi o fato de conhece-lo que me fez rever meus conceitos e mudar de ideia. Ele me faz muito bem mãe. Benjamim é a minha paz.- falo tudo que meu coração tem guardado e apesar de ter evitado isso por dias, eu sito a dor da perda me consumir aos poucos.- Ele me odiaria se soubesse o que fiz. - olho pra ela por entre as lagrimas não derramadas.- Sei que não posso voltar, mas perde-lo e como morrer um pouco a cada dia.
_ Você o ama, não é? - minha mãe me pergunte diretamente e eu nem tenho que pensar pra responder.
_ Sim.
_ Então é só isso que importa. Volte para ele.- ela segura minha mão e sorri e por um segundo eu penso em voltar, mas a lucidez me volta, fazendo com que eu pense racionalmente.
_ Ele é o delegado. Eu não posso ser pressa, eles me matariam.
_ Vai por mim meu amor, estar longe da pessoa amada já é a morte. Eu sei bem a sensação.- a melancolia esta presente em suas palavras e eu nem consigo imaginar a dor que ela está sentindo. Meu pai era o amor da vida dela.
_ Mas e você...
_ Eu vou ficar bem, e terei muito orgulho de você por fazer a coisa certa. - eu a abraço apertado, decidida a mandar a prudência pro inferno.- muito obrigada mãe. - falo assim que o abraço chega ao fim, para em seguida me levantar e saio correndo.
Paro abruptamente na subida da escada, quando me lembro de algo importante e isso me faz sorrir.
_Mãe você ainda tem aquele vestido de festa salmão lindo.- pergunta já maquinando um plano.
_ Sim meu bem, por que?
_ Você poderia me empresta. Eu tenho um casamento para ir.