17. Quarto ( P.2)

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O chuveiro é fechado e em pouco tempo ele já esta de volta a suíte.

A princípio Caio não nota minha presença, entretanto isso muda assim que eu engatilho minha arma.

Caio se vira em minha direção e eu vejo o horror em seus olhos ao ver a arma apontada para ele e isso me diverte muito.

_ Q-quem é v-você? - Ele gagueja o que me faz rir um pouco.

_Quer saber, essa é a quarta vez que me fazem essa pergunta e tenho que admitir que ter que responder já está ficando chato.- Me levanto com um sorriso zombeteiro em meu rosto, enquanto caminho calmante em sua direção.

Eu estou me sentindo poderosa, com minha bota preta de cano alto, minha calça preta de couro, minha blusa preta colada e luvas de couro com garras de metal, que eu ganhei a algum tempo atrás e devo admitir que foi amor primeira vista. Me sinto a própria mulher gato, só que sem a máscara.

_ Minha ex-mulher te contratou para me matar não é. Aquela vaga...- Miro o cano da arma em sua cabeça e o olho seriamente, o que faz com que ele se cale.

Não suporto ouvir vermes como aquele falarem mal de mulher honestas, principalmente uma que conseguiu suporta-lo por tantos anos sendo o lixo que é.

_ Acho melhor você pensar duas vezes antes de terminar essa frase.- Digo.

_ Eu estou certo então, ela te mandou aqui.

_ O que faz uma mente culpada, não é mesmo. Mas sinto te dizer que não foi ela que me enviou. Digamos apenas que ela não é a única a querer vê-lo morto, mas definitivamente eu viria aqui por ela, se esse fosse seu desejo.

_ Se não foi ela, você é funcionaria do tubarão. Eu vou paga-lo, meu prazo ainda não expirou.- Ele se desespera ainda mais e mal ouve o que lhe digo.

_ Você está devendo para um agiota? Cómico.- Gargalho, me aproximando mais dele.

_ Eu não estou entendendo...

_ Isso é ótimo, é assim mesmo que eu quero você. Confuso, desorientado.

Eu estou me divertindo vendo o desespero dele, mas eu só estou começando.

_ Eu quero que você se vire e ande até aquela cama.- Digo a ele que hesita.

_ O que você vai fazer comigo?- Caio pergunta segurando as lágrimas e eu me pergunto onde foi parar o valentão que me estuprou tão brutalmente a anos atrás.

_Tenho certeza que você não vai querer saber. - Digo apenas e eu posso ver que ele está apavorado e totalmente vulnerável.

Caio se vira e vai em direção a cama e quando percebo que já está próximo o suficiente, eu lhe dou um coronhada na cabeça, que o desmaia.

Não me entendam mal, não gosto da ideia de acertar alguém pelas costas, mas eu preciso dele desacordado e eu não conseguiria fazer isso em uma luta corpo a corpo. Para fazer o que faço, tenho que ser estratégica e usar minhas desvantagens de tamanho e força ao meu favor e se para isso eu precisar ser desonesta, é um preço pequeno a se pagar.

Eu o ajeito na cama, virando seu corpo e amarro suas mãos e pés nas laterais da cama, o amordaçado em seguida, me assegurando de que não terei nenhum tipo de imprevisto além do fato dele estar nu em minha frente.

Às vezes penso que eu não deveria me divertir tanto com isso, mas não consigo me controlar. É como se por um tempo minha parte psicopata se apossasse do meu corpo, e ao invés de me assustar, eu adoro isso.

_ Hora de acordar bela adormecida. - Cantarolo empolgada após jogar um copo com água em seu rosto.

Assisto sorrindo Caio despertar em desespero e a percepção de está amarrado e amordaçado não ajudou muito. Ele tenta se soltar, sem sucesso, tenta gritar, também sem sucesso, então ele desiste.

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