Apos ser brutalmente violentada e ver que a polícia nada fez para prender seus agressores Angel Smit
decide fazer justiça com suas própria mãos.
Após onze anos ela volta a onde tudo começou, com um novo nome e um único objetivo..... Vingança, mas...
Sento-me em minha poltrona e coloco os fones decidida a não pensar no que deixei para trás. Seleciono a música e assim que os primeiros acordes de "Hello" começam a tocar em meu ouvido, eu me permito ser levada pela música.
Nada melhor para o fundo do poço que minha vida se tornou, do que a diva Adele para me jogar uma pá para que eu continue a cavar.
Assim que sua voz melodiosa e tão triste quanto minha alma começa a soar em meus ouvidos, não consigo conter o mar de lagrimas e definitivamente esse será um longo e desidratante voo, até porque a playlist da foça está só no começo.
Enquanto Adele conta sobre suas lembranças de um relacionamentos distante, eu me permito pensar em tudo o que vivi com Benjamin ao meu lado e em como o pouco tempo que passamos realmente juntos me marcou para sempre.
Jamais amarei outro homem como amo Benjamin e a certeza de que nunca mais irei vê-lo é dolorosa e pesada de mais para suportar.
Sinto uma mão em meu ombro e me sobressalto por estar muito imersa em minha dor e pensamentos.
Olho para a aeromoça e pela primeira vez em anos de viagem, ela não parece feliz.
_ a senhora está bem? Precisa de ajuda? - ela me pergunta parecendo genuinamente preocupada.
_ eu estou bem.- falo limpado meu rosto mesmo que as lágrimas não queiram parar de cair.- apenas lembrando de momentos felizes.- sorrio tristemente para ela.
_ parece que alguém lhe fará muita falta.- ela fala me entregando uma garrafa com água e um cobertor.
_ você nem faz ideia.
_ me chamo Ana. Se precisar de algo é só me chamar, ok? - ela fala voltando a sua postura de aeromoça sorridente, mas eu vejo sua preocupação.
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_ Ok.
Vejo Ana se afastar e inclino um pouco minha poltrona para que eu fique mais confortável. Fecho meus olhos, colocando minha mascara de dormir e me enrolo no cobertor, antes de me deixar levar novamente pela voz aguda de Adele que domina rapidamente meus pensamentos e minha tristeza.
Estou tão absorta em meus pensamentos que quase não escuto quando alguém fala comigo.
_ moça será que você pode me dar licença, minha poltrona é a do canto. - a voz é tão distante que por um segundo eu penso não ser comigo.- moça...- ele chama novamente e só então eu me dou conta de que é realmente comigo que estão falando.
_ claro, deixa só eu... - paro a música e tento retirar a máscara, mas os fones se embolaram nela o que me leva a uma confusão de fios, tecido e cabelo, e é claro, um momento muito constrangedor, que piora quando eu tento consertar, o que aparentemente parece ser bastante engraçado porque o homem ao meu lado não consegue conter uma risadinha.