27. quand

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O sol acabou interrompendo o sono profundo em que estava com Aimée do meu lado. O iate não balançava, mas depois de tanto vinho não foi uma boa combinação tentar entrar no barco. A mulher esparramada tinha os cabelos jogados no rosto e alguns fios correndo pelo travesseiro. Talvez essa seja a minha vista preferida entre todas as maravilhas do mundo.

— Pare de me encarar, estou horrível. – vira a cabeça para o outro lado.

— Acho que quando isso acontecer, posso deixar de existir em paz.

— Você é tão exagerada. – volta a me olhar. – Como você está? – se refere à quantidade de álcool que ingeri e depois acabei colocando tudo para fora.

— Sinto que há uma porção de anões pisoteando o meu crânio enquanto dançam Starships da Nicki Minaj.

— Parece que a noite foi boa. – brinca enquanto faz carinho na minha cintura.

— Desculpa estragar nossa noite. Não foi minha intenção.

— Você não estragou nada. Foi incrível. Até a parte que você colocou tudo para fora. Realmente muito engraçado.

— Que vergonha, meu Deus! – escondo sob as cobertas, mas Aimée mergulha atrás de mim dando diversos beijos pelo meu rosto. – Precisou cuidar de mim por muito tempo?

— Você fica incoerente quando está bêbada. Sério, tipo... – faz uma careta indecifrável. – Ao mesmo tempo que queria entrar no mar, queria desbravar a floresta e pilotar o barco.

— Não deixou, né? Não fiz isso. Por favor, diga que não fiz.

— Óbvio que não. Ainda não perdi o resto de sanidade que há em mim permitindo uma coisa dessas.

— Boa garota. – acaricio seu rosto e os cabelos. O raio de sol que invadia o quarto pequeno deixava seus fios mais claros e bonitos. – Precisamos ir daqui a pouco. – confiro as horas.

— Oh, não. – esconde a cabeça no travesseiro. – Não quero voltar para a civilização depois de ontem.

— Preciso ir com Gio acabar de resolver as coisas do buffet e organizar com Julie a despedida de solteira.

— Então você irá em uma despedida de solteira? – levanta em um pulo, o corpo nu sendo abençoado pelo sol deixando tudo ainda mais lindo.

— Bem, é a tradição. – dou de ombros.

— Isso é realmente incrível porque Beck já me chamou para a despedida dele. – apenas uma sobrancelha arqueada e o ciúme explodiram ali naquela cama. – O que foi? – veste apenas uma camiseta branca antes de sair do pequeno quarto.

— Onde você vai?

— Comer, preciso de energia depois de você me sugar por inteiro antes de passar mal.

— Ok, – me levanto e vou atrás da minha mulher que procurava nos armários e no pequeno frigobar algo para comer. – quantas pessoas irão nessa festa?

— Por que isso é importante?

— Para que eu saiba da magnitude. Eu e as meninas só iremos beber vinho e comer qualquer coisa.

— Quem me garante? – recolhe os materiais para começar a massa de panquecas que ela faz tão bem. – Ovos e bacon para mim e panquecas para você, está bem?

— Claro, claro.

— Certo.

— Você não me respondeu.

— O que quer que eu diga, amor? Não faço a mínima ideia de como vai ser a festa. – sorri.

— A madrinha não sabe como será a festa de despedida de solteiro do noivo? Conta outra!

02:09 Onde histórias criam vida. Descubra agora