Terça-feira, 19 de Abril
Eva e eu chegamos a Nova Orleans cedo na manhã de ontem, e agora estamos sentadas em uma mesa na calçada do Café Du Monde, bem no meio do famoso French Quarter, dividindo beignets. Eu adoro beignets.
Minha mãe costumava prepará-los para Dulce e para mim quando éramos pequenas. Ela nos deixava ajudá-la na cozinha, fazendo a massa e cortando-a em quadradinhos, e nós sempre tínhamos discussões acaloradas para decidir qual de nós ia polvilhar o açúcar de confeiteiro por cima deles quando estivessem prontos.
Ontem à noite passei em frente à escola de culinária de El Abogado, que também fica no French Quarter. Ela está no primeiro andar de um pequeno prédio de estuque amarelo, com persianas pretas nas janelas e um elegante balcão de ferro fundido cobertos por flores e samambaias.
Olhando pelas janelas, percebi que havia uma aula em andamento e não fiz menção de entrar, preferindo pegar um panfleto que estava em uma caixa perto da porta. Decidi que a melhor maneira de chegar até ele era me matricular em uma aula e dizer que tudo era uma grande coincidência quando nos víssemos.
Enquanto espero para telefonar para a escola, dou uma olhada para a escola, dou uma olhada ao redor do French Quarter e sorrio. Embora ainda não tenha voltado à glória que tinha antes da chegada do furacão Katrina, eu fico feliz em ver que várias lojas estão abertas e que muitos turistas felizes estão passeando.
Pouco antes do meio-dia, tiro o meu celular de dentro da bolsa para ligar para a escola, quando, repentinamente, ele começa a tocar. O nome no identificador de chamadas é "Alfonso Herrera, investigador particular", e eu resolvo atender.
Ele pergunta se eu recebi o e-mail que me enviou, dizendo que Penn e Jesse são casados.
- Sim, obrigada - eu digo, tentando esconder minha decepção. É uma pena. Os dois tinham um potencial enorme. - Ei, por acaso você sabe qual é o nome da esposa de Jesse?
Embora eu tenha saído com Penn durante pouco tempo, o relacionamento com Jesse durou cinco meses.
Assim que as coisas estavam começando a ficar mais sérias, ele terminou tudo comigo porque estava apaixonado por outra garota. Eu não consigo lembrar o nome dela, mas acho que era...
- Sarah. Acho que o nome dela é Sarah - diz Alfonso.
É isso mesmo. Sarah. Eu sempre pensei que Jesse era o homem perfeito que acabou escapulindo. Ele era muito inteligente e maduro, e minha mãe o adorava.
Quando ele pediu para terminarmos, ele foi honesto sobre o motivo pelo qual estava fazendo aquilo, honesto a respeito de Sarah, e eu sempre o respeitei por isso. Enfim...acho que, se um homem vai trocar você por outra mulher, é melhor que seja pela mulher com quem ele vai se casar, em vez de uma vadia de meia- tigela.
- E então, como estão as coisas? - pergunta Alfonso, casualmente. - Já conseguiu encontrar esses caras?
Ainda pensando em Penn e Jesse, respondo sem pensar.
- Sim, mas não tive sucesso com nenhum deles até agora. Você devia ter visto as caras deles, são todos uns imbecís. Mas agora estou em Nova Orleans, e espero que as coisas deem certo, porque...
De repente eu me dou conta do que eu estou dizendo e paro de falar.
Meu Deus... eu acabei de dar com a língua nos dentes. Por que eu fui dar com a língua nos dentes? O que foi que Alfonso perguntou para me fazer dar com a língua nos dentes? Ele perguntou se eu consegui encontrar os rapazes.
- Você me manipulou para que eu dissesse isso! - eu grito no telefone.
- Ei, ei, cuidado para não arrancar a minha cabeça - diz Alfonso com uma risada. - Não fiz nada disso. Foi só uma pergunta.
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Qual seu número?
FanfictionNova York, início da Primavera. Anahí Portilla lia seu jornal favorito quando fica horrorizada ao ler, que as mulheres têm em média 10,5 parceiros sexuais ao longo da vida. Acreditando que o número é baixo demais, ela puxa da memória todos os homens...
