Capítulo 2

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- Nunca fiquei tão feliz em te ver Marcel, você salvou a minha vida! – digo me sentando no banco de espera do autocarro.

- Não foi de graça, você terá que me pagar por isso senhorita! – fala ele colocando as mãos nos bolsos das calças.

Que visão linda, ele deveria ser um modelo, ele tem um estilo único e sexy, se ele não fosse um mulherengo incurável talvez eu me apaixonasse por ele.

- O que foi? Está louca para sair comigo nem? Eu sei que sim! – fala ele rindo alto.

- Eu admito que você é atraente, mas você não faz o meu tipo. – falo dando de ombros – A propósito, o que tenho que fazer para pagar a sua "ajuda"?

- É que... eu, tenho um jantar em família e a minha mãe não cansa de exigir que eu traga uma garota para casa, eu não quero dar chanses as minhas conquistas, então queria que você fingisse ser a minha namorada, pode ser? – falou ele juntando as mãos em gesto de súplica.

Eu? Namorada? O que ele está pensando? Que eu vou aceitar isso? De jeito nenhum eu vou aceitar uma coisa dessas e se o Lucas acabar descobrindo, vai me zoar pelo resto do ano.

- Nem pense que eu vou aceitar isso! – digo cruzando os braços e virando o rosto para o outro lado.

- Por favor! Eu te ajudei e você me deve uma, se eu não tivesse aparecido aquelas garotas teriam acabado com você. – fala ele se sentando no banco.

- Você está me chantageando? O que o Lucas vai achar disso se souber? – pergunto.

- Eu já falei com ele e ele disse que não tinha problema, já que será de mentirinha. – falou se aproximando mãos de mim e eu instintivamente me levantei mantendo a distancia.

Quem eles pensam que são para decidir o que eu faço da minha vida? E porque ele esta se aproximando tanto? Qual é o problema desses dois?

Me viro dando costas para ele para esconder a vergonha que estava sentindo.

- Mas não é justo, eu quero algo em troca, ter me salvado daquelas garotas não equivale a eu fingir ser sua namorada e ainda por cima num jantar familiar. – digo me virando para ele.

- Então, o que você vai querer? – perguntou ele.

(Minutos depois)

- Já cheguei mãe! – digo entrando em casa.

Não escuto ela me respondendo, deve ter saído para algum lugar. Tiro as minhas botas e jogo a minha mochila no sofá.

Sinto um cheiro de frango vindo da cozinha. Pelo menos terei algo bom para comer hoje. Não sei o que se passa com o dia de hoje, está dando tudo errado, só espero que a partir de agora dê tudo certo.

Vou em direcção a cozinha e procuro pelo frango, encontro ele na panela. Acabo babando pelo cheiro delicioso do frango.

Procuro por um prato limpo, mas não acho nenhum, então vou até o lava-loiça e acabo encontrando dois pratos sujos com restos de frango. Ignoro isso já sabendo o motivo e lavo o prato e em seguida sirvo o almoço.

Depois de terminar, lavei a louça toda e organizei a cozinha. Quando termino vou em direcção a sala, mas paro quando escuto passos de alguém. Me aproximo da porta devagar e vejo a minha mãe se beijando com aquele homem. Esperei até ele ir embora e depois fui até a sala para buscar as minhas coisas.

- Filha, eu não ouvi você chegando, a quanto tempo você está aqui? – perguntou ela fingindo que nada aconteceu.

- Você não precisa fingir, eu vi ele – digo levando a mochila que estava no sofá.

- Do que você está falando filha? Eu estava falando com um dos vizinhos agorinha – falou ela forçando um sorriso.

Eu não suporto mais isso...

- Se ele vier morar aqui de novo eu vou morar com o papai – digo levando as minhas botas e subo correndo para o meu quarto.

Não quero ouvir a voz dela, ela não cansa de ser enganada por aquele desgraçado? Se ele se aproximar outra vez de mim, eu não volto mais para aqui.

The Ordinary GirlHistórias para pegar e não largar. Descubra agora