Capítulo 18

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Entro em estado de alerta quando me lembro que o Lucas está comigo.

- Oi gata! Que cara é essa? – pergunta ela, mas o rosto dele muda quando ele repara em algo por trás de mim – O que você esta fazendo aqui?

Quando ele entra eu fecho os olhos e respiro fundo tentando criar forcas para evitar que os meus móveis sejam exterminado de vez. Fecho a porta e vou em direcção aos dois.

- Qual é o seu problema Lucas? Você não cansa com os seus joguinhos? – falou o Marcel segurando a gola da camisa do Lucas.

- Marcel pare com isso! Fui eu que chamei ele para aqui, eu queria conversar sobre o que eu descobri sobre a Carol. – falei segurando o braço dele.

- Eu disse para você não fazer isso! – gritou ele.

- Então foi você que ficou contando isso para ela? – perguntou ele.

- Não, não foi ele, eu ouvi isso da Tânia, ela falou pra mim mesmo depois de eu ter pedido para ela não me contar – falo.

O Marcel larga o Lucas e o mesmo começa a rir.

- Marcel, você está apaixonado? – perguntou o Lucas.

- Sim, e odeio que você fique se aproximando da garota que eu gosto, então fique longe dela! Mesmo que ela te chame não venha, não vou permitir que você brinque com a minha irmã e nem com a Naty! – falou Marcel empurrando o Lucas.

Eu fiquei no meio deles e pedi que o Lucas fosse embora, ele levou as coisas dele e foi embora. Quando finalmente eu e o Marcel ficamos a sós, eu perguntei.

- Aquilo tudo foi encenação não foi? Porque você quase me fez acreditar naquilo – falei.

- O que você acha? – disse se aproximando de mim – é claro que foi encenação, mas...

- Mas?

- Mas eu não gosto de te ver sofrendo por ele, só temos alguns dias de namoro, mas tenho medo de acabar gostando de você de verdade – falou ele com os olhos em mim.

- Marcel, pare com o drama, essa encenação foi horrível! Você já fez encenações melhores – falo me afastando dele, mas ele segurou o meu braço e me puxou para cada vez mais perto de si, conseguia sentir o seu hálito fresco.

- Você bebeu? Desde quando você bebe?

- Eu não sei o que aconteceu, o Lucas disse que eu bebi uma garrafa inteira de vinho.

- Vocês dormiram juntos? – perguntou ele ainda perto de mim.

- Não! Nos dormimos na mesma cama, mas não fizemos nada.

O que está acontecendo aqui?

- Aquilo que você disse para o Lucas era verdade? Você está apaixonado por mim?

- Eu amo outra pessoa, eu já te disse isso, mas eu disse também que queria que esse namoro fosse verdadeiro. Não quero que você fique procurando o Lucas. – falou ele se afastando de mim.

- Agora não posso falar com o meu amigo?

- Você não o vê como amigo Naty!

- Você não está passando dos limites não?

- Ainda não dormimos juntos e você fala de limites? Eu acho que você não sabe como uma relação funciona pois não?

- Fala o homem que não consegue permanecer com a mesma garota por uma semana!

- Não quero discutir com você!

- Então pare de ficar criando regras, que relação é essa que você manda e eu tenho que obedecer tudo o que você diz? Eu não dormi com ele e eu desisti dele, ele não me importa mais! – falei elevando a voz.

- O quê? Você acha que eu vou acreditar nisso?

- Eu disse para ele que ele havia me beijado por pena e ele não falou nada, então foi mesmo por pena, eu odeio ele!

- Então não vejo razão para nos ficarmos juntos, eu vou embora. – falou ele se dirigindo para a saída.

Eu segurei a camisa dele e ele parou.

- O que foi? – perguntou ele impaciente.

- Você prometeu que seria por um mês...

- Você disse que desistiu dele!

- Eu preciso de você, você disse que eu poderia contar com você, me ajude a esquecer dele. – falei o abraçando por trás.

Ele tirou os meus braços de sua cintura e disse que iria pensar e saiu do apartamento. Eu fiquei no mesmo lugar por alguns minutos e depois comecei a chorar. Aquela situação estava me consumindo, não sabia mais o que fazer.

Estou cansada disso tudo, eu quero a minha vida antiga de volta, quero jantar na mesma mesa em que o meu pai e a minha mãe jantavam comigo, quero que a minha família volte a ser o que era, antes daquele homem seduzir a minha mãe com falsas esperanças, antes dele destruir a minha família, antes daquele lixo...

Minhas lágrimas não paravam de rolar e uma dor enorme estavam me sufocando, estava sozinha, todos haviam indo embora, ou talvez eu estivesse sozinha desde sempre.

Escuto alguém tocando a campainha e eu ignoro, mas a pessoa não parava de tocar e começou a bater a porta, então me levantei, limpei os meus olhos e abri a porta.

- O que aconteceu com você garota? – falou Tânia.

- O que você está fazendo aqui? Não estou com vontade de ouvir as suas bobagens, me deixe em paz! – falei empurrando a porta, mas ela não permitiu que eu fechasse a porta.

- Pelo menos escute o que eu tenho a dizer!

- O Lucas não me importa mais! Então procure outra pessoa!

- Está bem, se você quiser que ele viva infeliz pelo resto da vida está bem, entregue ele para aquela manipuladora, ela usou as garotas da antiga escola dele para atingi-lo, ela é uma psicopata, por isso ele não queria ter nada com nenhuma garota da faculdade. – falou ela.

Eu parei de empurrar a porta e olhei para ela.

- Se você não quer ajudar ele está bem, eu sei que não tenho chances com o Lucas, mas não vou deixar que uma louca como aquela qualquerzinha me passe a perna jogando sujo desse jeito – falou ela e se virou indo embora.

- Espere! Você tem certeza disso? – perguntei.

- Eu vi o Lucas saindo do prédio e pelo estado que você está, a minha fonte estava certa. – falou ela voltando.

- Me conte todo o que você sabe. – falei dando espaço para que ela entrasse no apartamento.

The Ordinary GirlHistórias para pegar e não largar. Descubra agora